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domingo, 20 de março de 2016

A noite negra da destruição

Pintura do administrador do NBM Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Chhinnamasta.

Por NBM Carolina do Sul
Tradução AShTarot Cognatus

O nome Kalaratri, traduzido como "Noite Negra" ou "Noite Negra da destruição", apresenta uma manifestação particularmente violenta e destrutiva da deusa Kali. Idêntica com Bhairavi (ainda que mostre funções administrativas particulares pelo seu nome), essa forma da deusa é adorada como a deidade principal de dois locais diferentes dentro da organização New Bihar Mandir (NBM) - como Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Bhairavi em New Yama Loka localizado em British Columbia, Canadá, e Suas Senhorias Shree Shree Kalki-Kalaratri localizadas nos Estados Unidos.

De acordo com David Kinsley, Professor de Religião na Universidade MacMaster, Canadá, no influente livro “Tantric Visions of the Divine Feminine” (Visões tântricas do divino feminino) no que diz respeito a Kalaratri, "Ele é identificada com Mahapralaya, a grande dissolução no fim do ciclo cósmico, durante o qual todas as coisas, que foram consumidas pelo fogo, são dissolvidas nas águas sem forma da pré-criação."

Mais tarde nesse livro, Kinsley faz referencia a Kalaratri novamente na discussão da Mahavidya Kamala, "Como um Mahavidya, Kamala também se tornou associada com qualidades temíveis, que estão totalmente em falta no seu culto e adoração fora desse contexto. O hino de suas centenas e milhares de nomes no Sakta-pramoda, por exemplo, chamam-na Kalaratri (um nome terrível para Kali), "Aquela que usa uma guirlanda de crânios", "Ela cuja forma é terrível", Ghora (horrível), Bhima (terrível), e Tamasi: escuridão, literalmente, "Aquela que é tamas guna."). Apesar de qualidades benignas e auspiciosas dominam seu caráter como uma Mahavidya, uma dimensão perigosa e temível está sugerida nesses cognomes."

Para aqueles desejosos de verificar a natureza de Kalaratri em relação a suas atividades primárias macrocósmicas e sua natureza, como a corporificação do Mahapralaya, recomenda-se que seja utilizado como fonte primária de estudo, o Srimad-Bhagavatam como publicado e distribuído pela Bhaktivedanta Book Trust (disponíveis nas versões online no Vedabase.com) O Srimad-Bhagavatam é distinto entre os puranas na veracidade dar uma imagem ampla das atividades cosmológicas que acontecem durante e as que guiam até o fim de uma kalpa, ou a dissolução completa como ocorre na noite de Brahma.

De acordo com o Srimad-Bhagavatam, no final do ciclo cósmico, o terceiro olho do Senhor Shiva irá abrir e de sua testa, em fúria, irá surgir onze expansões conhecidas como Bhairavas, cada uma possuindo e exibindo uma qualidade particular utilizada afetando a dissolução. Antes do terceiro olho do Senhor Shiva se abrir e sua dispersão de Bhairavas, o Senhor Shiva irá transmitir através de meios telepáticos, as instruções de como afetar a destruição cósmica através de sua deidade adorável que é conhecida alternativamente pelos nomes Tamasi (que significa as trevas puras, inalteradas), Anantadeva ("Serpente eterna"), Ananta ("Eterno") e Sesa Naga ("Serpente de milhares de cabeças"), todas dos quais são O próprio VISHNU.

