Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2015

Sahajiya: a espiritualidade do corpo

Fonte: BANGLAPEDIA, National Encyclopedia of Banglaesh
Krishna RadaSahajiya é um culto religioso. Seus seguidores acreditam em sahaja ou no caminho simples para sentir sahaja, a realidade inata que está presente em todo objeto animado ou inanimado. De acordo com a filosofia Sahajiya, junto com sua forma externa, todo objeto tem sua forma interna. Esta forma interna é eterna, conhecida como sahaja. Sentir sahaja é sentir a eternidade interna em si-mesmo (1). Toda classe de objetos animados e inanimados podem ser sentidos experimentando essa forma interna. Os seguidores deste culto pensam que um caminho simples, direto, pode ser a melhor maneira de experimentar esse sentimento.
O que está a favor da natureza humana é sahaja (simples) e o que vai contra isso é vraka (tortuoso). A auto-realização que está de acordo com a natureza humana é o objetivo da filosofia Sahajiya. O Sahajiya acredita que o objeto de adoração é o conhecimento, e que esse conhecimento reside em si-mesmo, não fora. Eles acreditam que este conhecimento não pode ser adquirido atraves do estudo e livros, mas somente aprendido através da ajuda de preceptores e a doutrina da sahajasadhana.
O Sahajiya enfatiza a importância do corpo. Eles acreditam que o corpo incorpora o universo e a auto-realização pode somente ser atingida através do amor corpóreo. Literatura baseada na filosofia Sahajiya é classificada como filosofia Sahajiya.
Sahajiya Buddhista.
A Bengala enfrentou distúrbios internos após a morte do Rei Shashanka por volta 635 DC. Durante a dinastia Pala, por volta do oitavo século, Sahajiya Buddhista surgiu como uma doutrina religiosa. Para entender a natureza dos seres vivos e o mundo fenomenal através da realização da natureza eterna do eu-interno constitui a verdade inerente da doutrina religiosa Sahajiya Buddhista. Entretanto, esta doutrina também ensina que deve-se renunciar os laços mundanos. Iniciados na doutrina Sahajiya foram conhecidos como Siddhacharya. Siddhacharya famosos incluem Luipa, Bhusukupa, kahnapa, Sarahpa, Shantipa, e Shavarpa, que comporam as músicas Buddhistas e doha (dístico) do charyapada. Muito destes compositores foram habitantes da Bengal, Mithila, Orissa e Kamrup e, portanto o estilo de vida da Índia oriental predominou suas práticas espirituais. Bhusukupa e Kahnapa estavam entre os Churashisiddha ou Dharmaguru (professor religioso) incluídos no Nathdharma ou Buddhismo Tantrico. Eles foram seguidores do Buddhismo Tantrico ou Buddhismo Sahajiya, mas eles esconderam seu próprio credo e casta e adoram pseudônimos.
Charyapada descreve a filosofia Sahajiya através de vários símiles e metáforas, no que é conhecida como sandhya basa. Mahayana como uma doutrina religiosa do Buddhismo foi mais tarde subdividida em Vajrayana, Kalachakrayana, Mantrayana, etc. Enquanto essas diferentes seitas diferem em matéria de práticas religiosas, eles concordam no conceito de Nirvana. O objetivo da prática do Sahajiya é atingir Nirvana através da transcendência de velhice, doença, morte, e reencarnação. Estes que estão compromissados ou iniciados na doutrina religiosa Sahajiya acreditam que eles podem alcançar o seu objetivo desejado através de um número de rituais e práticas tantricas. As músicas Buddhistas e doha do Charyapada têm sido compostas baseadas dessas práticas.
Os poetas do Charyapada enfatizam a purificação da alma. De acordo com o Siddhacharya a explicação da doutrina é esta: "A fim de purificar a alma é necessário reduzir o desejo por coisas materiais e se concentrar no shunyatavodha ou sentido do vazio". A salvação da alma é atingida através da graça divina resultando em contentamento e felicidade absoluta atingida através do Nirvana. Esta felicidade absoluta é o objetivo da vida no mundo.
