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domingo, 20 de março de 2016

A noite negra da destruição

Pintura do administrador do NBM Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Chhinnamasta.

Por NBM Carolina do Sul
Tradução AShTarot Cognatus

O nome Kalaratri, traduzido como "Noite Negra" ou "Noite Negra da destruição", apresenta uma manifestação particularmente violenta e destrutiva da deusa Kali. Idêntica com Bhairavi (ainda que mostre funções administrativas particulares pelo seu nome), essa forma da deusa é adorada como a deidade principal de dois locais diferentes dentro da organização New Bihar Mandir (NBM) - como Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Bhairavi em New Yama Loka localizado em British Columbia, Canadá, e Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Kalaratri localizadas nos Estados Unidos.

De acordo com David Kinsley, Professor de Religião na Universidade MacMaster, Canadá, no influente livro “Tantric Visions of the Divine Feminine” (Visões tântricas do divino feminino) no que diz respeito a Kalaratri, "Ele é identificada com Mahapralaya, a grande dissolução no fim do ciclo cósmico, durante o qual todas as coisas, que foram consumidas pelo fogo, são dissolvidas nas águas sem forma da pré-criação."

Mais tarde nesse livro, Kinsley faz referencia a Kalaratri novamente na discussão da Mahavidya Kamala, "Como um Mahavidya, Kamala também se tornou associada com qualidades temíveis, que estão totalmente em falta no seu culto e adoração fora desse contexto. O hino de suas centenas e milhares de nomes no Sakta-pramoda, por exemplo, chamam-na Kalaratri (um nome terrível para Kali), "Aquela que usa uma guirlanda de crânios", "Ela cuja forma é terrível", Ghora (horrível), Bhima (terrível), e Tamasi: escuridão, literalmente, "Aquela que é tamas guna."). Apesar de qualidades benignas e auspiciosas dominam seu caráter como uma Mahavidya, uma dimensão perigosa e temível está sugerida nesses cognomes."

Para aqueles desejosos de verificar a natureza de Kalaratri em relação a suas atividades primárias macrocósmicas e sua natureza, como a corporificação do Mahapralaya, recomenda-se que seja utilizado como fonte primária de estudo, o Srimad-Bhagavatam como publicado e distribuído pela Bhaktivedanta Book Trust (disponíveis nas versões online no Vedabase.com) O Srimad-Bhagavatam é distinto entre os puranas na veracidade dar uma imagem ampla das atividades cosmológicas que acontecem durante e as que guiam até o fim de uma kalpa, ou a dissolução completa como ocorre na noite de Brahma.

De acordo com o Srimad-Bhagavatam, no final do ciclo cósmico, o terceiro olho do Senhor Shiva irá abrir e de sua testa, em fúria, irá surgir onze expansões conhecidas como Bhairavas, cada uma possuindo e exibindo uma qualidade particular utilizada afetando a dissolução. Antes do terceiro olho do Senhor Shiva se abrir e sua dispersão de Bhairavas, o Senhor Shiva irá transmitir através de meios telepáticos, as instruções de como afetar a destruição cósmica através de sua deidade adorável que é conhecida alternativamente pelos nomes Tamasi (que significa as trevas puras, inalteradas), Anantadeva ("Serpente eterna"), Ananta ("Eterno") e Sesa Naga ("Serpente de milhares de cabeças"), todas dos quais são O próprio VISHNU.

Ainda que Kinsley, identifica Kalaratri com Mahapralaya, mais tarde no seu livro sobre as Mahavidyas ele identifica outra Mahavidya, Dhumavati, como sendo manifesta dentro do próprio Mahapralaya: “Dhumavati é falada geralmente como uma manifestação do Mahapralaya, a grande dissolução do universo no fim da grande era cósmica. No Prapancasarasara-samgraha, Ela é dita ter a aparência "negra como as nuvens acumuladas durante a dissolução." No seu hino de mil-nomes, Ela é chamada "Aquela cuja forma é Pralaya. Um autor disse que ela aparece no fim dos tempos, quando até mesmo Mahakala, o próprio Shiva, desapareceu. Portanto, Ela está sozinha, Ela aparece como uma viúva e nessa forma representa "o poder do tempo, fora do tempo e espaço." Outro acadêmico diz que Dhumavati "personifica a destruição do mundo por fogo, quando somente fumaça e suas cinzas permanecem." Além de nome e forma, além das categorias humanas, sozinha e indivisível, como uma grande dissolução, Ela revela a natureza do conhecimento último, que é sem forma e não conhece divisões entre bem ou mal, puro e impuro, auspicioso e auspicioso."