Ainda que Kinsley, identifica Kalaratri com Mahapralaya, mais tarde no seu livro sobre as Mahavidyas ele identifica outra Mahavidya, Dhumavati, como sendo manifesta dentro do próprio Mahapralaya: “Dhumavati é falada geralmente como uma manifestação do Mahapralaya, a grande dissolução do universo no fim da grande era cósmica. No Prapancasarasara-samgraha, Ela é dita ter a aparência "negra como as nuvens acumuladas durante a dissolução." No seu hino de mil-nomes, Ela é chamada "Aquela cuja forma é Pralaya. Um autor disse que ela aparece no fim dos tempos, quando até mesmo Mahakala, o próprio Shiva, desapareceu. Portanto, Ela está sozinha, Ela aparece como uma viúva e nessa forma representa "o poder do tempo, fora do tempo e espaço." Outro acadêmico diz que Dhumavati "personifica a destruição do mundo por fogo, quando somente fumaça e suas cinzas permanecem." Além de nome e forma, além das categorias humanas, sozinha e indivisível, como uma grande dissolução, Ela revela a natureza do conhecimento último, que é sem forma e não conhece divisões entre bem ou mal, puro e impuro, auspicioso e auspicioso."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Culto de Nrsingadeva


O Culto de Nrsingadeva é um braço secreto do Templo de Azagthoth para o propósito expresso de estudo pessoal de vampirismo como relacionado dentro do épico de criação chamado Bhagavad-Gita. Nosso nome é herdado de Nrsingadeva (também pronunciado Nrsimha, Nrsimhadeva) que está presente especialmente dentro dos cultos vaishnavas da Índia. O Senhor Nrsingadeva é a personificação da ira de Krishna, Nrsingadeva é o protetor, representante da origem astral e obscura do estado exterior do vampiro vivo. Nós trabalhamos individualmente para o objetivo de estudo dentro do Bhagavad-Gita e nos abrir, bem como manter essa corrente. Esse culto é somente para aqueles que procuram a experiencia pessoal através da aplicação direta da mudança alquímica e exposição aos poderes inerentes nas tradições védicas. A sabedoria védica deve ser obtida, só mais importante que isso, o vampiro deve experimentar sua própria entrada individual na Divindade na forma de Nrsingadeva. Nós estamos envolvidos na prática de criar nexions físicos e psíquicos do Acasual, drenando a essência do sangue, e existência das raças vampíricas em relação as tradições indianas antigas. Somente os indivíduos dedicados são requisitados a provar sua dedicação para a exploração e o cultivo de vampirismo de acordo com Nrsingadeva. Rama Rama Hare Rama Hare Rama Rama. Pessoas interessadas devem contatar Lord Emperor Norduk no email: wampyrism@...


Nota: O Templo de Azagthoth aparenta estar desativado agora. O Sahajiya Sinistro não tem nenhuma conexão com esse grupo. Esses textos estão aqui somente para trazer uma perspectiva do Caminho da Mão Esquerda da tradição Hare Krishna.

Tradução: AShTarot Cognatus

Fonte: http://sinistersahajiya.blogspot.com.br/2012/04/cult-of-nrsingadeva-cult-of-nrsingadeva.html

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Krishna: o maior magista

Sri Srila Bhakti Ballabh Tirtha Maharaja.
Traduzido por Ramananda Das
Tempestade
Muitas pessoas perguntam sobre essa fotografia. Ela foi tirada por Bindu Madhava das da França, na segunda-feira de 16 de agosto de 1999, durante a época que Srila Bhakti Ballabh Tirtha Maharaj e sua comitiva estiveram em Phoenix, Arizona. Um programa bastante incomum foi organizado para aquela noite em um lugar chamado “Centro Templo da Montanha” que era a casa de um magista local chamado Michael Crowley (um descendente de Aleister Crowley). Michael é uma pessoa muito humilde e atencioso e ele desejava muito que Maharaj viesse falar no seu Centro. O Centro fica no meio de uma montanha em preservação que percorre o centro do norte de Phoenix. Devido ao tamanho pequeno da casa, foi decidido que o programa fosse do lado de fora da casa. Lá, Michael construiu um Stonehenge em miniatura. O programa aconteceu dentro deste circulo.