O Buddhista enfatizou a filosofia Buddhista através do uso de tal terminologia como shunya, trisharana, vodhi, jinaratna, dashavala, nirvana, etc. e associou essas palavras com diferentes doutrinas. Por isso é que a influencia de tantrashastra ou teoria do tantra é sentida nas canções Buddhistas. Mais ainda, guruvada, a crença na importância do guru, é muito enfatizada. Os Sahajiya acreditam que a meditação Sahajiya não pode ser adquirida através de livros ou erudição. Pode somente ser aprendido através das instruções do guru ou professor religioso. Portanto a meditação para atingir o Supremo ou Absoluto precisa ser conduzido de uma maneira fácil. Os Sahajiya ainda acreditam que a chave para tais meditações reside na alma interna. É inútil procurar pelo Absoluto fora da alma. Ele existe dentro de nós: "Arupa Buddha rupe". Como o poeta Kaknapa diz: 'Guru vova shisya kala'[O discípulo mesmo que for surdo pode entender o que seu guru sugere através de dicas e sugestões.] Mais precisamente, o guru por virtude seu próprio poder guia o discípulo no caminho certo.
Entretanto, a meditação dos Sahajiyas não é fácil. Como os Sahajiyas dizem, 'Faça o sapo dançar na boca da serpente'. Em outras palavras eles sugerem que a grande abstinência deve ser praticada pelos seguidores deste culto, que como a serpente devem resistir devorar o sapo apesar dele estar dançando na boca da serpente. [Azharul Islam]
Vaishnava sahajiya.
terra cota
Acredita-se que poeta do século quatorze baru chandidas é o inventor e o pregador deste credo, que ele conjeturou depois de entrar em contato com uma lavandera chamada Rami. Mais tarde, nos séculos dezessete e dezoito, o credo baseado na doutrina Sahajiya Buddhista, começou a ganhar terreno. Os seguidores dessa doutrina acreditam em si como sendo sahaja rasika (versado em sahaja) ou viajantes do sahaja patha (caminho simples). A frase sahaja patha aqui significa amor, que é da natureza humana. O objetivo último do ser humano é atingir a si-mesmo através do amor; e o Vaishnava sahajiya considera o corpo o melhor meio para isso. Os ideais do Vaishnava sahajiya são beleza, amor e prazer.
As práticas e doutrinas filosóficas do Vaishnava sahajiya são diferentes destas dos Gaudiya Vaishnavas. Os Gaudiyas Vaishnavas acreditam que toda filosofia reside no corpo humano e eles tomam a filosofia do amor alegoricamente, não literalmente como o Sahajiya.
O Vaishnava sahajiya instituiu uma forma diversificada de filosofia do amor, misturando vaishnavismo e as doutrinas de Radha e Krishna em nome de Nimai e Nitaichand. Sua filosofia incorporou o espiritual e o físico. De acordo com a filosofia Sahajiya, cada homem e mulher têm uma forma interna e externa. Portanto um homem tem a forma externa de um homem, mas seu eu interno (2) é Krishna. Semelhantemente, uma mulher tem uma forma externa, mas seu eu interno é Radha Quando as formas externas se unem fisicamente, as identidades internas atingem o prazer mais elevado. Isto é mahabhava ou o prazer de sahaja. A deificação do homem é o principio básico da doutrina Sahajiya.
Os Gaudiyas Vaishnavas rebaixam os Vaishnavas sahajiyas porque para o último a filosofia de amor ou adoração do corpo é de grande importância. Isto tem distanciado uma seita da outra e tem diminuído a dignidade social dos Sahajiyas. Mesmo Chandidas foi excomungado da sociedade Brâmane. Além desse fato, a filosofia ganhou terreno e se tornou difundida. Isto é reconhecido agora como um meio alternativo de adorar a Deus.
Uma grande parte da literatura bangla é baseada no credo Sahajiya. Entre as pessoas que escreveram nessa filosofia, Baru Chandidas é considerado o melhor. Seu srikrishnakirtan descreve os princípios básicos de Sahajiya de uma maneira lúcida. Muitos poetas incluindo Chandidas, que acreditou na doutrina Sahajiya, compuseram versos nas práticas de auto-realização em uma linguagem enigmática, conhecida como ragatmika pada
(versos que consideram que o amor puro é a realização).
A literatura Vashnava sahajiya é de dois tipos: uma baseada no padavali (músicas), a outra, baseada em nivandhan (composição). Poetas como Vidyapati e Rupa Goswami são proponentes da literatura padavali, enquanto Baru Chandidas e Krishnadas Kaviraja são proponentes da literatura nibandha. As partes introdutórias de muitas peças de figuras menos famosas atribuem as obras de nomes famosos tais como Vidyapati, Chandidas, Narahari Sarkar, Raghunath Das, Krsnadas Kaviraja, Narottam Das, Rupa Goswami, Sanatan Goswami, Vrindavan Das, Lochandas, e Chaitanyadas. Alguns livros de nota da literatura Sahajiya são Vivartavilasa (Akinchan Das), Anandabhairava, Amrtarasavali, Agamagrantha, Premavilasa (Yugalkishore Das), Radha-Rasa-Karika, Deha-Kadcha (Narottam Das), Sahaja-Upasana-Tattva (Taruni Raman), Siddhanta-Chandrodaya, Rativilasa-Paddhati, Ragamayikana, Ratnasara. [Sambaru Chandra Mohanta]