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Kartikeya - Kali yuga


KARTIKEYA é uma banda Russa de Moscou, fundada por Arsafes, também compositor e guitarrista da famosa banda de pagan metal Russa Nevid.

O estilo de Kartikeya (que é o nome do Deus da Guerra no Hinduísmo) consiste de um oriental death metal com atmosfera epica, riffs brutais, batidas explosivas e rugidos ferozes junto a mantras, instrumentos autênticos  e mitologia Indiana.

Compre o album para ajudar o artista -(http://kartikeya.bandcamp.com)

14. Kali Yuga

Você deverá ser negado, ó sagrado
Por ignorantes que são como uma praga para o mundo moribundo
Eu escuto os ventos soprando por cima das cinzas e ruínas
De tudo que foi sagrado para cada alma
Humildemente cantando o teu nome

T
hou shall be denied, o holy one

By ignorant fools who plague the dying world 
I hear the winds blowing over ashes and ruins
Of all that was sacred for every soul
May the end begin for it was told
That the cycle shall end to be born once more
I stand in the dust of once sacral soul
Humbly chanting thy name

Veja o pai chorar enquanto a mãe come seu filho
Despertando uma orgia de sacrilégio e maldade
Veja o genocídio e o derramamento de sangue, exércitos furiosos surgem
Nas fortalezas profanadas de ódio e mentiras
Ouça o grito da prostituta, veja o sorriso bêbado
Arrebatamento sodômico, caldeirões de bile
Inocência é violada por desejos sem divindade
Deixe que o mundo todo seja pervetido

See the father cry as the mother eats her child
Awaking an orgy of sacrilege and blight
See the genocide and bloodshed, raging armies rise
In the desecrated fortress of hatred and lies
Hear the harlot's scream, see the drunken smile
Sodomic rapture, cauldrons of bile
Innocence is raped by godless desires
Leaving the whole world vile

Santidade na vida, pureza na mente
Sacrificado no altar de maldade
Suicídio e mentiras, no interior a ignorância
O que é puro é deixado para que morra

Sanctity in life, purity in mind
Sacrificed on the altar of blight
Suicide and lies, ignorance inside
What is pure is left to die

Todos os ouvidos estão fechados
E os olhos se desviam
Enquanto as crianças choram


All ears are closed
And eyes are turned away
As children cry

Tantos anos de uma fé maquiada
Posta a fim pelo ódio das pessoas
Nós somos escravos
Nós somos o fim
Blasfemos reinam em ouro, como o sagrado afogado na obscenidade
Toda a esperança é perdida enquanto que os pecadores governam a terra


So many years of carving faith
Put to an end by peoples hate
We are slaves
We are the end
Blasphemers reign in gold, as the holy drown in filth
All hope is lost as the sinners rule the earth

Santidade na vida, pureza na mente
Sacrificado no altar de maldade
Suicídio e mentiras, no interior a ignorância
O que é puro é deixado para que morra


Sanctity in life, purity in mind
Sacrificed on the altar of blight
Suicide and lies, ignorance inside
What is pure is left to die

Estes que procuram salvação nesse mundo moribundo
Deverão encontrar a paz eterna cantando os nomes do Senhor

Those who seek salvation in this dying world
Shall find eternal peace by chanting the name of the lord


Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

Comentário por AShTarot Cognatus:

