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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Zuvuya parte II

Para acessar Zuvuya Parte I


"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

O que é tecnologia? Basicamente - ferramentas, extensões do corpo humano com o qual nós manipulamos nosso meio-ambiente. Dos machados de pedra a microchips, é tudo tecnologia em seus vários graus de avanço. O que é 'natural'? Nós somos, enquanto animais, separados da natureza? O nosso uso de ferramentas nos diferenciam tanto assim? Há geralmente uma conversia da humanidade 'destruindo a natureza' como se fossemos separadas dela. Eu tenho certeza que nossa realização e a reforma do abuso que já ocorreu, também é parte processo 'natural'. Ou talvez é natural para nós limparmos a nós mesmos e o resto da terra e seus residentes continuar sem nós?

De acordo com a conta longa do calendário Maya, o baktun final, Baktun 13 de 1992-2012 terminou no solstício de 2012, 21 de dezembro. Ao invés de qualquer sentido de finalidade, a realidade parece estar caminhando normalmente, o que é um perigo no ocidente moderno. Não há um 'Baktun 14', portanto presumidamente, da perspectiva Maya, nós estamos agora em uma espécie de 'décima terceira hora' infinita do décimo terceiro Baktun, ou seja o tempo dos sonhos.

"Só tem espaço até o ano 2012."
"Isso irá assustar alguém algum dia"
Claro que os Mayas nunca disseram nada sobre o solstício de 2012 ser o 'fim do mundo' - isso foi os traficantes de medos, produtores de filmes e os adeptos da Nova Era que mal interpretaram o fim do calendário, ou simplesmente exploraram isso para propósitos comerciais sob o disfarce de espiritualidade.
Os próprios Mayas consideravam o empo do 'retorno de Kukulkan'. Chamado Quetzcoatl pelos Astecas, Kukulkan é uma deidade maior da antiga civilização Maya. Esse tempo do solstício de dezembro de 2012 não é um instante isolado, mas todo um período de mudança rápida ao redor da extremidade do aeon, continuando a descontrair suas escamas iridescentes.

Kukulcan/Quetzalcoatl significa 'serpente alada', uma metáfora obvia para a energia da kundalini. Kundalini é  'poder da serpente' que reside em nossos sistemas nervosos, ascendendo a espinha para providenciar inspiração e iluminação (as asas abertas na coroa da cabeça). Existe em quase toda cultura antiga. O Caduceus, o bastão alado estrelaçado com serpentes do mensageiro grego dos Deuses, Hermes, foi apropriado pela medicina ocidental. Sempre foi um simbolo de magia e cura. Nas tradições védicas e hindu, as serpentes macho e fêmea Ida e Pingala se entrelaçam no eixo central 'sushumna' de nossa espinha, entrelaçando entre as 'rodas giratórias' de nossos chakras. No seu livro Hunbatz Men dá a evidencia de antigos figurinos de barro Maya, com quatro pontos na base da espinha, seis no umbigo, etc. - o número de pontos de cada um desses 'centros de poder' correspondendo com o total de 'pétalas' de cada chakra no sistema Hindu!

Hunbatz afirma que o retorno de Quetzalcoatl, seria uma metáfora de ativação dos chakras e a ascenção da Kundalini. O dilúvio bíblico quando Noé aparentemente construiu a sua arca foi um evento histórico provado. Supostamente o próximo 'apocalipse' será por fogo. Não seria legal se esse 'fogo' fosse o 'fogo' metafísico da kundalini ao invés de um cataclisma ecologico literal?
O que o 'retorno de Kukulcan' implica? A ascenção de Kundalini em muitos? Ou seja, o despertar a consciência coletiva e iluminação em massa? A ascensão de serpentes microcósmicas em nossas espinhas e as grandes serpentes da terra? Em muitas culturas antigas a ascenção de uma grande serpente significa o 'fim do mundo' ou o 'fim do tempo', grandes mudanças. Para os aborígenes australianos a ascensão da serpente do arco-íris significa o fim do mundo. Os nórdicos (que também aparentemente profetizaram a vinda dos 'guerreiros do arco-íris', apesar de eu ainda ter que encontrar evidencia sobre isso) falaram do Ragnarok, a batalha os Deuses no fim do mundo, quando o lobo do caos Fenris, consome o sol e a serpente Midgard, a grande serpente circulando a árvore do mundo (Yggdrasil), ascende.
Essa serpente que morde o próprio rabo foi chamada de Oroboros pelos antigos Gregos e Tiamat pelos Babilônicos. Na bíblia é Leviathan, e a besta do apocalipse tem o número 666. Na Kabbalah judaica 6 é o número do sol, sugerindo como no mito nórdico que nosso sol pode ser destruído ou nos destruir (diminuição da camada de ozônio?).