Mais cedo naquele dia, Maharaj perguntou sobre a natureza do programa daquela noite. Quando ele ouviu que o programa seria na casa de um magista, Gurudeva disse, “Ah-ó!” e começou a contar estórias amáveis dos seus encontros em sua juventude com os yogis da vila. Ele contou um conto da vez que ele e alguns garotos da vila tentaram chegar perto de um desses yogis. Este yogi em particular era tão poderoso, que ele construiu uma barreira de calor ao redor dele mesmo, para que ninguém mais pudesse chegar perto e perturbá-lo. Os garotos correram e fugiram deste lugar. Depois de contar essas histórias, Maharaj permaneceu sozinho para construir a aula daquela noite em sua mente.

Phoenix é um vale deserto, mas permanece aos pés da Montanhas rochosas e como tal, há chuvas de verão. Aquela noite, as nuvens estavam surgindo, ficando cada vez mais escuro, e uma tempestade pareceu prestes a ocorrer. O programa começou perto do por do sol, e naquela hora Maharaj perguntou, como ele sempre faz, quem era o anfitrião do programa. Michael foi apresentado a ele e Maharaj disse-lhe que ele ouviu que ele era um magista. Michael confirmou que ele era.

“Bem, o que é magia?” Maharaj começou, e ele contou muitas anedotas pessoais sobre magia e magistas. Ele também deu alguns exemplos humorosos citando a tecnologia moderna e a mídia como forma de magia. Neste pequeno espaço nós não iremos nos conteúdos destas historias, mas ele terminou essas histórias dizendo... “Estes são exemplos da magia do homem... e o que são essas demonstrações de magia?... elas são ilusões....”

“Mas, quem é o maior magista?” ele perguntou misteriosamente. Nas montanhas, o vento começava a soprar... No vídeo do evento, o chadar do Maharaj pode ser visto balançando com os ventos fortes. As nuvens começaram a ficar mais espessas.
“O Senhor Supremo Sri Krishna é o maior magista...” Agora, há um raio no céu e trovões ressoando por todo o vale. As coisas começam a cair do altar que Michael construiu. Tudo isto é visível e audível na fita de vídeo.... mesmo quando a própria câmera de vídeo se torna instável devido ao vento e tem que ser segurada com força.

“Esta é a magia de Krishna, “ diz Maharaj, apontando para as nuvens de tempestade e os raios.

Para demonstrar como Krishna é o maior magista, Srila Gurudeva narrou a maravilhosa história de Markedeya Rsi. Depois, ele contou a história que foi o destaque da noite, uma narração muito longa e bonita aonde Narada Muni pergunta a Sri Krishna se ele pode ver sua potência de Maya.

Maharaj explicou que, na medida que Narada Muni se lembrar de Krishna, não haveria possibilidade de Krishna lhe mostrar sua Maya, mas para demonstrar sua Maya a pedido de Narada, Krishna arranjou um cenário muito complicado. Pegando Narada Muni de guarda baixa, Krishna lança Narada para nadar em um belo lago. Narada mergulha e quando ele vem a superficie, Krishna desapareceu. O próprio Narada foi transformado em uma mulher.

“Ela” não podia se lembrar de Krishna. Ela não podia nem mesmo se lembrar de quem ela mesmo era. A mulher se viu mergulhada em um mar de ondas pedregosas. “Quem irá me salvar?! Quem irá me salvar?!” ela chora. Um rei vem e a salva. Ela é imediatamente cativada por sua beleza. Por fim, Narada como uma mulher toma refugio deste rei e seu reinado. Ele se casa com ela e eles tem 50 filhos. Ela é tão apegada por seu marido, seus filhos e seu papel como uma rainha que ela não tem tempo para ir ao templo para executar bhajan. Com o tempo, os filhos se casam e devido as invejas internas entre as esposas dos filhos, surge uma guerra entre os filhos por disputas de terra. Eventualmente, todos os filhos são mortos.

De volta a Phoenix, relâmpagos enchiam o céu. É a luz natural demonstrada por detrás da aula. Trovões estão ecoando mais alto pelas montanhas e o vento está ganhando força. Os devotos estão com medo que a qualquer momento, eles serão pegos em um dilúvio que é típico do deserto monção nessa época do ano. Alguns poucos devotos estavam por destrás do encontro, planejando como empacotar tudo rapidamente e manter Gurudeva seco caso surgisse a necessidade de escapar rapidamente.