Essa música descreve o período de decadência conhecido como Kali-yuga, em que estamos vivemos. O Srimad Bhagavatam descreve essa como uma era de hipocrisia e desavenças, onde os princípios espirituais se perderam. Como remédio para essa escura era, o Kali-santarana Upanishad declara que o processo mais indicado é o cantar dos Santos Nomes de Krishna. Dentre os vários Nomes de Krishna o mais indicado é o Maha-mantra Hare Krishna. Maha significa "grande" e portanto o Maha-mantra Hare Krishna é o grande mantra para a libertação da influencia de Kali Yuga.


segunda-feira, 30 de março de 2015

New Bihar Mandir

Tradução por Fernando Indalencio Leandro
A antiga profecia afirma que, enquanto a roda da história se move incessantemente mais adiante na Kali Yuga (Idade do Ferro, de desavenças e hipocrisia) que a adoração do décimo e final avatara de Vishnu/Krishna, o Senhor Kalki, começará a se manifestar em todo o mundo. Cinco mil anos na Kali Yuga, New Bihar Mandir, um movimento mundial de devotos e templos, está começando a trazer esta profecia em fruição.
Apenas dois templos para o Senhor Kalki existem na Índia, sendo que ambos estão envoltos em mistério. Um existe em Jaipur, a cidade onde o poderoso cavalo alado do Senhor Kalki, Devadatta, se manifestará. Está fechado ao público e tem sido mantido pelo governo pelos últimos cem anos, desde a sua criação. Os sacerdotes, contratados pelo estado, entram discretamente de vez em quando para a manutenção. O outro existe em Sambhal, Uttar Pradhesh, que será o local de nascimento do Senhor Kalki 427 mil anos no futuro, no final da Idade das Trevas de 432.000 anos.
Pelo arranjo da Suprema Divindade Senhor Sri Krishna, desde a fundação do New Bihar Mandir, pessoas entraram em nosso alcance que ajudaram a fazer o nosso ardente desejo de adorar Sri Kalki Avatara acontecer. Devotos do New Bihar Mandir adoraram o Senhor Kalki e a feroz deusa Kali em conjunto, juntamente com as Deidades Guardiãs, estes últimos cuja adoração é mais prevalente em Tamil Nadu, Sri Lanka e entre a diáspora Tâmil na Malásia e Singapura, em particular. No final da Kali Yuga, o Senhor Kalki aparecerá junto com a Deusa Kali, Sesa Naga (serpente de mil capuzes) e todos Bhairavs e Veerans para limpar a terra e inaugurar uma nova era de ouro.
Pelo arranjo de um devoto Garhwali de Uttarakhand e superando todos os obstáculos, uma Shaligram de Kalki e argila sagrada do local de nascimento de Kalki Avatara foram adquiridos a partir do Templo de Kalki em Sambhal, UP e retransmitida via correio para o carro-chefe do New Bihar Mandir no Condado rural de Lexington, Carolina do Sul (estado no sudeste dos Estados Unidos). Após a discussão deste devoto com os sacerdotes do templo de Kalki em Sambhal esses itens sagrados foram obtidos, o Shaligram que era adorado nos próprios pés do murti de Kalki em Sambhal por muitos anos e que é O próprio Kalki. Agora, em uma ocorrência sem precedentes, a própria quintessência do "Avatar assassino" cruzou o Atlântico e tornou-se um farol para inaugurar o culto de Kalki Avatara em todo o mundo . Junte-se a nós em manifestar as energias do futuro no presente, queimando a escuridão da ignorância e acendendo a lâmpada da eternidade em todas as almas pela graça incomparável do Senhor. Hare Krishna!