O baktun final (13) da contagem longa Maya foi o baktun de AHAU, que representa a consciência solar - uma era solar, quando nós começaremos a sintonizar mais no centro galático, via as mensagens para os nossos chakras do plexo solar através nosso próprio sol ou kin.
Robert Coon - uma das pessoas que mapearam os centros dos chakras globais onde o Crepúsculo de Prata executou o Trabalho de Chakra Global - prefere o calendário Asteca, que ele afirma substituir o calendário 'morto' Maya, e assim coloca 2039 como o 'retorno de Quetzalcoatl'.

Mas o que é o 'fim' senão outro começo? É mais provável um retorno ao tempo dos sonhos primal xamanico quando matéria e espirito eram indiferenciados. Lançando-se através da lemniscata:

Aqui nós vamos novamente para os portais da aurora, quando o tocador da flauta tocava suas flautas. Ele atraia para baixo a lua com seu tom e os portais se abriam. Osiris ascenda. Ó Pai ascenda novamente. Portanto a processão começava, a progressão dos aeons...

Agora vamos examinar cada era do inicio até agora, e as suas várias interpretações...

O inicio foi chamado o tempo dos sonhos. O Aeon xamanico e o Aeon sem nome. Não é o início do tempo como tal, mas um prologo a ele, como o tempo não era registrado e nem mesmo necessariamente reconhecido. É muito tempo atrás para sabermos. Tal como o futuro, está borrado em mito e especulação. 'História' tal como um registro de eventos sequenciais, certamente não tinham começado.
Para os aborigenes da Australia, isso é chamado o tempo dos sonhos. É o tempo do mito, quando os espiritos ancestrais criaram o mundo. Claro que um desses seres antigos é a serpente do arco-íris atemporal, Almudj.
Outro arquetipo do Aeon xamanico é Pan. Um representativo do animal antigo atavistico e primal no homem, o Deus/a de Chifres era 'tudo' nesse aeon. Portanto surgiu a palavra grega Pan, significando 'Tudo'.
Aion conta sobre Aeon sem nome e a corrente de Pan no seu "Livro do Portal chamado Pan", o texto central do 'Livro do Chifrudo' (The Book of the Horned One', Concrescent Press 2012) descrevendo simbologias qabalisticas e ocultas a essa entidade primal. Pan é 'a besta' dentro da humanidade, dominante antes do ínicio da civilização. Portanto o fim  dos tempos com sua 'besta do apocalipse' novamente conecta de volta ao inicio.

Mas esse 'Aeon sem nome' é de todas as maneiras presente, portanto a simbologia/mitologia recorrente do Deus/a de Chifres. É o eixo central do caduceu/leminiscato, o sushumna através do qual os outros aeons são tecidos e se cruzam. Tal como a besta - nossa natureza animal/instintiva subjacente - está sempre inerente dentro de nós apesar do veneer da civilização, portanto o sonhar central sempre está lá, por mais submersso que possa estar por algum paradigma materialista ou racionalista. E nós devemos sempre re-tornar...

