Mostrando postagens com marcador Arguelles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arguelles. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Zuvuya parte II

Para acessar Zuvuya Parte I


"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

O que é tecnologia? Basicamente - ferramentas, extensões do corpo humano com o qual nós manipulamos nosso meio-ambiente. Dos machados de pedra a microchips, é tudo tecnologia em seus vários graus de avanço. O que é 'natural'? Nós somos, enquanto animais, separados da natureza? O nosso uso de ferramentas nos diferenciam tanto assim? Há geralmente uma conversia da humanidade 'destruindo a natureza' como se fossemos separadas dela. Eu tenho certeza que nossa realização e a reforma do abuso que já ocorreu, também é parte processo 'natural'. Ou talvez é natural para nós limparmos a nós mesmos e o resto da terra e seus residentes continuar sem nós?

De acordo com a conta longa do calendário Maya, o baktun final, Baktun 13 de 1992-2012 terminou no solstício de 2012, 21 de dezembro. Ao invés de qualquer sentido de finalidade, a realidade parece estar caminhando normalmente, o que é um perigo no ocidente moderno. Não há um 'Baktun 14', portanto presumidamente, da perspectiva Maya, nós estamos agora em uma espécie de 'décima terceira hora' infinita do décimo terceiro Baktun, ou seja o tempo dos sonhos.

"Só tem espaço até o ano 2012."
"Isso irá assustar alguém algum dia"
Claro que os Mayas nunca disseram nada sobre o solstício de 2012 ser o 'fim do mundo' - isso foi os traficantes de medos, produtores de filmes e os adeptos da Nova Era que mal interpretaram o fim do calendário, ou simplesmente exploraram isso para propósitos comerciais sob o disfarce de espiritualidade.
Os próprios Mayas consideravam o empo do 'retorno de Kukulkan'. Chamado Quetzcoatl pelos Astecas, Kukulkan é uma deidade maior da antiga civilização Maya. Esse tempo do solstício de dezembro de 2012 não é um instante isolado, mas todo um período de mudança rápida ao redor da extremidade do aeon, continuando a descontrair suas escamas iridescentes.

Kukulcan/Quetzalcoatl significa 'serpente alada', uma metáfora obvia para a energia da kundalini. Kundalini é  'poder da serpente' que reside em nossos sistemas nervosos, ascendendo a espinha para providenciar inspiração e iluminação (as asas abertas na coroa da cabeça). Existe em quase toda cultura antiga. O Caduceus, o bastão alado estrelaçado com serpentes do mensageiro grego dos Deuses, Hermes, foi apropriado pela medicina ocidental. Sempre foi um simbolo de magia e cura. Nas tradições védicas e hindu, as serpentes macho e fêmea Ida e Pingala se entrelaçam no eixo central 'sushumna' de nossa espinha, entrelaçando entre as 'rodas giratórias' de nossos chakras. No seu livro Hunbatz Men dá a evidencia de antigos figurinos de barro Maya, com quatro pontos na base da espinha, seis no umbigo, etc. - o número de pontos de cada um desses 'centros de poder' correspondendo com o total de 'pétalas' de cada chakra no sistema Hindu!

Hunbatz afirma que o retorno de Quetzalcoatl, seria uma metáfora de ativação dos chakras e a ascenção da Kundalini. O dilúvio bíblico quando Noé aparentemente construiu a sua arca foi um evento histórico provado. Supostamente o próximo 'apocalipse' será por fogo. Não seria legal se esse 'fogo' fosse o 'fogo' metafísico da kundalini ao invés de um cataclisma ecologico literal?
O que o 'retorno de Kukulcan' implica? A ascenção de Kundalini em muitos? Ou seja, o despertar a consciência coletiva e iluminação em massa? A ascensão de serpentes microcósmicas em nossas espinhas e as grandes serpentes da terra? Em muitas culturas antigas a ascenção de uma grande serpente significa o 'fim do mundo' ou o 'fim do tempo', grandes mudanças. Para os aborígenes australianos a ascensão da serpente do arco-íris significa o fim do mundo. Os nórdicos (que também aparentemente profetizaram a vinda dos 'guerreiros do arco-íris', apesar de eu ainda ter que encontrar evidencia sobre isso) falaram do Ragnarok, a batalha os Deuses no fim do mundo, quando o lobo do caos Fenris, consome o sol e a serpente Midgard, a grande serpente circulando a árvore do mundo (Yggdrasil), ascende.
Essa serpente que morde o próprio rabo foi chamada de Oroboros pelos antigos Gregos e Tiamat pelos Babilônicos. Na bíblia é Leviathan, e a besta do apocalipse tem o número 666. Na Kabbalah judaica 6 é o número do sol, sugerindo como no mito nórdico que nosso sol pode ser destruído ou nos destruir (diminuição da camada de ozônio?).