Missão


1.Agir como uma força de vanguarda missionária para inaugurar o culto mundial do Senhor Kalki, o 10 º e final Avatara de Vishnu/Krishna, durante esta fase do Kali Yuga, em cumprimento da antiga profecia védica. O Senhor Kalki é o nosso comandante, mestre supremo e autoridade final da vida depois da vida. Soberano para a nossa missão está reunindo aqueles inflamados de amor devocional aos Seus Pés de Lótus.
2.Espalhar o cantar do mahamantra Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare para populações até então não alcançadas, incluindo os pobres rurais e urbanos, os prisioneiros e as diversas populações étnicas não estão familiarizados com conhecimento sástrico.
3.Ensinar e instruir tanto os nascidos em tradições hindus e aqueles que não são nativos nas práticas hindus o potente Sadhana (disciplina espiritual) da adoração da deidade (um ídolo imbuído de poder espiritual que é o lugar residente de Deus). Adoração da Deidade é um caminho de boa-fé para se aproximar Suprema Divindade que foi executado na vida religiosa desde tempos imemoriais.
4.Estabelecer centros, mandirs e instalações para a promulgação do conhecimento espiritual, propiciação regular de Senhor Kalki, Mãe Kali e as Deidades Guardiãs e para servir como áreas centrais para a divulgação da literatura e bases para o planejamento e execução de uma miríade de atividades humanitárias e espirituais para beneficiar as nossas comunidades.
Shree Shree Kalki-Kalaratri 
New Bihar Mandir, Estados Unidos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ZUVUYA - Um estudo de Aeonicas


Na cosmologia védica hindu, nosso período atual é a Kali Yuga ou era final onde o caos reina - certamente esse parece ser o caso - apesar que isso se segue com o retorno da nova era dourada de acordo com suas crenças. Inevitavelmente eu suponho, apesar que eu suspeito que ainda um monte de morte e destruição necessite ocorrer antes que possamos ver esse novo alvorecer glorioso.

A concepção hindu dos ciclos de tempo é inacreditavelmente vasta. Uma única yuga é considerada durar 24.000 anos ou mais - um ciclo total de predecessão dos equinócios - e tudo isso não passa de um piscar de olhos de Shiva. Quando Seu terceiro olho abrir, aparentemente o mundo fenomenal irá totalmente desaparecer de volta ao grande vazio - a yoni cósmica de Kali, o "ventre da grande mãe" dos mayas, a fenda escura da via láctea?

Mas deixe-nos mover agora do vasto circuito de tempo que os indianos chamam de yugas para talvez um modelo mais fácil de compreender sobre as eras, que no ocidente nós chamamos de Aeons. Um Aeon é um conceito ocidental de um era ou um longo período de tempo, geralmente por volta de 2000 anos. Nesse século houveram várias especulações sobre o significado desse aeon. Vários modelos e formulas aeonicas foram projetados não só para mapear o progresso dos aeons, mas também os padrões do passado em especular o futuro do nosso planeta e nossas especies nos aeons que virão.

Quando o presságio do segundo milênio que estamos adentrando levantou sua cabeça, seguida por uma próxima sucessão pela 'mudança de paradigma' de 2012, muitas teorias surgiram em abundancia sobre o futuro da humanidade. Ambos desses ápices aeonicos passaram sem catástrofe - pelo menos não nas datas atuais profetizadas (2000 e 2012), mas vários desastres 'naturais' ocorreram em um breve período entre esses marcos de ansiedade e esperança global: uma inundação de terremotos e tsunamis que foram pelo menos parcialmente repercussões de uma interferência humana nos ciclos e ritmos terrenos, ao invés de ser somente expressões de tais. O desastre de Fukushima no Japão destacou definitivamente a infraestrutura ténue das nossas civilizações, enquanto o 'desastre natural' inicial de terremotos logo foram reduzidos pelo perigo de radiação das bases nucleares que foram devastadas. Enquanto que isso acordou alguns poucos milhões de pessoas para a realidade de tais perigos óbvios e o Japão parou de usar energia nuclear, o governo do Estados Unidos respondeu que suas bases nucleares são 'seguras' (mesmo as que foram construídas nas falhas geológicas da Califórnia) e depois de alguns meses em que as pessoas temiam o que era o inicio do fim, a vida voltou ao normal para maioria.