Na Qabalah, a tradição esoterica subjacente por detrás do que se tornou a religião exoterica bíblica do Cristianismo, há uma fórmula chamada Tetragrammaton. Há uma palavra de quatro letras (tetra=quatro) para Deus no antigo alfabeto hebraico: YHVH - mas é também uma formula mágicka para quatro aeons sucessivos. Estão relacionados os quatro elementos existente, e assim como a Qabalah aparentemente tem suas origens no conhecimento antigo egípcio, cada um desses aeons carrega uma deidade egípcia como seu 'representante' simbólico ou titulo.
A primeira letra, Yod, representa Osiris, o 'He(h)' Isis, o 'Vau' Hórus e o final 'He' Maat: O pai, a mãe, o filho e a filha. Essa é uma visão muito ocidental dos períodos de tempo e certamente não se aplica ao mundo todo historicamente, mas mesmo se reconhecido como uma perspectiva limitada historicamente, ainda assim oferece alguns insights interessantes para as partes do mundo no qual se aplicam.

O Aeon de Isis, o Matriarcado, na verdade precedeu o de Osiris apesar da a ordem aparente contraditória das lestras YHVH, que está ordenada de acordo com a idéia da semente masculina (o Y ou Yod da formula) iniciando o processo de concepção ao invés de uma reflexação da progressão aeonica. O Aeon de Isis foi o primeiro 'aeon' da história. Nada era registrado ainda, mas a civilização definitivamente começou. A mãe, Deusa da fertilidade, reinou enquanto a agricultura deu inicio. A lua e a terra eram adoradas e veneradas como Deusas sagradas. A cultura básica pagã floresceu.

Então gradualmente o patriarcado surgiu. O advento do calendário solar trouxe o Aeon de Osiris, o pai. Os cultos solares pagãos floresceram. Surgiu a religião organizada. O cristianismo começou a se espalhar ao redor do mundo, se tornando eventualmente  o paradigma dominante enquanto ele substituiu as mitologias do velho mundo e panteões com seu dogma monoteistico de 'um Deus (homem)' Simultaneamente nós vimos a ascensão do racionalismo materialista cientifico e o advento da industrialização. A tecnologia começou a progredir em um ritmo acelerado, e a arte começou a estar submersa por detrás do ataque devastador da praticidade.
A magia se tornou esotérica, oculta, escondida. O ritual, a dança das pessoas comuns com os elementos durante o matriarcado, se tornou the cloistered province do sacerdócio patriarcal. Esses poucos que continuaram os caminhos antigos fizeram de maneira secreta, temendo a fúria a igreja fundamentalista e suas inquisições.

De qualquer maneira a magia e o paganismo continuaram nas sombras, e como a ciência se tornou ainda mais dominante, Aleister Crowley emergiu como um representante do renascimento oculto. Nessa época praticamente todos que se interessavam por magia eram considerados malignos, portanto ao invés de tentar refutar isso Crowley explorou a imagem sinistra como 'o homem mais perverso do mundo', representando o adversário e atraindo muitos que estavam frustrados com a mediocridade da Igreja e Estado.
As práticas de Crowley realmente introduziram um elemento de 'ciência' para a magia como nunca antes, introduzindo metodologias ainda mais precisas enquanto ainda revelling na poesia da cerimonia e do ritual.

Entra o Falcão: Em 1904, Crowley inaugura o 'Aeon de Hórus', a criança coroada e conquistadora com a recepção do Livro da Lei, , 'Liber AL vel Legis'.
O aeon do filho ou criança nasceu com o expurgo da primeira guerra mundial, que Crowley viu como o limpar dos escombros  do velho Aeon. Hórus é o senhor guerreiro com cabeça de falcão, filho de Isis, a mãe e Osiris, o pai, cujo trono ele herdou na antiga formula do Tetragrammaton.

A influencia de Crowley e seu trabalho no mundo oculto é vasto, se alongando em muitos cantos mal-iluminados de várias seitas e ordens. A recepção de informação similar independente, também com imagem de falcão, por outros tais como o psíquico Uri geller, o revolucionário psicodélico e psicólogo Timothy Leary, o autor/filósofo quântico Robert Anton Wilson, e o fundador da Federação Damanhur ('Cidade de Hórus') Falco, alimenta as afirmações de Crowley de transmissões de fontes extraterrestres, aparentemente através das estrelas binares de Sirius; ou pelo menos confirma as sementes de nossa consciência coletiva plantada pelos antigos egípcios (uma cultura muito similar em interesses astronômicos e arquitetura com os Mayas) que adoraram Sirius como Sothis.
Externamente, o aeon da criança também aparenta estar se manifestando. Desde da década de 50, um novo espirito de rebelião da juventude emergiu dos valores conservadores do patriarcado, com o advento da musica rock ao movimento hippie flower power ao reacionismo do punk a síntese corrente de todas essas subculturas (e mais) em uma nova prole que geralmente abraça ambas tecnologias modernas e espiritualidade do velho mundo. Paganismo, panteísmo e mesmo atitudes animísticas re-emergem e a igreja cristã começa seu declínio em estagnação.