Notas do Tradutor:
1 - A palavra em inglês utilizada aqui para si-mesmo é Self, o q pode implicar em um paralelo entre sahaja e o Self Junguiano. O Self é usado por C.G. Jung para a totalidade do ser, situada além dos opostos. A integração com o Self é considerada a auto-realização, fazendo com que a pessoa passe de ser dominado pelo ego e passe a agir a partir do centro ou Self, assim se tornando um individuo efetivamente.
2 - A palavra usada aqui é inner self, indicando que Krishna ou Radha é o Self ou sahaja do sadhaka (praticante).

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A adoração do budismo Terra Pura de Hari, o senhor de todos os corações


Prajna-paramita HRDAYA Sutram

Todas as glórias ao Senhor HARI, o Senhor de todos os corações!

Coração (Inglês HEART) = Sânscrito HRID, uma contração de HRI-DAYA ou HRDAYA, por sua vez, uma contração de HARI-DAYA. DAYA como relacionado a DIAS e o persa DIVAN é um trono, como assento elevado ou sofá estofado que o Rei ou a Rainha sentam na sua sala de audiências ou salão real, sala do trono, para o propósito de servir ao seu povo administrando seu reino/domínio, ensinando, julgando e sentenciando o seu povo, ou aliviando-os de suas sentenças! Tal Rei ou Rainha Védicos Vaishnavas não eram governantes absolutos, mas sim servos absolutos de seu povo, e se consideravam o pai e mãe responsáveis, benevolentes e amorosos de todos os seres do seu domínio!

Qual é o domínio de DHAMANE Krishna? Que é HARI, o Senhor de todos os corações, e o coração de toda a manifestação cósmica e transcendental? É infinito e eterno tal como Ele É!
O coração / HEART / HRID ou HRDAYA CORdia, KARdia, CORE /centro de todos os seres, receptáculo de COURage (coragem), e amor CARA e CHARITAS (caridade), e CARE (cuidado) com os outros, é a sala do trono de HARI KYRios KOUROS CARAS (etc.), o Senhor que é amor! Ele é a força atrativa dos mundos espirituais e materiais, que atrai a todos para Si. Ele é KRISHNA/SAM-KARSHANA, que é o CARISMA que atraí e mantém todos os seres!

Afinal, o amor é o Senhor de todos os corações! Sri HARI é o RASA RAJA, o Rei (RAJA) de todos os sabores (RASAS) do amor!

O que é o amor?  A palavra em inglês LOVE (amor) é cognato ao termo teológico em sânscrito usado pelos VAISHNAVAS (adoradores de Krishna-Vishnu): LOBHA, que é um desejo intenso (LOBHA) por Deus que está dormente em todas as almas (JIVA/CHAYA)!
(Os seres vivos ou força vital é Chava ‘HEVA [EVA] ou Chai em hebraico e sânscrito, e CHI em Chinês).