Nós iremos sofrer o apocalipse de proporções bíblicas, nossa ecosfera em colapso enquanto nós consumimos os recursos cada vez menores da Terra, ou essa mesma tecnologia avançada que nos trouxe a beira da auto-destruição pode nos salvar, ou ao menos permitir que nós escapemos para outro planeta/ sistema solar / dimensão? Ou nossa salvação está na rápida evolução espiritual? Portanto eu penso que somente uma combinação pode evitar um desastre para humanidade, uma vez que nossos avanços tecnológicos ultrapassam nosso avanços espirituais, o que causou muitos problemas. Nessa era de mudança acelerada e impedimento de um desastre potencial, vários paradigmas estão sendo apresentados.

Um desses paradigmas é o aparecimento da 'Era do Quantum'. Essa teoria - que há muitas realidades diferentes criadas por muitas perspectivas diferentes - explica a proliferação de diferentes teorias aeonicas. Entretanto nesse 'aeon de aeonicas', há linhas de relação e uma estranha consistência de visão por detrás, se alguém olhar além das diferenças externas aparentes dos pontos de vista.

Ao invés de somente apresentar mais uma visão eclética pessoal, meu objetivo nas seguintes páginas é mostrar como diferente formulas aeonicas de vários indivíduos, seitas e culturas estão entrelaçadas; para formar uma visão coletiva total de onde nós estávamos, onde nós estamos e para onde nós estamos indo.

Nós vivemos em um tempo de diversidade cultural, e também unificação global. Essa tem sido chamada a 'Era da Informação'. Nunca antes uma vasta variedade de informação esteve disponível tal como agora pelas redes de comunicações modernas. Nós temos acessos a todas as culturas, todas as raças, todos os lugares. Enquanto que a profundidade e as sutilizas do contato direto podem geralmente ser perdido através de tais grandes distancias ou conexões virtuais, ela permite uma visão geral de diferentes paradigmas culturais e sub-culturais como nunca antes. Combinado com o aumento de meios para viagens físicas ao redor do planeta, essas novas tecnologias de comunicação permitem o entrelaçamento e a fusão de diferente culturas. Ainda que infelizmente a mentalidade de monocultura materialista consumista de produção em massa ocidental ainda seja dominante, há por de trás dela uma cultura global emergente. Isso é evidente na juventude de hoje em dia, que aparentemente está fazendo uma mudança gradual da 'Geração X' hedonista que não se preocupa com nada, em uma aceitação e integração de uma multidão de diferentes aspectos culturais.

Há uma profecia indígena Hopi que está relacionada a essa cultura emergente planetária. No meio de várias outras profecias que foram evidentemente cumpridas - tais como 'cavalos de ferro' e as 'teias de aranha que se estendem pelo céu' de tais tecnologias mencionadas acima - nessa passagem:

'Quando a terra estiver doente e os animais tiverem desaparecido, haverá uma nova tribo formada de todas as culturas e todas as raças, para curar a terra. Essa tribo deverá ser chamada os 'Guerreiros dos Arco-Íris'.

Essa profecia foi orgulhosamente abraçada pela contra-cultura dos anos sessenta e setenta, os beatniks, os hippies e as crianças-flores com seus vestidos coloridos que foi o inicio do movimento moderno de ecologia. Como a situação ecológica se tornou mais urgente, mais defensores mainstream do meio-ambiente também começaram a se proliferar, enquanto novas subculturas hibridas também se proliferam com alternativas a cobiça dos consumidores e o marketing de massa.

Depois dos hippies se seguiram os punks, reagindo contra o idealismo e vibrações de paz e amor 'dando a outra face' com uma agressão reacionária e energética para ajudar a quebrar as estruturas do controle politico e social.

O entusiasmo jovial e a rebelião de tais movimentos resume o conceito de Crowley desse ser o 'Aeon de Hórus' - pois Hórus/Heru é o 'Senhor da força e fogo' e um Deus-criança. Mas esse tipo de atitude punk se deixada desapercebida e desequilibrada pode somente espalhar o caos entropico ou meramente substituir o pai com o filho que cresce para fazer os mesmos erros e causar os mesmos problemas patriarcais.
É aqui que entra Maat: a deusa da justiça, seu simbolo são as balanças. Ela é a força equilibradora que nós precisamos evocar, e o relacionamento dela com Hórus, para formar uma dupla-corrente no nosso Aeon será examinado breviamente...