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus


O tempo do calendário chegou. A nova era se inicia agora. Os deuses mayas retornam para governar. Kulkukan governa a todos!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ZUVUYA - Um estudo de Aeonicas


Na cosmologia védica hindu, nosso período atual é a Kali Yuga ou era final onde o caos reina - certamente esse parece ser o caso - apesar que isso se segue com o retorno da nova era dourada de acordo com suas crenças. Inevitavelmente eu suponho, apesar que eu suspeito que ainda um monte de morte e destruição necessite ocorrer antes que possamos ver esse novo alvorecer glorioso.

A concepção hindu dos ciclos de tempo é inacreditavelmente vasta. Uma única yuga é considerada durar 24.000 anos ou mais - um ciclo total de predecessão dos equinócios - e tudo isso não passa de um piscar de olhos de Shiva. Quando Seu terceiro olho abrir, aparentemente o mundo fenomenal irá totalmente desaparecer de volta ao grande vazio - a yoni cósmica de Kali, o "ventre da grande mãe" dos mayas, a fenda escura da via láctea?

Mas deixe-nos mover agora do vasto circuito de tempo que os indianos chamam de yugas para talvez um modelo mais fácil de compreender sobre as eras, que no ocidente nós chamamos de Aeons. Um Aeon é um conceito ocidental de um era ou um longo período de tempo, geralmente por volta de 2000 anos. Nesse século houveram várias especulações sobre o significado desse aeon. Vários modelos e formulas aeonicas foram projetados não só para mapear o progresso dos aeons, mas também os padrões do passado em especular o futuro do nosso planeta e nossas especies nos aeons que virão.

Quando o presságio do segundo milênio que estamos adentrando levantou sua cabeça, seguida por uma próxima sucessão pela 'mudança de paradigma' de 2012, muitas teorias surgiram em abundancia sobre o futuro da humanidade. Ambos desses ápices aeonicos passaram sem catástrofe - pelo menos não nas datas atuais profetizadas (2000 e 2012), mas vários desastres 'naturais' ocorreram em um breve período entre esses marcos de ansiedade e esperança global: uma inundação de terremotos e tsunamis que foram pelo menos parcialmente repercussões de uma interferência humana nos ciclos e ritmos terrenos, ao invés de ser somente expressões de tais. O desastre de Fukushima no Japão destacou definitivamente a infraestrutura ténue das nossas civilizações, enquanto o 'desastre natural' inicial de terremotos logo foram reduzidos pelo perigo de radiação das bases nucleares que foram devastadas. Enquanto que isso acordou alguns poucos milhões de pessoas para a realidade de tais perigos óbvios e o Japão parou de usar energia nuclear, o governo do Estados Unidos respondeu que suas bases nucleares são 'seguras' (mesmo as que foram construídas nas falhas geológicas da Califórnia) e depois de alguns meses em que as pessoas temiam o que era o inicio do fim, a vida voltou ao normal para maioria.

Nós iremos sofrer o apocalipse de proporções bíblicas, nossa ecosfera em colapso enquanto nós consumimos os recursos cada vez menores da Terra, ou essa mesma tecnologia avançada que nos trouxe a beira da auto-destruição pode nos salvar, ou ao menos permitir que nós escapemos para outro planeta/ sistema solar / dimensão? Ou nossa salvação está na rápida evolução espiritual? Portanto eu penso que somente uma combinação pode evitar um desastre para humanidade, uma vez que nossos avanços tecnológicos ultrapassam nosso avanços espirituais, o que causou muitos problemas. Nessa era de mudança acelerada e impedimento de um desastre potencial, vários paradigmas estão sendo apresentados.

