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terça-feira, 12 de maio de 2015

O Caminho do Amante Secreto: Magia Sexual, Tantra & Tarot

Eu sou o Coração; e a Cobra está entrelaçada 
Sobre o invisível núcleo da mente. 
Ascenda, Ó minha cobra! 
É agora a hora da escondida e sagrada flor inefável. 
Ascenda, Ó minha cobra, para a luminosidade da flor 
No cadáver de Osíris flutuando no sepulcro! 
Ó coração de minha mãe, minha irmã, meu próprio, 
tu estas entregue ao Nilo, para o aterrorizante Tifão 
Ah eu! Mas a glória da tempestade voraz 
Enfaixa a ti e envolve a ti no frenesi da forma 
Seja ainda, Ó minha alma! Que o feitiço possa dissolver 
Ao se erguerem as varinhas, e se revolverem os aions 
Contemple! Na minha beleza como Tu és alegre, 
Ó cobra que carece da coroa do meu coração! 
Contemple! Nós somos um, e a agitação dos anos 
Vai até o anoitecer, e o Besouro surge, 
Ó Besouro! O zumbido da Tua nota dolorosa 
Seja sempre o transe desta trêmula garganta! 
Eu aguardo o despertar! 
A convocação do elevado Do Senhor Adonai, do Senhor Adonai! 
- V.V.V.V.V. Invocação da Kundalini 

No diagrama cabalístico da Árvore da Vida a experiência de união com o Amante Secreto tem lugar na sexta Sephirah, Tiphareth. Esta Sephirah corresponde diretamente ao Chakra Anahata, o Chakra do coração. No hinduísmo, o Conhecimento e Diálogo com o Santo Anjo Guardião é a energia Kundalini subindo ao Chakra do Coração. Não é mera coincidência que o culto tanto à Cristo como à Krishna encoraja você a “entregar seu coração” aos seus deuses respectivos ou se refere a divindade como vivendo dentro, abrindo acima ou vindo na direção dos corações dos devotos.
tetra
Como aprendemos no capítulo sobre a Cabala, a fórmula YHVH (Yod Heh Vau Heh) revela tanto o segredo do Espírito descendendo na Matéria como o segredo da humanidade retornando à Divindade.
he
Cada um de nós é o Heh (final), a Filha/Princesa dessa família Cabalística. Para descobrir nossa natureza Divina original, nós temos que primeiro nos tornar unos com:
Vau
Vau, o Filho/Príncipe que é ao mesmo tempo irmão e amante da Princesa. 

[Aqui é desnecessário teorizarmos sobre a natureza de Heh, a Mãe, e Yod, o Pai, pois até não estarmos unos com Vau não teremos capacidade suficiente de compreender a natureza dessas Supremacias.] 
penta
Heh tem o valor numérico Cinco e é simbolizado pelo Pentagrama. Os cinco pontos do Pentagrama representam os quatro elementos governados pelo quinto elemento, Espírito. Cinco representa o Microcosmo, “o pequeno mundo”, cuja última expressão é o Homem.
hexa
Vau tem o valor numérico Seis e é simbolizado pelo Hexagrama. Os seis pontos do hexagrama representam os seis Planetas dos antigos circundantes do Sol, que se encontra no centro do hexagrama. Seis representa o Macrocosmo, “o grande mundo”, que é a última expressão de Deus. Vau também é o símbolo especial do Santo Anjo Guardião.
A Grande Obra é a União do Cinco (Você) com o Seis (Seu Santo Anjo Guardião). 

A lógica diz que tudo no universo está conectado, que não há, de fato, nenhuma separação entre estes dois mundos. E é verdade. A divisão é uma ilusão. Conhecimento e Diálogo com o Santo Anjo Guardião é alcançado quando o mundo individual do Cinco se harmoniza e se alinha perfeitamente com o mundo do Seis. Conseqüentemente, o primeiro passo a ser dado na Grande Obra é aperfeiçoar seu mundo de Cinco através do equilíbrio do corpo, da mente, dos sentidos e das emoções. Muito disso pode ser cumprido através dos exercícios e meditações semelhantes aos citados no Capítulo Nove. 

Isto soa bastante trabalhoso. Você pode sentir que dominar o seu Eu e o seu ambiente antes de começar a Grande Obra é quase como dizer “para superar seus problemas primeiro você deve superar seus problemas”. E em algum aspecto é exatamente isso que nós estamos dizendo. Mas mesmo que a prática e a disciplina sejam sempre necessárias para te preparar como um recipiente satisfatório para o seu Anjo, o contato com Ele só será realizado através do processo de concentração devocional e, quando a própria oportunidade mágicka se apresentar, da rendição completa.
Devoção religiosa não parece ser tão fácil para os Ocidentais como é para os nossos irmãos e irmãs Orientais. Os evangélicos semi-alfabetizados de TV que aterrorizam os seus rebanhos em “rendição” espiritual nos mostram somente o “lado negro” da devoção, ao definirem a rigorosa natureza do seu deus e, em seguida, exigindo que fielmente joguem o intelecto e o senso comum descarga abaixo. Isto é “rendição” na mira de uma arma.
É de se admirar porque no Ocidente tantos buscadores inteligentes abandonam suas esperanças em seguir o caminho Ocidental da devoção e acabam se voltando para as religiões Orientais para alimentar suas fomes espirituais?
Os Hindus chamam a ciência espiritual de devoção e rendição Bhakti Yoga, e têm concebido inúmeras técnicas para trazer o devoto ao contato direto com a deidade. Cantar o nome de deus, (a técnica do movimento Hare Krishna), é um método. Peregrinações para o santuário e a cidade santa de deus, ou realizar atos e sacrifícios que são tradicionalmente prazerosos a deidade, são outros. 