O baktun final (13) da contagem longa Maya foi o baktun de AHAU, que representa a consciência solar - uma era solar, quando nós começaremos a sintonizar mais no centro galático, via as mensagens para os nossos chakras do plexo solar através nosso próprio sol ou kin.
Robert Coon - uma das pessoas que mapearam os centros dos chakras globais onde o Crepúsculo de Prata executou o Trabalho de Chakra Global - prefere o calendário Asteca, que ele afirma substituir o calendário 'morto' Maya, e assim coloca 2039 como o 'retorno de Quetzalcoatl'.

Mas o que é o 'fim' senão outro começo? É mais provável um retorno ao tempo dos sonhos primal xamanico quando matéria e espirito eram indiferenciados. Lançando-se através da lemniscata:

Aqui nós vamos novamente para os portais da aurora, quando o tocador da flauta tocava suas flautas. Ele atraia para baixo a lua com seu tom e os portais se abriam. Osiris ascenda. Ó Pai ascenda novamente. Portanto a processão começava, a progressão dos aeons...

Agora vamos examinar cada era do inicio até agora, e as suas várias interpretações...

O inicio foi chamado o tempo dos sonhos. O Aeon xamanico e o Aeon sem nome. Não é o início do tempo como tal, mas um prologo a ele, como o tempo não era registrado e nem mesmo necessariamente reconhecido. É muito tempo atrás para sabermos. Tal como o futuro, está borrado em mito e especulação. 'História' tal como um registro de eventos sequenciais, certamente não tinham começado.
Para os aborigenes da Australia, isso é chamado o tempo dos sonhos. É o tempo do mito, quando os espiritos ancestrais criaram o mundo. Claro que um desses seres antigos é a serpente do arco-íris atemporal, Almudj.
Outro arquetipo do Aeon xamanico é Pan. Um representativo do animal antigo atavistico e primal no homem, o Deus/a de Chifres era 'tudo' nesse aeon. Portanto surgiu a palavra grega Pan, significando 'Tudo'.
Aion conta sobre Aeon sem nome e a corrente de Pan no seu "Livro do Portal chamado Pan", o texto central do 'Livro do Chifrudo' (The Book of the Horned One', Concrescent Press 2012) descrevendo simbologias qabalisticas e ocultas a essa entidade primal. Pan é 'a besta' dentro da humanidade, dominante antes do ínicio da civilização. Portanto o fim  dos tempos com sua 'besta do apocalipse' novamente conecta de volta ao inicio.

Mas esse 'Aeon sem nome' é de todas as maneiras presente, portanto a simbologia/mitologia recorrente do Deus/a de Chifres. É o eixo central do caduceu/leminiscato, o sushumna através do qual os outros aeons são tecidos e se cruzam. Tal como a besta - nossa natureza animal/instintiva subjacente - está sempre inerente dentro de nós apesar do veneer da civilização, portanto o sonhar central sempre está lá, por mais submersso que possa estar por algum paradigma materialista ou racionalista. E nós devemos sempre re-tornar...

Na Qabalah, a tradição esoterica subjacente por detrás do que se tornou a religião exoterica bíblica do Cristianismo, há uma fórmula chamada Tetragrammaton. Há uma palavra de quatro letras (tetra=quatro) para Deus no antigo alfabeto hebraico: YHVH - mas é também uma formula mágicka para quatro aeons sucessivos. Estão relacionados os quatro elementos existente, e assim como a Qabalah aparentemente tem suas origens no conhecimento antigo egípcio, cada um desses aeons carrega uma deidade egípcia como seu 'representante' simbólico ou titulo.
A primeira letra, Yod, representa Osiris, o 'He(h)' Isis, o 'Vau' Hórus e o final 'He' Maat: O pai, a mãe, o filho e a filha. Essa é uma visão muito ocidental dos períodos de tempo e certamente não se aplica ao mundo todo historicamente, mas mesmo se reconhecido como uma perspectiva limitada historicamente, ainda assim oferece alguns insights interessantes para as partes do mundo no qual se aplicam.