Um desses paradigmas é o aparecimento da 'Era do Quantum'. Essa teoria - que há muitas realidades diferentes criadas por muitas perspectivas diferentes - explica a proliferação de diferentes teorias aeonicas. Entretanto nesse 'aeon de aeonicas', há linhas de relação e uma estranha consistência de visão por detrás, se alguém olhar além das diferenças externas aparentes dos pontos de vista.

Ao invés de somente apresentar mais uma visão eclética pessoal, meu objetivo nas seguintes páginas é mostrar como diferente formulas aeonicas de vários indivíduos, seitas e culturas estão entrelaçadas; para formar uma visão coletiva total de onde nós estávamos, onde nós estamos e para onde nós estamos indo.

Nós vivemos em um tempo de diversidade cultural, e também unificação global. Essa tem sido chamada a 'Era da Informação'. Nunca antes uma vasta variedade de informação esteve disponível tal como agora pelas redes de comunicações modernas. Nós temos acessos a todas as culturas, todas as raças, todos os lugares. Enquanto que a profundidade e as sutilizas do contato direto podem geralmente ser perdido através de tais grandes distancias ou conexões virtuais, ela permite uma visão geral de diferentes paradigmas culturais e sub-culturais como nunca antes. Combinado com o aumento de meios para viagens físicas ao redor do planeta, essas novas tecnologias de comunicação permitem o entrelaçamento e a fusão de diferente culturas. Ainda que infelizmente a mentalidade de monocultura materialista consumista de produção em massa ocidental ainda seja dominante, há por de trás dela uma cultura global emergente. Isso é evidente na juventude de hoje em dia, que aparentemente está fazendo uma mudança gradual da 'Geração X' hedonista que não se preocupa com nada, em uma aceitação e integração de uma multidão de diferentes aspectos culturais.

Há uma profecia indígena Hopi que está relacionada a essa cultura emergente planetária. No meio de várias outras profecias que foram evidentemente cumpridas - tais como 'cavalos de ferro' e as 'teias de aranha que se estendem pelo céu' de tais tecnologias mencionadas acima - nessa passagem:

'Quando a terra estiver doente e os animais tiverem desaparecido, haverá uma nova tribo formada de todas as culturas e todas as raças, para curar a terra. Essa tribo deverá ser chamada os 'Guerreiros dos Arco-Íris'.

Essa profecia foi orgulhosamente abraçada pela contra-cultura dos anos sessenta e setenta, os beatniks, os hippies e as crianças-flores com seus vestidos coloridos que foi o inicio do movimento moderno de ecologia. Como a situação ecológica se tornou mais urgente, mais defensores mainstream do meio-ambiente também começaram a se proliferar, enquanto novas subculturas hibridas também se proliferam com alternativas a cobiça dos consumidores e o marketing de massa.

Depois dos hippies se seguiram os punks, reagindo contra o idealismo e vibrações de paz e amor 'dando a outra face' com uma agressão reacionária e energética para ajudar a quebrar as estruturas do controle politico e social.

O entusiasmo jovial e a rebelião de tais movimentos resume o conceito de Crowley desse ser o 'Aeon de Hórus' - pois Hórus/Heru é o 'Senhor da força e fogo' e um Deus-criança. Mas esse tipo de atitude punk se deixada desapercebida e desequilibrada pode somente espalhar o caos entropico ou meramente substituir o pai com o filho que cresce para fazer os mesmos erros e causar os mesmos problemas patriarcais.
É aqui que entra Maat: a deusa da justiça, seu simbolo são as balanças. Ela é a força equilibradora que nós precisamos evocar, e o relacionamento dela com Hórus, para formar uma dupla-corrente no nosso Aeon será examinado breviamente...

É de vital importância que a profecia Hopi dos guerreiros do arco-íris seja mantida no que realmente ela significa - unidade na diversidade, e aceitação. Há certos indivíduos e grupos que gostariam de pensar que eles são O povo do arco-íris e na realidade se tornaram de mente fechada, incapazes de aceitar quem não abraça seus dogmas nova era ou quem oferece novas perspectivas alternativas.