Para amar com todo o seu coração, primeiro o coração deve ser aberto. É aí que o encontro tem lugar, a misteriosa união entre o Homem e Deus. Em algumas tradições místicas, há expectativas de rejeição do homem abaixo do cinturão. Esta atitude não é encontrada somente no misticismo Cristão, mas também entre os Jainistas. Israel Regardie, além disso, observou uma divisão semelhante entre os seguidores da Golden Dawn. Ele descobriu que eles excedem em expressar a sua sexualidade e agressão, ou reprimem-nas completamente. Ambos os extremos produzem tanta doença quanto promovem facilidades. O mais sério crítico dessa cisão, como eu vejo isto, é uma falsa visão do homem. O homem não é um/ou, é ambos. Nem Deus nem besta nós não somos, mas ambos; nem sozinhos nem separados, mas um; encontre isso no seu coração na forma do seu Santo Anjo Guardião.
Com a experiência do Conhecimento e Diálogo o centro do nosso foco muda. Um interruptor é acionado; nós somos preenchidos com luz branca que explode ao longo da eterna escuridão. As nuvens desaparecem, e quando nós novamente reaparecemos só podemos ter uma pequena noção. A mente é consertada no coração, onde o encontro de Deus com o homem tem lugar. Não há nenhum outro espaço para qualquer outra coisa. A taça está transbordando e a água fértil traz à vida o dinâmico intercâmbio entre Amor e Vontade. Eu não quero sugerir com isso que uma vez que isto ocorre vive-se continuamente em total bem-aventurança. Nossa mortalidade é tal, que nós sempre acabamos caindo de volta em doenças e discordâncias. Nós precisamos disto para evoluir mais rápido. Uma vez que a união profunda acontece, contudo, há uma mudança fundamental de atitude, e isto pelo menos a memória pode se lembrar no meio do desespero e da solidão. Nós podemos, assim, pela memória, embarcar uma vez mais na procura por aquela benção da união que, uma vez experimentada, nunca se perde.
Há ilimitadas formas de alcançar o fim desejado, no que se refere aos atos externos. O segredo completo, contudo, pode ser resumido pelas palavras de Abraão, o Judeu: “Inflama-te em Oração”.

Retirado de “O Caminho do Amante Secreto: Magia Sexual Tantra & Tarot.” Escrito por Christopher S. Hyatt e Lon Milo DuQuette

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Zuvuya parte II

Para acessar Zuvuya Parte I


"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

O que é tecnologia? Basicamente - ferramentas, extensões do corpo humano com o qual nós manipulamos nosso meio-ambiente. Dos machados de pedra a microchips, é tudo tecnologia em seus vários graus de avanço. O que é 'natural'? Nós somos, enquanto animais, separados da natureza? O nosso uso de ferramentas nos diferenciam tanto assim? Há geralmente uma conversia da humanidade 'destruindo a natureza' como se fossemos separadas dela. Eu tenho certeza que nossa realização e a reforma do abuso que já ocorreu, também é parte processo 'natural'. Ou talvez é natural para nós limparmos a nós mesmos e o resto da terra e seus residentes continuar sem nós?

De acordo com a conta longa do calendário Maya, o baktun final, Baktun 13 de 1992-2012 terminou no solstício de 2012, 21 de dezembro. Ao invés de qualquer sentido de finalidade, a realidade parece estar caminhando normalmente, o que é um perigo no ocidente moderno. Não há um 'Baktun 14', portanto presumidamente, da perspectiva Maya, nós estamos agora em uma espécie de 'décima terceira hora' infinita do décimo terceiro Baktun, ou seja o tempo dos sonhos.

"Só tem espaço até o ano 2012."
"Isso irá assustar alguém algum dia"
Claro que os Mayas nunca disseram nada sobre o solstício de 2012 ser o 'fim do mundo' - isso foi os traficantes de medos, produtores de filmes e os adeptos da Nova Era que mal interpretaram o fim do calendário, ou simplesmente exploraram isso para propósitos comerciais sob o disfarce de espiritualidade.
Os próprios Mayas consideravam o empo do 'retorno de Kukulkan'. Chamado Quetzcoatl pelos Astecas, Kukulkan é uma deidade maior da antiga civilização Maya. Esse tempo do solstício de dezembro de 2012 não é um instante isolado, mas todo um período de mudança rápida ao redor da extremidade do aeon, continuando a descontrair suas escamas iridescentes.