LOVE/LOBHA é o desejo intenso que surge na alma que é atraída ao Senhor que é adorável e amorosamente verdadeiro, bom e belo! Uma vez que o infinito todo-atrativo e carismático (KRISHNA / SAN-KARSHANA), Senhor do amor é todo-penetrante como Seu PARAM-ATMA ou RUPA KAYA (O Espirito Santo, Senhor do coração), as almas finitas (jiva) podem se tornar confusas ao colocar seu amor em meros atributos ou partes das pessoas ao invés de nas próprias pessoas.

Dessa maneira as almas não podem descobrir sua verdadeira identidade como seres amados e amorosos que são eternamente relacionados a outros seres e a Divindade, o TriKaya/Trindade, e nossa Santa Mãe Kuan se Yin/Shakti/Shekinah! As almas (jiva) confusas devem procurar entender o SER INFINITO  e o ser finito que está atraindo-os. Quem é o amado e amante no CORAÇÃO da criação!

Devido ao materialismo impessoal grosseiro as almas (jivas) se esqueceram quem elas são e depositaram sua propensão a AMAR em todas as coisas temporárias e insatisfatórias.  Portanto eles corromperam o AMOR que é LOBHA, DESEJO SAGRADO POR AMOR A DIVINDADE E ALMAS PRECIOSAS em um pseudo-'amor' que é a luxúria mundana dos mundos saha, que nunca podem ser satisfeitas!

Portanto, para as bençãos de todos os seres sofredores de falta de amor, do mundo saha, deixe-nos clamar pelo SENHOR HARI, o Senhor de todos os CORAÇÕES, e nossa SENHORA HARINI, que é KARANA MALA, a coroa e guirlanda de raios, CORONA-SHAKTI de HARI! Deixe nos invoca-Los como nossos Mãe e Pais amorosos, Rei e Rainha de todos os corações! HRIH!  HRIH! HRIH! HARE KRISHNA!

Miau yin kuan se yin
Fan yin hai chao yin
Shen pi se cien yin
se ku shi chang nien

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ordo Sunyata Vajra


"Não há lei além de Faça o que tu queres."
- Liber AL vel Legis, III:60

"Deve-se dar lugar à mente que não habita em nenhum lugar."
- O Sutra de Diamante


Faça o que tu queres há de ser tudo da Lei.

Ordo Sunyata Vajra, a Ordem do Vazio Adamantina, é um veiculo da Gnose estelar de Thelema, expressando as raízes profundas do Aeon da criança coroada e conquistadora que descobre sua fonte na corrente primeva de iniciação que influencia a humanidade desde a aurora do tempo.

Influencias da Gnose estelar foram descobertas ao longo da história, sendo que apareceu primeiramente associado com as lendas da Lemúria e a cidade submersa de Atlântida. As eras pré-dinásticas do antigo Egito, e os cultos draconianos das dinastias negras posteriores, viram o ressurgir da tradição estelar que transitou nas tradições ocidentais de Hermetismo e Qabalah. No oriente, as grandes filosofias "não-duais" das tradições Prajna-Paramita do Budismo, Taoismo, e Vedanta, para nomear algumas, passaram esses ensinamentos de uma forma velada.

Thelema incorpora essa evolução viva desse ciclo de despertar direto, as correntes da Sabedoria Estelar amadurecidas na quintessencia de uma nova dispensação do Aeon de Hórus. Traçando suas fontes através de raízes profundas, a Ordem incorpora aspectos de ambos magia cerimonial ocidental e ritual e misticismo oriental, providenciando uma expressão unica de magia ritual Thelemica e misticismo interno que está fundamentada de maneira sólida nos princípios do Liber AL vel Legis, o Livro da Lei.

Ordo Sunyata Vajra não é uma ordem de treinamento. Nós não temos juramentos de fidelidade, nem temos taxas para afiliação. Os membros são esperados a trabalhar em sua própria Luz, o fruto da iniciação sendo o resultado do trabalho realizado. Entretanto, nós temos vários níveis de afiliação aos que desejam uma exploração mais profunda de nosso Trabalho.

Um ritual público central, a Gema Diamante Safira de Luz Radiante, é aberto a todos os interessados em celebrar os mistérios profundos de Thelema como indivíduos de mentalidade semelhante.

Possa a Luz, Vida, Amor e Liberdade ser estendida universalmente a todos, sob a regência de uma Lei de Thelema.


Amor é a lei, amor sob vontade.

http://www.ordosv.org/