O Aeon de Isis, o Matriarcado, na verdade precedeu o de Osiris apesar da a ordem aparente contraditória das lestras YHVH, que está ordenada de acordo com a idéia da semente masculina (o Y ou Yod da formula) iniciando o processo de concepção ao invés de uma reflexação da progressão aeonica. O Aeon de Isis foi o primeiro 'aeon' da história. Nada era registrado ainda, mas a civilização definitivamente começou. A mãe, Deusa da fertilidade, reinou enquanto a agricultura deu inicio. A lua e a terra eram adoradas e veneradas como Deusas sagradas. A cultura básica pagã floresceu.

Então gradualmente o patriarcado surgiu. O advento do calendário solar trouxe o Aeon de Osiris, o pai. Os cultos solares pagãos floresceram. Surgiu a religião organizada. O cristianismo começou a se espalhar ao redor do mundo, se tornando eventualmente  o paradigma dominante enquanto ele substituiu as mitologias do velho mundo e panteões com seu dogma monoteistico de 'um Deus (homem)' Simultaneamente nós vimos a ascensão do racionalismo materialista cientifico e o advento da industrialização. A tecnologia começou a progredir em um ritmo acelerado, e a arte começou a estar submersa por detrás do ataque devastador da praticidade.
A magia se tornou esotérica, oculta, escondida. O ritual, a dança das pessoas comuns com os elementos durante o matriarcado, se tornou the cloistered province do sacerdócio patriarcal. Esses poucos que continuaram os caminhos antigos fizeram de maneira secreta, temendo a fúria a igreja fundamentalista e suas inquisições.

De qualquer maneira a magia e o paganismo continuaram nas sombras, e como a ciência se tornou ainda mais dominante, Aleister Crowley emergiu como um representante do renascimento oculto. Nessa época praticamente todos que se interessavam por magia eram considerados malignos, portanto ao invés de tentar refutar isso Crowley explorou a imagem sinistra como 'o homem mais perverso do mundo', representando o adversário e atraindo muitos que estavam frustrados com a mediocridade da Igreja e Estado.
As práticas de Crowley realmente introduziram um elemento de 'ciência' para a magia como nunca antes, introduzindo metodologias ainda mais precisas enquanto ainda revelling na poesia da cerimonia e do ritual.

Entra o Falcão: Em 1904, Crowley inaugura o 'Aeon de Hórus', a criança coroada e conquistadora com a recepção do Livro da Lei, , 'Liber AL vel Legis'.
O aeon do filho ou criança nasceu com o expurgo da primeira guerra mundial, que Crowley viu como o limpar dos escombros  do velho Aeon. Hórus é o senhor guerreiro com cabeça de falcão, filho de Isis, a mãe e Osiris, o pai, cujo trono ele herdou na antiga formula do Tetragrammaton.

A influencia de Crowley e seu trabalho no mundo oculto é vasto, se alongando em muitos cantos mal-iluminados de várias seitas e ordens. A recepção de informação similar independente, também com imagem de falcão, por outros tais como o psíquico Uri geller, o revolucionário psicodélico e psicólogo Timothy Leary, o autor/filósofo quântico Robert Anton Wilson, e o fundador da Federação Damanhur ('Cidade de Hórus') Falco, alimenta as afirmações de Crowley de transmissões de fontes extraterrestres, aparentemente através das estrelas binares de Sirius; ou pelo menos confirma as sementes de nossa consciência coletiva plantada pelos antigos egípcios (uma cultura muito similar em interesses astronômicos e arquitetura com os Mayas) que adoraram Sirius como Sothis.
Externamente, o aeon da criança também aparenta estar se manifestando. Desde da década de 50, um novo espirito de rebelião da juventude emergiu dos valores conservadores do patriarcado, com o advento da musica rock ao movimento hippie flower power ao reacionismo do punk a síntese corrente de todas essas subculturas (e mais) em uma nova prole que geralmente abraça ambas tecnologias modernas e espiritualidade do velho mundo. Paganismo, panteísmo e mesmo atitudes animísticas re-emergem e a igreja cristã começa seu declínio em estagnação.