Kukulcan/Quetzalcoatl significa 'serpente alada', uma metáfora obvia para a energia da kundalini. Kundalini é  'poder da serpente' que reside em nossos sistemas nervosos, ascendendo a espinha para providenciar inspiração e iluminação (as asas abertas na coroa da cabeça). Existe em quase toda cultura antiga. O Caduceus, o bastão alado estrelaçado com serpentes do mensageiro grego dos Deuses, Hermes, foi apropriado pela medicina ocidental. Sempre foi um simbolo de magia e cura. Nas tradições védicas e hindu, as serpentes macho e fêmea Ida e Pingala se entrelaçam no eixo central 'sushumna' de nossa espinha, entrelaçando entre as 'rodas giratórias' de nossos chakras. No seu livro Hunbatz Men dá a evidencia de antigos figurinos de barro Maya, com quatro pontos na base da espinha, seis no umbigo, etc. - o número de pontos de cada um desses 'centros de poder' correspondendo com o total de 'pétalas' de cada chakra no sistema Hindu!

Hunbatz afirma que o retorno de Quetzalcoatl, seria uma metáfora de ativação dos chakras e a ascenção da Kundalini. O dilúvio bíblico quando Noé aparentemente construiu a sua arca foi um evento histórico provado. Supostamente o próximo 'apocalipse' será por fogo. Não seria legal se esse 'fogo' fosse o 'fogo' metafísico da kundalini ao invés de um cataclisma ecologico literal?
O que o 'retorno de Kukulcan' implica? A ascenção de Kundalini em muitos? Ou seja, o despertar a consciência coletiva e iluminação em massa? A ascensão de serpentes microcósmicas em nossas espinhas e as grandes serpentes da terra? Em muitas culturas antigas a ascenção de uma grande serpente significa o 'fim do mundo' ou o 'fim do tempo', grandes mudanças. Para os aborígenes australianos a ascensão da serpente do arco-íris significa o fim do mundo. Os nórdicos (que também aparentemente profetizaram a vinda dos 'guerreiros do arco-íris', apesar de eu ainda ter que encontrar evidencia sobre isso) falaram do Ragnarok, a batalha os Deuses no fim do mundo, quando o lobo do caos Fenris, consome o sol e a serpente Midgard, a grande serpente circulando a árvore do mundo (Yggdrasil), ascende.
Essa serpente que morde o próprio rabo foi chamada de Oroboros pelos antigos Gregos e Tiamat pelos Babilônicos. Na bíblia é Leviathan, e a besta do apocalipse tem o número 666. Na Kabbalah judaica 6 é o número do sol, sugerindo como no mito nórdico que nosso sol pode ser destruído ou nos destruir (diminuição da camada de ozônio?).

O baktun final (13) da contagem longa Maya foi o baktun de AHAU, que representa a consciência solar - uma era solar, quando nós começaremos a sintonizar mais no centro galático, via as mensagens para os nossos chakras do plexo solar através nosso próprio sol ou kin.
Robert Coon - uma das pessoas que mapearam os centros dos chakras globais onde o Crepúsculo de Prata executou o Trabalho de Chakra Global - prefere o calendário Asteca, que ele afirma substituir o calendário 'morto' Maya, e assim coloca 2039 como o 'retorno de Quetzalcoatl'.

Mas o que é o 'fim' senão outro começo? É mais provável um retorno ao tempo dos sonhos primal xamanico quando matéria e espirito eram indiferenciados. Lançando-se através da lemniscata:

Aqui nós vamos novamente para os portais da aurora, quando o tocador da flauta tocava suas flautas. Ele atraia para baixo a lua com seu tom e os portais se abriam. Osiris ascenda. Ó Pai ascenda novamente. Portanto a processão começava, a progressão dos aeons...

Agora vamos examinar cada era do inicio até agora, e as suas várias interpretações...

O inicio foi chamado o tempo dos sonhos. O Aeon xamanico e o Aeon sem nome. Não é o início do tempo como tal, mas um prologo a ele, como o tempo não era registrado e nem mesmo necessariamente reconhecido. É muito tempo atrás para sabermos. Tal como o futuro, está borrado em mito e especulação. 'História' tal como um registro de eventos sequenciais, certamente não tinham começado.
Para os aborigenes da Australia, isso é chamado o tempo dos sonhos. É o tempo do mito, quando os espiritos ancestrais criaram o mundo. Claro que um desses seres antigos é a serpente do arco-íris atemporal, Almudj.
Outro arquetipo do Aeon xamanico é Pan. Um representativo do animal antigo atavistico e primal no homem, o Deus/a de Chifres era 'tudo' nesse aeon. Portanto surgiu a palavra grega Pan, significando 'Tudo'.
Aion conta sobre Aeon sem nome e a corrente de Pan no seu "Livro do Portal chamado Pan", o texto central do 'Livro do Chifrudo' (The Book of the Horned One', Concrescent Press 2012) descrevendo simbologias qabalisticas e ocultas a essa entidade primal. Pan é 'a besta' dentro da humanidade, dominante antes do ínicio da civilização. Portanto o fim  dos tempos com sua 'besta do apocalipse' novamente conecta de volta ao inicio.

Mas esse 'Aeon sem nome' é de todas as maneiras presente, portanto a simbologia/mitologia recorrente do Deus/a de Chifres. É o eixo central do caduceu/leminiscato, o sushumna através do qual os outros aeons são tecidos e se cruzam. Tal como a besta - nossa natureza animal/instintiva subjacente - está sempre inerente dentro de nós apesar do veneer da civilização, portanto o sonhar central sempre está lá, por mais submersso que possa estar por algum paradigma materialista ou racionalista. E nós devemos sempre re-tornar...