O movimento Rainbow (arco-íris) tem demonstrado que ainda é possível viver em harmonia com a terra e uns com os outros. Rainbow Gatherings (encontros do movimento Rainbow) ao redor do mundo continuam a acontecer, livre da sociedade 'normal' e vivendo uma democracia idealista e ainda efetiva de 'consenso total'. Entretanto, nós precisamos expandir para estabelecer mais comunidades auto-sustentáveis de longa duração.

Essa profecia Hopi é também chamada 'a décima terceira tribo', sendo uma nova tribo global que emerge da união das 'doze tribos' ou raças-raiz da humanidade. Essas 'doze tribos' também existem na Bíblia, cuja profecias trazem uma afinidade estranha com muita das profecias Hopi. Enquanto a a bíblia não faz nenhuma referencia a uma décima terceira tribo - e ainda a religião patriarcal cristã é responsável por marcar o treze como um número do 'azar' por causa de sua relação com os círculos femininos/lunar - e é interessante notarmos que com seus doze discípulos Jesus se torna o décimo terceiro.

Eu tive uma visão intensa de um tear de chakra em grupo relacionada a ideia de uma décima terceira tribo, que simbolicamente une muitos dos paradigmas culturais e correntes aeonicas discutidas aqui. Foi manifestado como o tear da décima terceira tribo.

A regra de 'sem eletricidade' em muitos 'Rainbow Gatherings' fazem uma quebra renovadora na sociedade orientada por aparelhos em que muito de nós vivemos; mas alternativas de longo termo também devem ser solicitadas - novas tecnologias limpas que trabalham junto com a biosfera da terra, ao invés de contra ela. Isso está começando a acontecer. A tecnologia digital está mais refinada e amigável ecologicamente que os monstros toscos da era industrial, e a informação eletrônica reduz a necessidade de papel das árvores.
É muito tarde para voltar a trás para uma era sem tecnologia moderna. Enquanto aprender a viver simplesmente na terra desligados, sem depender de aparelhos, é um processo vital - especialmente se nossa sociedade tecnológica entrar em colapso ou auto-destruição - nós também precisamos nos mover adiante em harmonia tecnológica com nosso meio-ambiente. É a atitude de humanos, a cobiça e a exploração, que nos coloca em perigo ao invés de ferramentas. Nós devemos pensar mais sobre o que nos fazemos, e criar de acordo, ao invés de se apressar ambição cega e linear a curto prazo.

No 'Fator Maya' (Editora Cultrix., ed. 8, 2009) Jose Arguelles escreve sobre ir 'além da tecnologia' afirmando corretamente que "o conforto tecnológico do século 20... é um encerramento dos campos dos sentidos e um estreitamento de percepções... tal como um animal preso sufocado com seus próprios excrementos."

Tecnologia também está fazendo muitas coisas maravilhosas para nós e nosso planeta; oferecendo desenvolvimentos incríveis na ciência medica e comunicações globais. Descobertas recentes na bioengenharia genética e nanotecnologia, sugerem que esse campo irá avançar nos próximos dez anos na mesma proporção que tecnologia de computadores avançou nos últimos dez anos ou talvez até mais rápido, oferecendo possibilidades em que a ciência poderá redefinir nossa própria carne e formas, mais cedo do que nos imaginamos. Eu acredito que nós podemos nos mover através da tecnologia para o próximo paradigma, nossa tecnologia irá se desenvolver até nós criarmos praticamente qualquer realidade física que nos desejarmos. No ponto em que nós realizarmos esse potencial infinito, cada vez mais pessoas irão se tornar consciente de nossa própria divindade inerente e realizar que nós não precisamos de nenhuma ferramenta para isso: 'tecnologia' se tornará obsoleta quando nós transcendermos o paradigma materialista-cientifico via sua ultra-manifestação enredado com nosso próprio DNA nos trazendo de volta para nosso próprio poder do DNA latente (e o vasto 'junk DNA/Matéria Negra' que não usamos)

O único verdadeiro bloqueio para esse potencial é o abuso da tecnologia, pois seu desenvolvimento aparenta estar atualmente focado em lucro a curto-prazo de produzir 'criaturas de conforto' para nos isolar dos problemas de nosso mundo e cultura, ao invés de lidar com eles. A mudança envolve um aumento de conscientização da teia da vida, da interconexão delicada e sutil entre todos os seres - os humanos como animais, outros animais, plantas e minerais.