Narada enquanto rainha é devastado. Ela está suicida pela perda de seus filhos. Krishna vem para ela na forma de um brahmana. Ela não reconhece Ele, mas somente o vê como um brahmana. Ela chora para Ele dizendo que o Senhor Supremo deve ser muito estupido, “Ele é um cabeça de vento!” Maharaj a cita. Se ele leva os filhos de todos desse modo, então a criação irá cessar porque quem irá querer ter filhos somente para sofrer essa dor? Krishna como um brahmana pede a rainha para fazer algumas abluções no lago para que ela possa ter alguma paz na mente. Depois de alguma persuasão, ela vai ao lago. Quando ela tira sua cabeça das águas, “ela” é ”ele” novamente, e Narada vê Krishna permanecendo nas margens do lago.

No momento que Narada vê Krishna, ele se lembra quem é Krishna, quem ele próprio é e também tudo o que se passou. Com um tanto de embaraço, ele relata ao Senhor tudo o que ele experenciou.

“Portanto,” Krishna diz, “Esta é minha Maya! Assim que você me esquece, Maya vem. Se você se lembrar de mim, Maya nâo pode vir. Você quer ver de novo?”

“Oh não! Não!” Narada repetiu enfaticamente. “Por favom Eu não quero ver novamente.”

Maharaj conclui... “Portanto, enquanto nos relembrarmos Krishna, Maya não pode vir. O momento que nos esquecemos Krishna, Maya vem.”

“Então... você veja.” Maharaj explica, “Krishna é o maior magista. Tudo isto”, Maharaj dize enquanto aponta para o céu e as montanhas ao nosso redor, “isto é ilusão... ilusão de Krishna... não ilusão feito pelos homens.”

Então ele se vira ao nosso anfitrião e brincando lhe pergunta, “Você pode fazer isso?”

Michale sorri e humildemente admite que ele não pode. O vento começa a diminuir e os trovões ficaram mais fracos. Os relâmpagos não são mais visíveis. O devotos pensaram que a tempestade passou por eles.

Depois de levarem Maharaj para o carro, os devotos distribuiram prasada para os convidados e falaram com eles por uns minutos enquanto eles empacotaram as coisas e se preparavam para sair.

Enquanto eles desceram a montanha dirigindo o carro, eles ficaram fascinados. Para sua surpresa o chão do pé das montanhas tinha sido poupada da inundação. Isto é absolutamente verdade e todos os devotos testemunharam isto. O cético pode dizer que é coincidência, mas se o Senhor Supremo Sri Krishna, Senhor de todos os Senhores, pode sustentar todos os universos com uma fração de sua “magia”, então que dificuldade é para ele segurar a chuva de derramar na cabeça de seu mais querido associado, o devoto puro?

Quando nos vemos esta foto, nos devemos sempre se lembrar quão afortunados nos somos de ter tido a graça de Srila Gurudeva, e todos os nossos respectivos Gurudevas, somente por ter vistos eles e ouvidos deles. Que essa nossa grande boa fortuna, dentro deste mundo de ilusão de Krishna, é certamente a maior magia de todas.

Fonte: http://srichaitanyagaudiyamath.blogspot.com.br/2010/03/krishna-o-maior-magista.html

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sahajiya Sinistro


O Sahajiya Sinistro é um grupo de indivíduos, tentando explorar o sahajayana e o caminho sinistro. O sahajayana é uma tradição na Índia em que as pessoas seguem afim de alcançar o estado espiritual de sahaja-samadhi. O caminho sinistro ou caminho da mão esquerda é uma tradição no ocidente de autonomia espiritual e um espirito rebelde contra a mentalidade de massa. O Sahajiya Sinistro é um novo ramo da tradição Sahajiya Vaishnava tentando desenvolver o Sahajiya Vaishnava no contexto atual do caminho da mão esquerda, ambos no ocidente e oriente. Nossa abordagem é uma zona livre de dogma, onde você pode viver a sua própria maneira, usando nossos ensinamentos para viver uma vida melhor com mais êxtase. Nós pegamos muitos ensinamentos da tradição Gaudiya Vaishnava, mas nós usamos a nossa própria maneira. Sahajayana é para o Gaudiya Vaishnavismo, o mesmo que Satanismo é para o Cristianismo.