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus


O tempo do calendário chegou. A nova era se inicia agora. Os deuses mayas retornam para governar. Kulkukan governa a todos!

domingo, 5 de maio de 2013

O Jogo cósmico, o tear e a Serpente Sagrada



O Jogo cósmico, o tear e a Serpente Sagrada
AShTarot Cognatus


   A cada dia que se passa, torna-se cada vez mais obvio, o período intenso de transformação que estamos vivendo. Desde pequeno até o dia de hoje, sou atraído a determinados tipos de símbolos e sinais, que refletem minha própria natureza individual. A esses símbolos e sinais, adicionam-se as histórias que me atraem e que para mim são verdadeiros encantamentos aonde mitos podem ser vividos plenamente. Quando pequeno era atraído por histórias a respeito do fim do mundo, OVNIS e viajem no tempo. Hoje continuo atraído por tais histórias e cada vez mais vejo a teia que interliga todas essas histórias em raios de luz que criam todo um jogo cósmico ao qual é conhecido nos Vedas como MAYA. Segundo essa perspectiva, Maya é a ilusão que cobre nossa verdadeira percepção das coisas, e que também é nossa grande Mãe personificada na forma de Durga, conhecida também como Maha-Maya (a grande ilusão) e que é a responsável pelo mundo material. Em uma perspectiva tantrika percebemos que esse jogo cósmico (lila em sânscrito) é um jogo amoroso entre nosso grande pai (Shiva) e nossa grande mãe (Durga), que estão divididos a fim de unirem-se.

  Esses fios de luz que interligam todas as histórias foram conscientemente utilizados pelos Maias que aplicaram esse conhecimento no seu Tzolkin, um calendário que demonstra um padrão conhecido como o "Tear dos Maias". O Tzolkin é um calendário de 260 dias (chamado de Kins) que surge a partir da combinação de 13 tons galácticos e 20 selos solares. Com isso determinados tipos de energia podem ser traçados e trabalhados de forma consciente. Segundo o Dr. José Arguelles, P.h.D., Antropólogo pesquisador da cultura maia, trabalhar conscientemente com essas energias através do Tzolkin irá fazer com que fiquemos conectados aos ciclos da natureza, produzindo assim sincronicidades. Na visão de Jung, o aumento de sincronicidades é um fator associado ao encontro com o Self. Essas informações por si só me levaram a fazer uso do Tzolkin como prática diária, percebendo que ele pode ser uma chave de acesso a minha natureza interna, Self, que também pode ser representada como uma Serpente Sagrada.

Tzolkin
Segundo o trecho "A medicina da Serpente e o Calendário Maia", do livro " A Agenda Pleiadiana", o Tzolkin é todo baseado na Medicina da Serpente. A Serpente é Ahau Can, que cria novas presas de 20 em 20 dias. Essas 2 novas presas são representadas artisticamente junto com um losango de 13 escamas em cada lado, formando assim a freqüência 13:20.

 Freqüência 13:20 é um termo utilizado pelo Dr. Arguelles para caracterizar esse padrão do Tzolkin, que está em oposição a freqüência 12:60, que é artificial e está baseada nos 12 meses do ano/horas do relógio e os 60 minutos do relógio.

"Esses quadrados de 13 números são a base de todos os padrões de tecelagem e símbolos cósmicos de arte maia, isto é, os tecelões e artistas tecem repetidamente o padrão cósmico no tempo e jamais se afastam da marcação de tempo do Grande Calendário maior"
- Agenda Pleiadiana

É interessante notar que esses padrões que encontramos na arte maia, também podem ser encontrados na cultura dos indios Kaxinawá, aonde esses padrões aparecem na visão proporcionada pelo uso da Ayahuaska. Segundo eles, todo o conhecimento que eles tem advêm da Serpente Sagrada que lhes transmite o conhecimento através do uso da Ayahuaska.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Mito da descida ao PanDaemonAeon


O Mito da descida ao PanDaemonAeon
AShTarot Cognatus

"Eu irei descer aos altares de PanDaemonAeon"


É chegado o tempo de fazermos a descida ao PanDaemonAeon através da Espiral do Tempo. PanDaemonAeon é o ponto central dessa espiral, que é também o abismo infernal q na tradição cabalista tem o nome de Daath (Conhecimento). Esse abismo é o caminho que todos os Adeptos que almejam alcançar a Cidade das Piramides (1) deverão passar. Adentrando a esse reino infernal e caminhando em espiral podemos alcançar o PanDaemonAeon, a capital desse reino infernal. O PanDaemonAeon representa a total desestruturação do sistema de crenças, necessário para que o Adepto supere as dualidades e se torne um Magister Templi (2).