Arguelles também fala do uso da rede global de computadores e templos radiosonicos de sons harmônicos (a antiga dança de transe a noite toda revivida através dos festivais 'techno' - mesmo os encontros mais mainstream tem um vago sentido de ritualismo a respeito deles) - alguma profecias desde que 'O fator maya' foi publicado, se manifestaram.

Enquanto que algumas interpretações pessoais e projeções do Arguelles foram talvez super-otimistas e imprecisas, suas premissas básicas aparentam ser bastante sólidas. Ele viu na cultura Maya, a incrível civilização avançada que eles foram, fazendo gráficos de movimentos astronômicos e círculos do tempo com uma precisão igual a providenciada pelos nossos instrumentos modernos. Seus calendários foram além do simples mapear das maquinações físicas do sistema solar, nos mostrando como a informação viaja de Hunab Ku, o centro galáxia, até nós via nosso sol.

Um sacerdote Maya moderno, Hunbatz Men, afirma no seu livro 'O Maya: ciência/religião' que para a antiga cultura Maya não havia diferença entre a ciência/tecnologia e magia/religião. Mitos são matemática, cada número sendo um simbolo metafórico importante ao invés de ser somente um meio de cálculo. De maneira similar, na tradição esotérica ocidental da Qabalah, números tem seu significado além da capacidade de um mero instrumento de medida. Os valores simbólicos dos sephiroth são de fato, extramente similares a numerologia Maya de 1-13 como descritos no livro do Arguelles.

A divisão entre ciência e magia, começando com a 'era da razão', quando a industria e a 'racionalidade' começaram suas investidas, que tem sido amplamente responsáveis pela atual crise planetária. A praticabilidade material sacrificou a estética e a mitologia na busca pelo conforto mundano e a conformidade. Mas gradualmente essa dualidade está sendo transcendida. A 'Ciência' está começando a reconhecer as possibilidades que tem sido conhecidas no mundo da magia há um longo tempo.
A física quântica, a teoria do caos e similares, permitem os fatores aleatórios e saltos de perspectiva que ficaram confinados por um longo tempo nos reinos do misticismo. De maneira similar, a magia tem se tornado mais 'cientifica', redefinindo sua metodologia, abraçando o paradigma quântico/do caos, e vêm empregando a tecnologia moderna como uma outra ferramenta mágicka. No atual estado de nossa divisão prolongada é difícil apreciar totalmente essa síntese. Talvez nossa tecnologia irá se desenvolver a tal ponto onde possamos manipular a matéria quase que instantaneamente com a magia de nossas mentes.

"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Aeon da ascensão de Cthulhu