Nós tiramos inspiração do Sahajiya Vaishnava, Gaudiya Vaishnavism, Bauls da Bengala, Thelema, sistema septenário da ONA, Magia do Caos. Se você já trabalha com algum desses sistemas, você será encorajado a ir adiante e trabalhar com nossa visão de mundo, desenvolvendo sua própria sadhana (prática) sozinho ou com minha guia. Nós estamos ocupados em sadhana-bhakti (a prática do serviço devocional) para nosso Senhor Negro Krishna, também chamado Syama (Negro). Ele cria o jogo para desfrutar mais e para ter mais êxtase servindo-o.

Shyamasundara Das Babaji
Tradução: AShTarot Cognatus

terça-feira, 16 de junho de 2015

Yashoda-lila

“E quem é o macaco, mamãe?”

“Como assim seu patife? Você sabe quem é! Fale-me você quem é o macaco!”

 “Hanuman! Hanuman! Hanuman!”

Com esta declaração de sua resposta, o jovem menino retorce seu rosto (expressando alguma emoção obscura que somente aqueles muito novos podem entender de verdade), aperta o tecido brilhante do sari de sua mãe mais e corre rapidamente para fora do sofá, pelo corredor – e para fora da porta.
Por um breve momento entre a ação da porta sendo aberta e então batendo para fechar novamente, os sons vindos de fora emanaram de maneira fluida pela casa...
 As crianças rindo, o som de brahmacharis (monges) trabalhando com suas motosserras ao redor do novo mandir (templo) de Srila Vishnupada, e o soar da concha anunciando o inicio do arati da noite (cerimônia de adoração) no templo reunindo a todos em um coro unificado e singular.
E então, a porta fecha, bloqueando todas as atividades além dos perímetros da casa, todas essas emanações cessaram de maneira brusca. No lugar disso entra o silencio inebriante e aquático da noite que era dolorosamente familiar ao menino da mãe, que era chamava Kaitlyn; mas que agora era chamada mais de “Mãe Yashoda” desde sua iniciação como discípula de Srila Vishnupada vários anos atrás.
Yashoda olha para a ilustração que ela e seu filho estavam examinando. No desenho, Hanuman (o devoto da Suprema Personalidade de Deus com rosto de macaco) ajoelhado no meio de uma floresta noturna etérea, suas mãos prostradas em respeitosas reverencias diante do Senhor Ramachandra. A estranha beleza da pele verde do Senhor Rama é quase que intoxicante. É essa mesma atração que a trouxe ao movimento há muitos anos atrás, quando ela era ainda somente uma estudante de faculdade do centro-oeste tentando duramente se adaptar à Mile-High City (Denver). Nesse período de tempo, Srila Vishnupada ainda não tinha se tornado Stryadhisa Maharaja – mas era simplesmente Stryadhisa dasa, um brahmachari com vários anos de experiência na vida de ashram (monastério).
Kaitlyn estava em Denver somente por pouco mais de seis meses quando ela encontrou os devotos pela primeira vez. Ela deixou sua casa imediatamente depois do colegial – se despedindo do que ela via como sendo sua cidade-pequena e seus pais de mentalidade fechada – mórmons fundamentalistas estritos, colonizando a terra austera “com militância, para Jesus” (uma frase que foi cauterizada em sua mente em mais de uma ocasião durante as “conversas disciplinadoras” de seus pais com ela e sua irmã.)
Sua criação somente serviu para pavimentar ainda mais sua tendência rebelde inata para qualquer autoridade. Ela, diferente dos contemporâneos freqüentando a universidade, não estava interessada em “lutar contra o sistema” através do que ela via como uma miríade de perfeitamente irrelevantes “reuniões de interesse do campus”.
 Ela estava consciente dos seus próprios poderes de manipulação e, embora praticasse em arenas pequenas e insignificantes (pelo menos no começo), ela já havia testado suas habilidades em cada oportunidade que aparecia.
Mãe Yashoda sorri para si mesma, se lembrando desses primeiros dias durante sua conversão. O templo que ela fazia serviço era relativamente liberal (em comparação com alguns) e a ela foi proporcionada a oportunidade de se esgueirar com Stryadhisa para conversar um pouco durante seus grupos de sankirtan (canto congregacional).
 Uma bhaktin (devota não iniciada) solteira e um sênior brahmachari (ou qualquer brahmachari!) poderem ter qualquer tipo de conversa particular, é algo que não se ouvia falar nem mesmo em um templo ´liberal` - mas tal como era, as autoridades do templo não sondavam profundamente os assuntos de Stryadhisa Brahmachari ou Bhaktin Kaitlyn; e por uma boa razão. Ambos Stryadhisa e Kaitlyn eram inigualáveis no reino da distribuição de livros do grupo de Sankirtan. Eles receberam fama nos relatos da BBT (editora Hare Krishna) e a sua reputação no templo (sem mencionar suas finanças) aumentavam grandemente pelo feito desses dois jovens e ambiciosos devotos.