Na Qabalah, a tradição esoterica subjacente por detrás do que se tornou a religião exoterica bíblica do Cristianismo, há uma fórmula chamada Tetragrammaton. Há uma palavra de quatro letras (tetra=quatro) para Deus no antigo alfabeto hebraico: YHVH - mas é também uma formula mágicka para quatro aeons sucessivos. Estão relacionados os quatro elementos existente, e assim como a Qabalah aparentemente tem suas origens no conhecimento antigo egípcio, cada um desses aeons carrega uma deidade egípcia como seu 'representante' simbólico ou titulo.
A primeira letra, Yod, representa Osiris, o 'He(h)' Isis, o 'Vau' Hórus e o final 'He' Maat: O pai, a mãe, o filho e a filha. Essa é uma visão muito ocidental dos períodos de tempo e certamente não se aplica ao mundo todo historicamente, mas mesmo se reconhecido como uma perspectiva limitada historicamente, ainda assim oferece alguns insights interessantes para as partes do mundo no qual se aplicam.

O Aeon de Isis, o Matriarcado, na verdade precedeu o de Osiris apesar da a ordem aparente contraditória das lestras YHVH, que está ordenada de acordo com a idéia da semente masculina (o Y ou Yod da formula) iniciando o processo de concepção ao invés de uma reflexação da progressão aeonica. O Aeon de Isis foi o primeiro 'aeon' da história. Nada era registrado ainda, mas a civilização definitivamente começou. A mãe, Deusa da fertilidade, reinou enquanto a agricultura deu inicio. A lua e a terra eram adoradas e veneradas como Deusas sagradas. A cultura básica pagã floresceu.

Então gradualmente o patriarcado surgiu. O advento do calendário solar trouxe o Aeon de Osiris, o pai. Os cultos solares pagãos floresceram. Surgiu a religião organizada. O cristianismo começou a se espalhar ao redor do mundo, se tornando eventualmente  o paradigma dominante enquanto ele substituiu as mitologias do velho mundo e panteões com seu dogma monoteistico de 'um Deus (homem)' Simultaneamente nós vimos a ascensão do racionalismo materialista cientifico e o advento da industrialização. A tecnologia começou a progredir em um ritmo acelerado, e a arte começou a estar submersa por detrás do ataque devastador da praticidade.
A magia se tornou esotérica, oculta, escondida. O ritual, a dança das pessoas comuns com os elementos durante o matriarcado, se tornou the cloistered province do sacerdócio patriarcal. Esses poucos que continuaram os caminhos antigos fizeram de maneira secreta, temendo a fúria a igreja fundamentalista e suas inquisições.

De qualquer maneira a magia e o paganismo continuaram nas sombras, e como a ciência se tornou ainda mais dominante, Aleister Crowley emergiu como um representante do renascimento oculto. Nessa época praticamente todos que se interessavam por magia eram considerados malignos, portanto ao invés de tentar refutar isso Crowley explorou a imagem sinistra como 'o homem mais perverso do mundo', representando o adversário e atraindo muitos que estavam frustrados com a mediocridade da Igreja e Estado.
As práticas de Crowley realmente introduziram um elemento de 'ciência' para a magia como nunca antes, introduzindo metodologias ainda mais precisas enquanto ainda revelling na poesia da cerimonia e do ritual.

Entra o Falcão: Em 1904, Crowley inaugura o 'Aeon de Hórus', a criança coroada e conquistadora com a recepção do Livro da Lei, , 'Liber AL vel Legis'.
O aeon do filho ou criança nasceu com o expurgo da primeira guerra mundial, que Crowley viu como o limpar dos escombros  do velho Aeon. Hórus é o senhor guerreiro com cabeça de falcão, filho de Isis, a mãe e Osiris, o pai, cujo trono ele herdou na antiga formula do Tetragrammaton.

A influencia de Crowley e seu trabalho no mundo oculto é vasto, se alongando em muitos cantos mal-iluminados de várias seitas e ordens. A recepção de informação similar independente, também com imagem de falcão, por outros tais como o psíquico Uri geller, o revolucionário psicodélico e psicólogo Timothy Leary, o autor/filósofo quântico Robert Anton Wilson, e o fundador da Federação Damanhur ('Cidade de Hórus') Falco, alimenta as afirmações de Crowley de transmissões de fontes extraterrestres, aparentemente através das estrelas binares de Sirius; ou pelo menos confirma as sementes de nossa consciência coletiva plantada pelos antigos egípcios (uma cultura muito similar em interesses astronômicos e arquitetura com os Mayas) que adoraram Sirius como Sothis.
Externamente, o aeon da criança também aparenta estar se manifestando. Desde da década de 50, um novo espirito de rebelião da juventude emergiu dos valores conservadores do patriarcado, com o advento da musica rock ao movimento hippie flower power ao reacionismo do punk a síntese corrente de todas essas subculturas (e mais) em uma nova prole que geralmente abraça ambas tecnologias modernas e espiritualidade do velho mundo. Paganismo, panteísmo e mesmo atitudes animísticas re-emergem e a igreja cristã começa seu declínio em estagnação.