É de vital importância que a profecia Hopi dos guerreiros do arco-íris seja mantida no que realmente ela significa - unidade na diversidade, e aceitação. Há certos indivíduos e grupos que gostariam de pensar que eles são O povo do arco-íris e na realidade se tornaram de mente fechada, incapazes de aceitar quem não abraça seus dogmas nova era ou quem oferece novas perspectivas alternativas.

O movimento Rainbow (arco-íris) tem demonstrado que ainda é possível viver em harmonia com a terra e uns com os outros. Rainbow Gatherings (encontros do movimento Rainbow) ao redor do mundo continuam a acontecer, livre da sociedade 'normal' e vivendo uma democracia idealista e ainda efetiva de 'consenso total'. Entretanto, nós precisamos expandir para estabelecer mais comunidades auto-sustentáveis de longa duração.

Essa profecia Hopi é também chamada 'a décima terceira tribo', sendo uma nova tribo global que emerge da união das 'doze tribos' ou raças-raiz da humanidade. Essas 'doze tribos' também existem na Bíblia, cuja profecias trazem uma afinidade estranha com muita das profecias Hopi. Enquanto a a bíblia não faz nenhuma referencia a uma décima terceira tribo - e ainda a religião patriarcal cristã é responsável por marcar o treze como um número do 'azar' por causa de sua relação com os círculos femininos/lunar - e é interessante notarmos que com seus doze discípulos Jesus se torna o décimo terceiro.

Eu tive uma visão intensa de um tear de chakra em grupo relacionada a ideia de uma décima terceira tribo, que simbolicamente une muitos dos paradigmas culturais e correntes aeonicas discutidas aqui. Foi manifestado como o tear da décima terceira tribo.

A regra de 'sem eletricidade' em muitos 'Rainbow Gatherings' fazem uma quebra renovadora na sociedade orientada por aparelhos em que muito de nós vivemos; mas alternativas de longo termo também devem ser solicitadas - novas tecnologias limpas que trabalham junto com a biosfera da terra, ao invés de contra ela. Isso está começando a acontecer. A tecnologia digital está mais refinada e amigável ecologicamente que os monstros toscos da era industrial, e a informação eletrônica reduz a necessidade de papel das árvores.
É muito tarde para voltar a trás para uma era sem tecnologia moderna. Enquanto aprender a viver simplesmente na terra desligados, sem depender de aparelhos, é um processo vital - especialmente se nossa sociedade tecnológica entrar em colapso ou auto-destruição - nós também precisamos nos mover adiante em harmonia tecnológica com nosso meio-ambiente. É a atitude de humanos, a cobiça e a exploração, que nos coloca em perigo ao invés de ferramentas. Nós devemos pensar mais sobre o que nos fazemos, e criar de acordo, ao invés de se apressar ambição cega e linear a curto prazo.

No 'Fator Maya' (Editora Cultrix., ed. 8, 2009) Jose Arguelles escreve sobre ir 'além da tecnologia' afirmando corretamente que "o conforto tecnológico do século 20... é um encerramento dos campos dos sentidos e um estreitamento de percepções... tal como um animal preso sufocado com seus próprios excrementos."

Tecnologia também está fazendo muitas coisas maravilhosas para nós e nosso planeta; oferecendo desenvolvimentos incríveis na ciência medica e comunicações globais. Descobertas recentes na bioengenharia genética e nanotecnologia, sugerem que esse campo irá avançar nos próximos dez anos na mesma proporção que tecnologia de computadores avançou nos últimos dez anos ou talvez até mais rápido, oferecendo possibilidades em que a ciência poderá redefinir nossa própria carne e formas, mais cedo do que nos imaginamos. Eu acredito que nós podemos nos mover através da tecnologia para o próximo paradigma, nossa tecnologia irá se desenvolver até nós criarmos praticamente qualquer realidade física que nos desejarmos. No ponto em que nós realizarmos esse potencial infinito, cada vez mais pessoas irão se tornar consciente de nossa própria divindade inerente e realizar que nós não precisamos de nenhuma ferramenta para isso: 'tecnologia' se tornará obsoleta quando nós transcendermos o paradigma materialista-cientifico via sua ultra-manifestação enredado com nosso próprio DNA nos trazendo de volta para nosso próprio poder do DNA latente (e o vasto 'junk DNA/Matéria Negra' que não usamos)