Quando em sankirtan espalhando a misericórdia de Krishna, Stryadhisa abordava os karmis (materialistas) com a perícia de um especialista; cegando-os com sua refulgência intelectual. As vezes, os karmis que pareciam particularmente hostis no começo iriam ser vistos minutos mais tarde andando de Stryadhisa com uma expressão de espanto – carregando um conjunto de livros caros e de capa dura em suas mãos.  Essas travessuras pitorescas de sankirtan eram, geralmente recontadas pelos devotos ao redor de copos de leite quente adocicados com açúcar e puris a noite, logo começaram o rumor de Stryadhisa Brahmachari ser abençoado com “misteriosos poderes de persuasão”.
O sucesso de Bhaktin Kaitlyn em encher os cofres do templo foi um pouco diferente ainda que pouco mencionado oficialmente em um movimento onde “eu não sou esse corpo” é freqüentemente frisado como uma máxima oficial.
Kaitlyn era de uma beleza atlética e ágil – com cabelos loiros nórdicos, longas pernas e curvas em todos os lugares corretos. Combine esses atributos admiráveis com o vestuário exótico do sari, jóia do nariz, pulseiras e alguns dos ricos homens de negócios do centro da cidade de Denver iriam parar qualquer coisa para gastar outros vinte e cinco dólares por algum livro sagrado Védico em troca de um pouco mais de sua presença.
Desde cedo, Stryadhisa e Kaitlyn eram “o time dos sonhos” – eles eram o tipo de devotos que outros devotos eram encorajados a imitar. Eles levavam o templo às alturas com seu mundanismo sagaz combinado com o que parecia um entusiasmo limitado pelos aspectos esotéricos do serviço devocional.
Se não fosse abençoada com o néctar da associação intima de Srila Vishnupada obtida antes, pensava Yashoda, ela não teria permanecido na Sociedade.
Através de estimulantes monólogos em vários tópicos, Vishnupada levou suas percepções do Gaudiya Vaishnavismo além dos padrões da fé e ofereceu a Yashoda uma forma de seguir o caminho de Volta ao Supremo de uma outra maneira.

Ela aprendeu a andar no fio da navalha entre rendição total as forças de Radha-Krishna e uma determinação implacável para ascender no causal e acausal. Estes pensamentos de Yashoda foram repentinamente interrompidos, quando Parashurama Dasa entrou.

“Hare Krishna, Parashurama Prabhu!”

“Haribol, Mãe Yashoda!”