Por Tenebrous

Tradução: AShTarot Cognatus.
Colaboração: Daath Orion

"Também não é para se pensar... que o homem é o mais velho ou o último dos mestres da Terra, nem que a massa comum de vida e substância caminha sozinha. Os Antigos foram, os Antigos são e os Antigos serão. Não nos espaços que conhecemos, mas entre eles, caminham serenos e primitivos, sem dimensões e invisíveis para nós. Yog-Sothoth conhece o portal. Yog-Sothoth é o portal. Yog-Sothoth é a chave e o guardião do portal. Passado, presente e futuro, todos são um em Yog-Sothoth. Ele sabe por onde os Antigos entraram outrora e por onde Eles entrarão novamente..."
H.P. Lovecraft, O Horror de Dunwich (como sendo do `Necronomicon')
O século em que nós vivemos testemunhou o nascimento de um Novo Aeon; ou ainda, o retorno de energias e entidades, através de vastos abismos de tempo e espaço, de eras primitivas que antecedem por milênios o aparecimento da humanidade na Terra. Em seu principal conto de mitos, O Chamado de Cthulhu, Lovecraft esboçou os primeiros presságios de seu retorno, as bordas externas de cuja pericosis (intercessão) com nosso próprio continuum é detectado pela "antena" de poetas, escritores e artistas sensitivos e incrivelmente sutis - mais especificamente estes que já são alinhados com o conceito de "exterioridade" através de suas próprias explorações de assuntos alienígenas, exóticos, bizarros. E de fato,  é através do trabalho de tais artistas que as primeiras alusões e descrições dessas forças e entidades encontram expressão.
Esse "Novo Aeon" atualmente é conhecido por uma variedade de nomes por diferentes cultos: a "Era de Aquário" astrológica; O "Aeon de Hórus" Thelemico, inaugurado pelo avatar Aiwaz, em 1904 e.v.; O "Aeon de Maat" de Frater Achad, a Era da Verdade e Justiça; e por aí vai. Para o corpo particular de magistas, artistas, escritores, e outros visionários do mito de Cthulhu que constituem a Ordem Esotérica de Dagon (E.O.D.), a era emergente é reconhecida como o Aeon da ascensão de Cthulhu, com referencia ao trabalho de ficção profético de H.P. Lovecraft, como delineado acima. Como a sua descrição da onda inicial de energia Aeonica (que tem efeitos drásticos no sonhos de indivíduos "sensitivos" ao redor do mundo) coincide com a ascensão da ilha de R´lyeh em 28 de fevereiro de 1925 e.v., a E.O.D. enumera este evento como Ano Um, A.C.
Entretanto, antes que o influxo completo dessas forças ancestrais no nosso continuum de espaço-tempo presente possam ser facilitadas, os portais primordiais e secretos devem ser localizados, e abertos, para permitir acesso dos que estão "fora dos círculos dos tempos". Esse portal foi descrito por Lovecraft como um dos próprios Grandes Antigos - "O nocivo Yog-Sothoth que espuma como lodo primordial em caos nuclear em seu posto avançado localizado na mais profunda inferioridade de espaço e tempo." Como guardião do portal, ele é sinônimo com Choronzon. Este próprio "posto avançado localizado na mais profunda inferioridade" seria uma abertura ou janela para a dimensionalidade dos Grandes Antigos (Universo B), é a estrela Sothis, ou Sirius.
Por sua vez, o portal de forças do Novo Aeon (Yog_Sothoth) é identificado com a "não-Sephiroth", Daath, na Árvore da Vida qabalistica. Como explica Kenneth Grant:
"Agora é possível ver o fluxo continuo e evoluções de Aeons ocorrendo simultaneamente e passando pelo mundo da anti-matéria. O Yog (ou Yug... um aeon ou era...) de Sothoth é o contraponto - como o Aeon de Set-Thoth, ou Daath - de seu gémeo, o Yug-Hoor, ou Aeon de Hórus. Yog-Sothoth é o portal através dos aeons para a estrela-fonte além de Yuggoth, o Yug ou Aeon de Goth."
Fora dos Círculos do Tempo (Outside the Circles of Time, p. 214)
Portanto, o conhecimento e a formula pelo qual este portal pode ser reaberto, só pode ser percebido através do vórtex negativo de Daath. No caso, do próprio Lovecraft, que na sua vida desperta negou veemente a real natureza do material que ele estava lidando, o processo de apropriação foi quase que completamente subconsciente, ocorrendo através  da experiências nos sonhos.  Como seria esperado, as visitas de tais revelações ultra-cósmicas e inumanas tomaram a forma dos pesadelos mais horrorosos. 
Pela mesma razão, esses iniciados da E.O.D. que estão trabalhando para a abertura do portal de Yog-Sothoth devem estar preparados para realizar essa descida mais perigosa ao abismo de Daath (o assim chamado "falso conhecimento") afim de ativar essa formula efetivamente. Esse processo envolve a projeção de parte de si-próprio nesses espaços "intermediários", do quais Lovecraft faz repetidas referencias, e que constituem a existencialidade dos próprios Grandes Antigos. É aqui que esse "falso conhecimento" (descrito por Lovecraft como um grimoire, Necronomicon) pode ser descoberto e recuperado, trazido novamente através do vórtex de Daath, e finalmente dado uma manifestação externa concreta e real.
-oOo-