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus


O tempo do calendário chegou. A nova era se inicia agora. Os deuses mayas retornam para governar. Kulkukan governa a todos!

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Aeon da ascensão de Cthulhu

Por Tenebrous

Tradução: AShTarot Cognatus.
Colaboração: Daath Orion

"Também não é para se pensar... que o homem é o mais velho ou o último dos mestres da Terra, nem que a massa comum de vida e substância caminha sozinha. Os Antigos foram, os Antigos são e os Antigos serão. Não nos espaços que conhecemos, mas entre eles, caminham serenos e primitivos, sem dimensões e invisíveis para nós. Yog-Sothoth conhece o portal. Yog-Sothoth é o portal. Yog-Sothoth é a chave e o guardião do portal. Passado, presente e futuro, todos são um em Yog-Sothoth. Ele sabe por onde os Antigos entraram outrora e por onde Eles entrarão novamente..."
H.P. Lovecraft, O Horror de Dunwich (como sendo do `Necronomicon')
O século em que nós vivemos testemunhou o nascimento de um Novo Aeon; ou ainda, o retorno de energias e entidades, através de vastos abismos de tempo e espaço, de eras primitivas que antecedem por milênios o aparecimento da humanidade na Terra. Em seu principal conto de mitos, O Chamado de Cthulhu, Lovecraft esboçou os primeiros presságios de seu retorno, as bordas externas de cuja pericosis (intercessão) com nosso próprio continuum é detectado pela "antena" de poetas, escritores e artistas sensitivos e incrivelmente sutis - mais especificamente estes que já são alinhados com o conceito de "exterioridade" através de suas próprias explorações de assuntos alienígenas, exóticos, bizarros. E de fato,  é através do trabalho de tais artistas que as primeiras alusões e descrições dessas forças e entidades encontram expressão.
Esse "Novo Aeon" atualmente é conhecido por uma variedade de nomes por diferentes cultos: a "Era de Aquário" astrológica; O "Aeon de Hórus" Thelemico, inaugurado pelo avatar Aiwaz, em 1904 e.v.; O "Aeon de Maat" de Frater Achad, a Era da Verdade e Justiça; e por aí vai. Para o corpo particular de magistas, artistas, escritores, e outros visionários do mito de Cthulhu que constituem a Ordem Esotérica de Dagon (E.O.D.), a era emergente é reconhecida como o Aeon da ascensão de Cthulhu, com referencia ao trabalho de ficção profético de H.P. Lovecraft, como delineado acima. Como a sua descrição da onda inicial de energia Aeonica (que tem efeitos drásticos no sonhos de indivíduos "sensitivos" ao redor do mundo) coincide com a ascensão da ilha de R´lyeh em 28 de fevereiro de 1925 e.v., a E.O.D. enumera este evento como Ano Um, A.C.
Entretanto, antes que o influxo completo dessas forças ancestrais no nosso continuum de espaço-tempo presente possam ser facilitadas, os portais primordiais e secretos devem ser localizados, e abertos, para permitir acesso dos que estão "fora dos círculos dos tempos". Esse portal foi descrito por Lovecraft como um dos próprios Grandes Antigos - "O nocivo Yog-Sothoth que espuma como lodo primordial em caos nuclear em seu posto avançado localizado na mais profunda inferioridade de espaço e tempo." Como guardião do portal, ele é sinônimo com Choronzon. Este próprio "posto avançado localizado na mais profunda inferioridade" seria uma abertura ou janela para a dimensionalidade dos Grandes Antigos (Universo B), é a estrela Sothis, ou Sirius.
Por sua vez, o portal de forças do Novo Aeon (Yog_Sothoth) é identificado com a "não-Sephiroth", Daath, na Árvore da Vida qabalistica. Como explica Kenneth Grant:
"Agora é possível ver o fluxo continuo e evoluções de Aeons ocorrendo simultaneamente e passando pelo mundo da anti-matéria. O Yog (ou Yug... um aeon ou era...) de Sothoth é o contraponto - como o Aeon de Set-Thoth, ou Daath - de seu gémeo, o Yug-Hoor, ou Aeon de Hórus. Yog-Sothoth é o portal através dos aeons para a estrela-fonte além de Yuggoth, o Yug ou Aeon de Goth."
Fora dos Círculos do Tempo (Outside the Circles of Time, p. 214)
Portanto, o conhecimento e a formula pelo qual este portal pode ser reaberto, só pode ser percebido através do vórtex negativo de Daath. No caso, do próprio Lovecraft, que na sua vida desperta negou veemente a real natureza do material que ele estava lidando, o processo de apropriação foi quase que completamente subconsciente, ocorrendo através  da experiências nos sonhos.  Como seria esperado, as visitas de tais revelações ultra-cósmicas e inumanas tomaram a forma dos pesadelos mais horrorosos. 
Pela mesma razão, esses iniciados da E.O.D. que estão trabalhando para a abertura do portal de Yog-Sothoth devem estar preparados para realizar essa descida mais perigosa ao abismo de Daath (o assim chamado "falso conhecimento") afim de ativar essa formula efetivamente. Esse processo envolve a projeção de parte de si-próprio nesses espaços "intermediários", do quais Lovecraft faz repetidas referencias, e que constituem a existencialidade dos próprios Grandes Antigos. É aqui que esse "falso conhecimento" (descrito por Lovecraft como um grimoire, Necronomicon) pode ser descoberto e recuperado, trazido novamente através do vórtex de Daath, e finalmente dado uma manifestação externa concreta e real.
-oOo-

terça-feira, 21 de maio de 2013

Carta de Tarot JUSTIÇA/AJUSTAMENTO


Carta de Tarot JUSTIÇA/AJUSTAMENTO


Do The BOOK ov ChAOS

(Meio -Lápis) Imagem e Texto (c) 2001
Orryelle Defenestrate-Bascule <mailto:odxob@yahoo.com>
tradução: AShTarot Cognatus