“Como está indo o trabalho na nova casa de Srila Vishnupada, prabhu?”
“Ótimo! Simplesmente fantástico! O design tetraédrico da construção é maravilhoso... e os afrescos de reprodução das imagens do Senhor Nrishimha e Senhor Kalki de Jadurani Devi Dasi nas paredes no interior! Ual! Srila Vishnupada deve ser muito querido ao Senhor Krishna, é tal raro de encontrar uma alma liberada como ele!”
O rosto de Parashurama estava saturado de suor e as veias desse homem musculoso trabalhador estavam proeminente inchadas. O aposento estava repleto com as emoções elétricas do fanático.
Uma catarata fantasma passou pelos olhos de Mãe Yashoda – ela foi devagar ao responder.
“Sim, prabhu... nós fomos muito afortunados de ter Srila Vishnupada como nosso mestre espiritual...”
O rosto de Parashurama ficou branco em pensamento, por um breve momento, antes de ele começar a mover de maneira inquieta suas contas de japa.
Ele não pode deixar de notar como Mãe Yashoda, que deve estar beirando os quarenta não aparentava nem um dia acima de dezesseis.

“Uh... Mãe... eu só queria deixar alguma papelada que o secretário de Srila Vishnupada enviou a você.”

“Obrigado, prabhu”.
Parashurama sorriu amplamente, feliz de ter executado um serviço importante e animado de estar em tal proximidade a Yashoda.

“Mãe Yashoda... eu vi Kalki Prabhu lá fora perto da floresta com os outros garotos jovens... ele é um líder!”

 “Sim, meu filho é o filho de Krishna”.

Yashoda olha de sua posição sentada e agarra o braço de Parashurama, e apertando de maneira afetuosa por um momento, e depois soltando.
“Haribol, prabhu”.

“Haribol, Mãe Yashoda”.

Mãe Yashoda olha para a parede, para o espalhafatoso calendário devocional de Bombaim que está pendurado lá.
Faltava somente nove dias para o dia vinte de abril e esse era o aniversário de Kalki. Ela e seu guru maharaja e alguns poucos outros de confiança. Iriam ao sul para celebrar, entre velhos amigos...

Pós-escrito:
1.) Stryadhisa dasa Goswami Maharaja - ´Srila Vishnupada´ foi um dos devotos mais rápidos ao atingir o status de guru iniciador depois de tomar sannyasa. Um sanyassi somente pode se tornar um mestre espiritual depois do seu próprio mestre espiritual “voltar ao Supremo”. O mestre espiritual de Srila Vishnupada desapareceu misteriosamente depois de chegar à Rússia em uma viagem missionária. Vários dias após seu desaparecimento, Swami Vishnupada foi descoberto com um tiro na cabeça, perto da região de Volga. Suspeitou-se de uma seita obscura dos Khlysty, mas ninguém foi preso.
2.) Kalki dasa (filho de Kaitlyn Katrina Kopp a.k.a. `Yashoda´ - pai desconhecido) foi concebido em Agosto de “___” quando sua mãe foi impregnado durante uma re-encenação clandestina de dança conjugal de Shri Krishna e de Seus passatempos com as gopis principais, em um local não divulgado em algum lugar entre a Carolina do Norte e Georgia. Dança do crepúsculo – homem pintado de azul.
3.) Uma versão do rito dos Nove Ângulos executado na mesma noite de Agosto de “___”yf. Após nove meses, “Kalki dasa” nasceu de Katrina Kopp. Seu aniversário é dia 20 de abril. Referencia ONA MS. ´Palavras de Vermiel.´
4.) Srila Vishnupada é um agente da TOB e é o Falcifer.
5.) Yashoda é Azanigin.
6.) Kalki é Vindex.
7.) Yashoda está se alimentando vampiricamente de Parashurama durante a conversa. (nota “drenando” seguido por uma “chuva de misericórdia” – Yashoda é uma vampira avançada i.e. “morto vivo ambulante.”