O Mito de descida ao PanDaemonAeon é o caminho que irá levar as pessoas a caminhar nessa espiral rumo ao PanDaemonAeon coletivo que ocorrerá em 2012, data profetizada pelos Maias como o fim de um grande ciclo (13 baktuns) e o inicio de outro. Esse paradigma se reflete em diversas culturas, dizendo-nos q deverá haver uma expiação necessária para que uma nova era muito melhor possa surgir. No calendário da paz estruturado por José Arguelles (Valum Votan), a expiação é deixar de lado o uso do falho calendário gregoriano, baseado na estrutura 12:60 (12 meses do ano/horas e 60 segundos/minutos do relógio) e adotar o uso do calendário da paz, estruturado na frequência de tempo 13:20 (13 tons e 20 selos). Isso faz com que deixemos de lado uma estrutura artificial de tempo que provoca uma desordenação mental e nos convida a seguir o fluxo de harmonia da natureza, sincronizando a nossa mente com os ciclos do sol-lua-galáxia, ocasionando uma reordenação mental. Essa proposta de harmonizar-se com o fluxo da natureza existe em diversas tradições que seguem um calendário lunar, o q permite haver sincronicidades ocorrendo. Entre essas tradições existe a Bruxaria que segue a roda do ano com 8 comemorações chamadas sabás e comemorações na lua nova ou cheia, chamados esbás.

Recentemente, dentro da Loja Belarion surgiu a ideia do desenvolvimento de práticas thelemicas, utilizando o modelo mágicko e iniciático da Bruxaria ao invés da utilização do sistema iniciático maçônico da OTO. A esse sistema mágicko e iniciático experimental, eu dei o nome de Bruxaria Thelemica. A Bruxaria Thelemica é a utilização de técnicas de Bruxaria na egregora da Dupla-Corrente de Horus-Maat. A Dupla-Corrente foi codificada por Nema por volta da década de 70 e harmoniza o trabalho diversas linhas como a Wicca, a tradição tantrika dos Adi-Nath, Zos Kia Kultus, entre outros, e incorpora essas técnicas a corrente thelemica, formando a Dupla-Corrente.

Ela e mais alguns adeptos fundaram a Loja Horus-Maat, uma Loja dedicada ao desenvolvimento da Dupla-Corrente. Esse trabalho de desenvolvimento tem ocorrido principalmente através do Trabalho da estrela de 11 pontas. Esse trabalho faz com que os participantes desenvolvam rituais durante 1 ano relacionado a uma esfera (sephira) da Árvore da Vida, escolhida p/ser o trono do magista durante esse período  Esses trabalhos são executados globalmente toda Lua Nova. Eu entrei p/a Loja Horus-Maat por volta do ano de 2001 (apesar de já praticar magia de maat anteriormente) e entrei p/o Trabalho da estrela de 11 pontas assumindo o Trono de Netzah, cuja divindade correspondente nesses trabalhos é Babalon. De lá pra cá, eu executei uma série de rituais relacionados a Babalon e foi então que comecei a estruturar a Loja Belarion e Bruxaria Thelemica do jeito que estão se manifestando nesse ano de 2003ev. Essa manifestação vêem ocorrendo definitivamente desde que resolvi assumir o Trono de Malkuth em outubro de 2002ev e está atingindo seu ápice nesse ano de 2003ev, profetizado por mim como o ano em que muitos vão despertar para a falsa estrutura linear do Tempo e vão começar a caminhada em espiral rumo ao PanDaemonAeon Coletivo de 2012ev. Esse é o momento que os Maias chamam de Encruzilhada da sua Árvore Sagrada. Essa encruzilhada ainda é chamada de "Caminho do Submundo" ou "Caminho obscuro", considerado ser o "Ventre da Grande Mãe" do qual nasceu o universo. Retransmitindo isso em termos thelemicos, nós vemos que isso é uma referencia clara ao ventre de Nossa Senhora de Babalon, que carrega em seu ventre o Bebê do Abismo, nome dado aos adeptos que se recusam a servir a Chorozon (a figura do adversário em thelema, representando o falso ego) e doam até sua ultima gota de sangue a taça de Babalon. O Livro de Babalon (Liber 49), canalizado por Jack Parsons (Belarion) é uma das primeiras canalizações envolvendo o cumprimento da fórmula do TETRAGRAMMATON na sucessão de Aeons. Segundo o Livro de Babalon, essa é a parte que faltava para completar o Tetragrammaton, o HE final representando a filha. Mais tarde Frater Achad identificou essa filha como sendo Maat e declarou que seu aeon (Ma-Ion) já havia se manifestado (MA-nifestat-ION). Depois esses conceitos são harmonizados através dos trabalhos de Kenneth Grant, Nema e outros q nos elucida sobre a sucessão de aeons, nos informando que eles não agem de forma linear.