O único verdadeiro bloqueio para esse potencial é o abuso da tecnologia, pois seu desenvolvimento aparenta estar atualmente focado em lucro a curto-prazo de produzir 'criaturas de conforto' para nos isolar dos problemas de nosso mundo e cultura, ao invés de lidar com eles. A mudança envolve um aumento de conscientização da teia da vida, da interconexão delicada e sutil entre todos os seres - os humanos como animais, outros animais, plantas e minerais.

Arguelles também fala do uso da rede global de computadores e templos radiosonicos de sons harmônicos (a antiga dança de transe a noite toda revivida através dos festivais 'techno' - mesmo os encontros mais mainstream tem um vago sentido de ritualismo a respeito deles) - alguma profecias desde que 'O fator maya' foi publicado, se manifestaram.

Enquanto que algumas interpretações pessoais e projeções do Arguelles foram talvez super-otimistas e imprecisas, suas premissas básicas aparentam ser bastante sólidas. Ele viu na cultura Maya, a incrível civilização avançada que eles foram, fazendo gráficos de movimentos astronômicos e círculos do tempo com uma precisão igual a providenciada pelos nossos instrumentos modernos. Seus calendários foram além do simples mapear das maquinações físicas do sistema solar, nos mostrando como a informação viaja de Hunab Ku, o centro galáxia, até nós via nosso sol.

Um sacerdote Maya moderno, Hunbatz Men, afirma no seu livro 'O Maya: ciência/religião' que para a antiga cultura Maya não havia diferença entre a ciência/tecnologia e magia/religião. Mitos são matemática, cada número sendo um simbolo metafórico importante ao invés de ser somente um meio de cálculo. De maneira similar, na tradição esotérica ocidental da Qabalah, números tem seu significado além da capacidade de um mero instrumento de medida. Os valores simbólicos dos sephiroth são de fato, extramente similares a numerologia Maya de 1-13 como descritos no livro do Arguelles.

A divisão entre ciência e magia, começando com a 'era da razão', quando a industria e a 'racionalidade' começaram suas investidas, que tem sido amplamente responsáveis pela atual crise planetária. A praticabilidade material sacrificou a estética e a mitologia na busca pelo conforto mundano e a conformidade. Mas gradualmente essa dualidade está sendo transcendida. A 'Ciência' está começando a reconhecer as possibilidades que tem sido conhecidas no mundo da magia há um longo tempo.
A física quântica, a teoria do caos e similares, permitem os fatores aleatórios e saltos de perspectiva que ficaram confinados por um longo tempo nos reinos do misticismo. De maneira similar, a magia tem se tornado mais 'cientifica', redefinindo sua metodologia, abraçando o paradigma quântico/do caos, e vêm empregando a tecnologia moderna como uma outra ferramenta mágicka. No atual estado de nossa divisão prolongada é difícil apreciar totalmente essa síntese. Talvez nossa tecnologia irá se desenvolver a tal ponto onde possamos manipular a matéria quase que instantaneamente com a magia de nossas mentes.

"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Marcelo Motta e Krishna


Comentário de um texto de Marcelo Motta em que cita Krishna. Enviado p/a lista de discussão [livro_das_mentiras] em 2001:


××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××

×× 93 ---- IO Pandaemonaeon ---- 696 ××
×× ? Zazaz Zazaz Nastatana Zazaz ! ××
××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××

Saudações Sinistrae a todos da Lista!

> O Cristianismo começou há muitos milhares de anos na Ásia, com um grande homem hindu chamado Krishna que foi assassinado por um rei malvado.