O arquétipo da Justiça de Maat, como Deusa de Verdade, é no final das contas sem rosto. Ela é uma essência intangível, como Nada (No-Thing) é Verdadeiro (1) - em termos de Absolutos. Desta fonte vazia vêem as máscaras diferentes feitas por nossas percepções e experiências. Descrito aqui estão diferentes máscaras culturais e míticas e formas de Maat: Partido do centro - A Deusa solar egípcia Sekhmet com cabeça de leoa (a forma antes conhecida da Maat egípcia é Tefnut/Mayet com cabeça de leoa, a Ordem Mundial), cujo símbolo como Maat é o Ankh de Vida, e que é representado por mel, abelhas e o lemniscate (símbolo do infinito); a velha lunar grega Hecate, um aspecto dos Três Destinos ou Moerae, do qual é composto Moiera, a versão grega do arquétipo de Justiça com espada e balanças; o Hoor-Paar-Kraat egípcio (Harpocrat para os gregos), na forma de criança inocente de Horus, que com o gêmeo Ra-Hoor-Khuit de cabeça de falcão representa os aspectos passivos/receptivos da existência, como significado pelo Sinal de Silêncio; o Deus hindu Ganesh com cabeça de elefante, que como o criador e removedor de Obstáculos está muito preocupado com o Equilíbrio; e o enigmático Arlequim, ArleQuintEssencia da Piada Cósmica (2).

Ramificando para a direita do centro estão as máscaras de Isis, Deusa mãe estelar egípcia das águas do Nilo que com a sua irmã obscura Nepthyss são o Maati; a criadora e destruidora hindu Kali, bonita e terrível Deusa negra de sangue, morte, noite e nutrindo -como destruidora do medo ela atrai para mais íntimo a Verdade; Baphomet - a forma hermaphroditica de Pan, nome grego do Deus Cornifero da maioria das culturas antigas. Pan (=131=Truth (Verdade)=Baphomitr) (3) significa 'Tudo' e combinado com o ' Nada' de Nuit tudo é incluido. Uma Máscara manifesta de Maat, Ele/Ela é a Forma Se tornando (4); e uma Abelha, emissário insectoide de Maat e representando a mentalidade de colméia de N'aton. Estas máscaras são só alguns exemplos, eles extendem-se infinitamente em qualquer lado, como estrelas no vácuo, as multidões de Manifestações (Ma-nifestat-ion) de Nuit, a Deusa do Universo cujo corpo estrelado se curva em cima do topo do quadro.

Os egípcios representaram Maat com o Hieróglifo da Pena, aqui dobrada para representar as permutações positivas e negativas da dualidade como Nada (5) manifestado em forma. A simetria da imagem é indicativa da Harmonia e Equilíbrio que Maat representa. A Espada duplamente-afiada (Zain) de Divisão é uma extensão disto, a percepção da mente limpando a essência em padrão, a tapeçaria de Maya (Ilusão). O cabo da espada é gravado com Íbises, o totem de Thoth, Deus-escriba de Registros e Medidas e cônjuge de Maat, e do qual penduram as balanças de Justiça, no qual Maat pesa o Coração do defunto contra a sua
pena de Verdade, como na mitologia egípcia.

A Serpente das Eras enrolam em um Lemniscate da Eternidade ao redor desta Espada, que como seu eixo forma o Lemniscate Aeonico e o sigilo da Palavra de Maat, IPSOS (' Pela Mesma Boca'). O Livro de Lei, o Logos sagrado que forma a realidade, no qual o Escriba Thoth mede as formulas da civilização, é receptivo a ponta da Espada que é gravada com a runa de ligação de N'aton a Consciência Coletiva. Esta mentalidade de grupo é representada pela Colmeia  as celas hexagonais (atu) qual ramificam em uma teia de interconexões. Circuitos sobrepondo A Árvore de Vida (Qabbala), como um modelo primário para traçar esta interconectividade, é descrita com outra simbologia e geometrias como infra-estruturas no despertar da mentalidade de Colmeia

O Abismo, Daath, racha perigosa na Viagem para cima da Árvore, forma uma teia espiralando pela Colmeia  conexão em perda do ego. Desta racha emerge Sebekh, Deus/a crocodilo que são alimentado de almas cujos corações são muito pesado para a Pena.

A Dança de Maat é de Equilíbrio. É sobre  seguir a Verdadeira Vontade, assim em acordo com o Universo e o Si-mesmo (Self) simultaneamente, achando aquela Harmonia sagrada de forma que a Alegria pode ser mantida.