Dando prosseguimento a isso, Orryelle Bascule-Defenestrate nos apresenta no ano de 1998ev, a formula do PENTAGRAMMATON, através do seu texto Zuvuya, um estudo dos Aeons. Lá ele trata desse processo de mudança de paradigma que está ocorrendo até 2012ev. Dentro desse processo está a substituição da fórmula Tetragrammaton (YHVH) pelo Pentagrammaton (YHShVH), na sucessão dos Aeons, expondo a quintessencia dos elementos que a tudo (Pan) permeia. Cada uma das letras do Tetragrammaton é correspondente a um elemento: Fogo, Água, Ar e Terra. A esses nós devemos adicionar o elemento espírito, o quinto elemento ou quinta-essência. Esse elemento chamado espírito, também conhecido como éter, está oculto no Tetragrammaton na forma de Yod e está exposto no Pentagrammaton na letra Shin (Sh). A letra Shin no Tarot é ligada ao Arcano XX, o Julgamento ou o Aeon, no Tarot de Thoth. Essa carta representa a ligação entre o plano espiritual (Shin) e material (Teth) formando assim a síntese entre eles representada por Set (ShT). Mostra a transmutação através do fogo alquímico do inferior p/o superior. Indica também que a consciência individual é uma parcela da consciência cósmica. Relacionado ao mito de descida ao PanDaemonAeon, demonstra uma continuação das Profecias, em especial, aquelas ligadas aos Aeons futuros.

Assim já temos definido o ponto de partida e o ponto de chegada do nosso mito. O ponto de partida se dá em 2003ev, representando Malkuth e vai ascendendo a Árvore da Vida, através do caminho conhecido como Serpente da Sabedoria, até chegarmos em Kether em 2012ev. Quando estivermos alcançado esse ponto teremos alinhado toda a nossa Árvore da Vida individual e a Árvore da Vida do Universo, nos preparando assim para o grande Ordálio de cruzar o abismo. Para aqueles que obtiverem sucesso nessa operação uma nova terra, lhes será dada. Essa terra é conhecida pelos thelemitas como Cidade das Piramides e na Bíblia ela é descrita no Livro das Revelações (Apocalipse) como a Nova Jerusalém  Estando nessa condição, a comunicação com entidades transplutonianas será uma constante fazendo com que a evolução do planeta Terra acelere, rumo as dimensões mais elevadas. Isso está velado nos mitos de Cthulhu e outros Grandes Antigos, escritos pelo profeta inconsciente H.P. Lovecraft. Esses mitos nos falam da vinda de Cthulhu e outros Grandes Antigos, que governaram a terra antigamente e foram presos em outra dimensão, fazendo com que seus poderes fossem negados. Fazem também uma revelação profética que quando as estrelas estiverem alinhadas eles voltarão, destruindo assim o nosso mundo. Na Magia de Maat os Grandes Antigos são conhecidos pelo nome de esquecidos e são representados pelos poderes negados ou adormecidos que residem nos nossos chakras. Os chakras também podem ser um reflexo dessas estrelas, pois eles estando alinhados, eles farão que os Grandes Antigos/Esquecidos sejam despertos e destruam o universo como o magista conhecia até então. Uma nova interpretação da realidade será dada e com isso um novo universo deverá surgir das cinzas do outro.

Voltando ao ponto de partida veremos que isso está sendo desenvolvido em minhas experiências no Trabalho da estrela de 11 pontas, as quais eu relato na lista [horus-maat]. O meu objetivo é juntar pessoas interessadas nessa exploração de descida ao PanDaemonAeon e juntos irmos decifrando profecias, estabelecer conexões mágickas e desenvolvendo-nos individualmente e coletivamente. Cada vez mais, estarei manifestando meios pelos quais esse mito poderá ser trabalhado e os interessados poderão ir se alinhando conforme a sua Vontade.

Interessados podem contatar o autor pelo email: cog93@...
ou pela lista em português da Loja Horus/Maat: http://br.groups.yahoo.com/group/horus-maat

Notas:
1 - A Cidade das Piramides se trata de uma referencia a tríade superior da Árvore da Vida cabalística  constituída por Kether, Chockmah e Binah.
2 - Magister Templi é o latim para Mestre do Templo e se refere aos adeptos que conseguiram cruzar o abismo de Daath com sucesso.