Essa frase contêm um erro grave cometido pelo Motta. Krishna nunca foi hindu. A palavra hindu até onde eu sei é uma palavra pejorativa inventada pelos muçulmanos durante a sua invasão a Índia  Antes disso as pessoas se referiam a sua religião como Sanatana-Dharma, ou religião eterna.

> Quando Krishna morreu, alguma coisa sobreviveu à sua morte. Agora, ninguém sabe ao certo o que sobreviveu, e é mentira dizer que Krishna "ressuscitou"; mas os amigos e discípulos de Krishna sentiram, em seus corações e em suas mentes, que alguma coisa essencial da individualidade de Krishna ainda vivia
dentro deles, e tentava ser tão amiga deles (e tão crítica dos defeitos deles) quanto Krishna tinha sido enquanto vivo. Esses amigos e discípulos de Krishna concluíram, dessa experiência, que a morte não é o fim da vida, mas uma mudança de forma de vida - pelo menos, para gente como Krishna. Portanto eles tentaram explicar para todo mundo que esta verdade que eles tinham descoberto a respeito de Krishna talvez fosse verdade a respeito de todo mundo, e que uma mulher ou um homem que quisesse poderia cultivar em sua alma o tipo de qualidades que talvez sobrevivam à nossa morte e sejam úteis aos nossos amigos. (N.E.2)

Aqui acontece outra falha de entendimento do Motta. Krishna não morre pq a alma é eterna. Mas ele não é simplesmente uma alma espiritual (jiva), ele é a Superalma (Paramatman) q está dentro da essência de todo ser. Sendo assim ele não está preso ao circulo de nascimento e mortes (samsara). Segundo o Gaudya Vaishnavismo (conhecido popularmente como Hare Krishna), Krishna ainda possui muitos avatares, entre eles Cristo e Buddha.

_______________________________
>
> (N.E.2) Alertamos leitores de mentes imaginativas e prurientes que o mencionado aqui não está se referindo de maneira alguma às idiotices "kardecistas" e afins, que "brincam" com a sujeira de "cascões" dos mortos, ou vice-versa, senão veja-se o que se diz a seguir.
>
> ________________________________
>
> Você precisa compreender que isso não era apenas "filosofia" ou "teologia": isso era um fato, experimentado pelos amigos de Krishna em seus próprios seres interiores. Eles saíram pelo mundo conhecido espalhando esta, que eles consideraram uma boa nova, a qualquer pessoa disposta a ouvi-los; e se surpreenderam ao descobrir que muitas outras nações tinham tido a mesma experiência: algum grande homem ou mulher morrera e, no entanto, alguma coisa da individualidade deles parecera sobreviver em algum lugar (uma quarta dimensão, se você quiser), e inspirar seus amigos quando necessário. Portanto a experiência não era incomum! Nesse caso, ela podia ser estudada cientificamente.

Esses fatos ocorridos se devem ao fato da religião original ser o sanatana-dharma q segundo os Vedas se espalhou dos planetas celestiais até o nosso mundo através das Eras (yugas). Hoje por vivermos na mais degradada das Eras, a Kali Yuga, Era da hipocrisia e desavenças, as pessoas não conseguem gravar o conhecimento todo na mente. Por isso q na Kali Yuga surgiram as escrituras védicas, q foram compiladas a afim de q seguíssemos corretamente o dharma.

Dessas escrituras a mais importante p/os devotos de Krishna é o Bhagavad-Gita, q é um trecho do Mahabharata em q Krishna explica todo o processo da yoga a Arjuna, seu discípulo. Através desse livro podemos entender o q é alma, reencarnação, yoga, energia ilusória (maya), entre outros.

Eu sugiro a todos a leitura desse livro, e se possivel tb escutem a musica Gita do Raul Seixas. Tem tudo a ver ;)

Haribol!

Abraços,
Fr.'.Cognatus

Publicado no blog PanDaemonAeon no dia do aparecimento (aniversário) de Krishna em 28/08/13. 
Para saber mais sobre isso clique em: A Celebração do Aniversário do Senhor Sri Krsna