Notas do Tradutor:
1 - Em ingles “Nothing is True”. Nothing (nada) também pode ser lido como No-thing e interpretado como No (não) thing (coisa). Fazendo um trocadilho dizendo q a coisa-q-não- é, é verdadeira.
2 - No original HarleQuin ou HarleQuintEssence, indicando a Quintessencia de Arlequim.
3 – Aqui Truth (Verdade) foi deixado no original por se tratar de cálculos de Qabbalah Inglesa.
4 – No original Se tornando (BeComing) pode ser interpretado como Be (ser) Coming (vindo), BeComing - o ser (self) vindo.
5 – No-thing como na primeira nota.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Mito da descida ao PanDaemonAeon


O Mito da descida ao PanDaemonAeon
AShTarot Cognatus

"Eu irei descer aos altares de PanDaemonAeon"


É chegado o tempo de fazermos a descida ao PanDaemonAeon através da Espiral do Tempo. PanDaemonAeon é o ponto central dessa espiral, que é também o abismo infernal q na tradição cabalista tem o nome de Daath (Conhecimento). Esse abismo é o caminho que todos os Adeptos que almejam alcançar a Cidade das Piramides (1) deverão passar. Adentrando a esse reino infernal e caminhando em espiral podemos alcançar o PanDaemonAeon, a capital desse reino infernal. O PanDaemonAeon representa a total desestruturação do sistema de crenças, necessário para que o Adepto supere as dualidades e se torne um Magister Templi (2).

O Mito de descida ao PanDaemonAeon é o caminho que irá levar as pessoas a caminhar nessa espiral rumo ao PanDaemonAeon coletivo que ocorrerá em 2012, data profetizada pelos Maias como o fim de um grande ciclo (13 baktuns) e o inicio de outro. Esse paradigma se reflete em diversas culturas, dizendo-nos q deverá haver uma expiação necessária para que uma nova era muito melhor possa surgir. No calendário da paz estruturado por José Arguelles (Valum Votan), a expiação é deixar de lado o uso do falho calendário gregoriano, baseado na estrutura 12:60 (12 meses do ano/horas e 60 segundos/minutos do relógio) e adotar o uso do calendário da paz, estruturado na frequência de tempo 13:20 (13 tons e 20 selos). Isso faz com que deixemos de lado uma estrutura artificial de tempo que provoca uma desordenação mental e nos convida a seguir o fluxo de harmonia da natureza, sincronizando a nossa mente com os ciclos do sol-lua-galáxia, ocasionando uma reordenação mental. Essa proposta de harmonizar-se com o fluxo da natureza existe em diversas tradições que seguem um calendário lunar, o q permite haver sincronicidades ocorrendo. Entre essas tradições existe a Bruxaria que segue a roda do ano com 8 comemorações chamadas sabás e comemorações na lua nova ou cheia, chamados esbás.

Recentemente, dentro da Loja Belarion surgiu a ideia do desenvolvimento de práticas thelemicas, utilizando o modelo mágicko e iniciático da Bruxaria ao invés da utilização do sistema iniciático maçônico da OTO. A esse sistema mágicko e iniciático experimental, eu dei o nome de Bruxaria Thelemica. A Bruxaria Thelemica é a utilização de técnicas de Bruxaria na egregora da Dupla-Corrente de Horus-Maat. A Dupla-Corrente foi codificada por Nema por volta da década de 70 e harmoniza o trabalho diversas linhas como a Wicca, a tradição tantrika dos Adi-Nath, Zos Kia Kultus, entre outros, e incorpora essas técnicas a corrente thelemica, formando a Dupla-Corrente.

Ela e mais alguns adeptos fundaram a Loja Horus-Maat, uma Loja dedicada ao desenvolvimento da Dupla-Corrente. Esse trabalho de desenvolvimento tem ocorrido principalmente através do Trabalho da estrela de 11 pontas. Esse trabalho faz com que os participantes desenvolvam rituais durante 1 ano relacionado a uma esfera (sephira) da Árvore da Vida, escolhida p/ser o trono do magista durante esse período  Esses trabalhos são executados globalmente toda Lua Nova. Eu entrei p/a Loja Horus-Maat por volta do ano de 2001 (apesar de já praticar magia de maat anteriormente) e entrei p/o Trabalho da estrela de 11 pontas assumindo o Trono de Netzah, cuja divindade correspondente nesses trabalhos é Babalon. De lá pra cá, eu executei uma série de rituais relacionados a Babalon e foi então que comecei a estruturar a Loja Belarion e Bruxaria Thelemica do jeito que estão se manifestando nesse ano de 2003ev. Essa manifestação vêem ocorrendo definitivamente desde que resolvi assumir o Trono de Malkuth em outubro de 2002ev e está atingindo seu ápice nesse ano de 2003ev, profetizado por mim como o ano em que muitos vão despertar para a falsa estrutura linear do Tempo e vão começar a caminhada em espiral rumo ao PanDaemonAeon Coletivo de 2012ev. Esse é o momento que os Maias chamam de Encruzilhada da sua Árvore Sagrada. Essa encruzilhada ainda é chamada de "Caminho do Submundo" ou "Caminho obscuro", considerado ser o "Ventre da Grande Mãe" do qual nasceu o universo. Retransmitindo isso em termos thelemicos, nós vemos que isso é uma referencia clara ao ventre de Nossa Senhora de Babalon, que carrega em seu ventre o Bebê do Abismo, nome dado aos adeptos que se recusam a servir a Chorozon (a figura do adversário em thelema, representando o falso ego) e doam até sua ultima gota de sangue a taça de Babalon. O Livro de Babalon (Liber 49), canalizado por Jack Parsons (Belarion) é uma das primeiras canalizações envolvendo o cumprimento da fórmula do TETRAGRAMMATON na sucessão de Aeons. Segundo o Livro de Babalon, essa é a parte que faltava para completar o Tetragrammaton, o HE final representando a filha. Mais tarde Frater Achad identificou essa filha como sendo Maat e declarou que seu aeon (Ma-Ion) já havia se manifestado (MA-nifestat-ION). Depois esses conceitos são harmonizados através dos trabalhos de Kenneth Grant, Nema e outros q nos elucida sobre a sucessão de aeons, nos informando que eles não agem de forma linear.

Dando prosseguimento a isso, Orryelle Bascule-Defenestrate nos apresenta no ano de 1998ev, a formula do PENTAGRAMMATON, através do seu texto Zuvuya, um estudo dos Aeons. Lá ele trata desse processo de mudança de paradigma que está ocorrendo até 2012ev. Dentro desse processo está a substituição da fórmula Tetragrammaton (YHVH) pelo Pentagrammaton (YHShVH), na sucessão dos Aeons, expondo a quintessencia dos elementos que a tudo (Pan) permeia. Cada uma das letras do Tetragrammaton é correspondente a um elemento: Fogo, Água, Ar e Terra. A esses nós devemos adicionar o elemento espírito, o quinto elemento ou quinta-essência. Esse elemento chamado espírito, também conhecido como éter, está oculto no Tetragrammaton na forma de Yod e está exposto no Pentagrammaton na letra Shin (Sh). A letra Shin no Tarot é ligada ao Arcano XX, o Julgamento ou o Aeon, no Tarot de Thoth. Essa carta representa a ligação entre o plano espiritual (Shin) e material (Teth) formando assim a síntese entre eles representada por Set (ShT). Mostra a transmutação através do fogo alquímico do inferior p/o superior. Indica também que a consciência individual é uma parcela da consciência cósmica. Relacionado ao mito de descida ao PanDaemonAeon, demonstra uma continuação das Profecias, em especial, aquelas ligadas aos Aeons futuros.

Assim já temos definido o ponto de partida e o ponto de chegada do nosso mito. O ponto de partida se dá em 2003ev, representando Malkuth e vai ascendendo a Árvore da Vida, através do caminho conhecido como Serpente da Sabedoria, até chegarmos em Kether em 2012ev. Quando estivermos alcançado esse ponto teremos alinhado toda a nossa Árvore da Vida individual e a Árvore da Vida do Universo, nos preparando assim para o grande Ordálio de cruzar o abismo. Para aqueles que obtiverem sucesso nessa operação uma nova terra, lhes será dada. Essa terra é conhecida pelos thelemitas como Cidade das Piramides e na Bíblia ela é descrita no Livro das Revelações (Apocalipse) como a Nova Jerusalém  Estando nessa condição, a comunicação com entidades transplutonianas será uma constante fazendo com que a evolução do planeta Terra acelere, rumo as dimensões mais elevadas. Isso está velado nos mitos de Cthulhu e outros Grandes Antigos, escritos pelo profeta inconsciente H.P. Lovecraft. Esses mitos nos falam da vinda de Cthulhu e outros Grandes Antigos, que governaram a terra antigamente e foram presos em outra dimensão, fazendo com que seus poderes fossem negados. Fazem também uma revelação profética que quando as estrelas estiverem alinhadas eles voltarão, destruindo assim o nosso mundo. Na Magia de Maat os Grandes Antigos são conhecidos pelo nome de esquecidos e são representados pelos poderes negados ou adormecidos que residem nos nossos chakras. Os chakras também podem ser um reflexo dessas estrelas, pois eles estando alinhados, eles farão que os Grandes Antigos/Esquecidos sejam despertos e destruam o universo como o magista conhecia até então. Uma nova interpretação da realidade será dada e com isso um novo universo deverá surgir das cinzas do outro.

Voltando ao ponto de partida veremos que isso está sendo desenvolvido em minhas experiências no Trabalho da estrela de 11 pontas, as quais eu relato na lista [horus-maat]. O meu objetivo é juntar pessoas interessadas nessa exploração de descida ao PanDaemonAeon e juntos irmos decifrando profecias, estabelecer conexões mágickas e desenvolvendo-nos individualmente e coletivamente. Cada vez mais, estarei manifestando meios pelos quais esse mito poderá ser trabalhado e os interessados poderão ir se alinhando conforme a sua Vontade.

Interessados podem contatar o autor pelo email: cog93@...
ou pela lista em português da Loja Horus/Maat: http://br.groups.yahoo.com/group/horus-maat

Notas:
1 - A Cidade das Piramides se trata de uma referencia a tríade superior da Árvore da Vida cabalística  constituída por Kether, Chockmah e Binah.
2 - Magister Templi é o latim para Mestre do Templo e se refere aos adeptos que conseguiram cruzar o abismo de Daath com sucesso.