VELTON VINDEX
Tempel ov Blood
115yf eh

Retirado de “Contos de Influencia Sinistra (Tales of Sinister Influence)"

terça-feira, 26 de maio de 2015

Poder Ilimitado

Texto de Rudra Das Goswami.
Tradução por Fernando Indalencio Leandro.
Mahamantra"Muitos devotos, principalmente europeus e americanos, vêm para a Índia e querem descobrir os segredos do yoga, poderes tântricos, siddhis mágicos. E eles vão para todos esses supostos gurus, que lhes dão austeridades muito leves e pedem dinheiro. Muito dinheiro, sabe? Então, esses americanos, esses ocidentais, eles dão o dinheiro, e eles recebem alguns pequenos segredos do yoga, voltam para o Ocidente e abrem um estúdio e ensinam seu pequeno segredo, e cobram mais dinheiro. E o que isso começa? Karma. Karma para o guru que cobrou dinheiro, karma para o ocidental que pagou o dinheiro, karma para os alunos que pagam dinheiro para ir ao novo estúdio para aprender os pequenos segredos. Ah! E é realmente tudo por nada, é por pequenos siddhis que não valem tanto quanto um livro ou um telefone celular hoje em dia.

Escute, vou te contar um verdadeiro segredo. Se você quer o poder, o poder real, o poder como Vrtrasura, Naruda Muni, Arjuna, Mayasura, Bali Maharaj ou o Senhor Ravana, você só precisa de um segredo, uma prática. É um mantra, um mantra que pode lhe dar, literalmente, qualquer coisa que você quer, qualquer coisa que você precisa. Ah! Ouça com atenção, aqui está o mantra:

HARE KRSNA HARE KRSNA / / KRSNA KRSNA HARE HARE

HARE RAMA HARE RAMA / / RAMA RAMA HARE HARE


Você fixa sua intenção ou seu objetivo em sua mente, e então você canta este mantra, pelo menos 1.728 vezes por dia.

Se você é impaciente , você quer fazer um progresso real muito rapidamente, você canta 6.912 vezes por dia. Mas essa é uma severa austeridade, que exige dedicação real, e eu não acho que alguém a tenha hoje em dia.

Quando eu era jovem , eu queria ser um Aghori,  fazer rituais terríveis, e dormir no smashan, e ter uma Asuri ou raksasi por uma - você sabe - por uma esposa, e ter um monte de dinheiro e poder. Em outras palavras, eu queria ser um ocidental, porque eles fazem coisas terríveis, e as suas mulheres são todas raskasis, e eles têm um monte de dinheiro e poder, né?

Mas meu Acharya Sri Lalita das Thakur, me disse: "Prabhu, você canta este mantra, e você não vai se arrepender. Você vai ter a Asuri, você vai ter o dinheiro, mas você não precisa dessas coisas. Krsna é o que você precisa, e Krsna lhe dará todas as coisas maravilhosas e terríveis que você precisa. Mas quando você consegui-los, você não vai quere-los , você só quer Krsna". E eu confiei em meu acarya, e ele não estava errado afinal.

Então, hoje eu estou dizendo a você: você quer ter sonhos e visões sobrenaturais? Cante Hare Krishna. Você quer estar com uma Asuri ou Asura? Cante Hare Krishna. Você quer viajar para planetas diferentes e ver espíritos e obter poderes? Cante Hare Krishna. Você quer acabar com o aquecimento global, ou fazer com que a Yuga acabe mais rápido? Cante Hare Krishna. Você pode conseguir qualquer coisa, qualquer coisa por cantar Hare Krsna .

Mas quando você canta Hare Krishna, você vai perceber, eventualmente, que todas essas coisas não importam - apenas Sri Krsna importa, só servi-Lo e ser Seu amigo e servo. Em seguida, as outras coisas são apenas passatempos , são diversões para você e Krsna desfrutar - mas a verdadeira alegria é o próprio Krsna.

Lembre-se, todas as coisas , qualquer coisa, através de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / / Hare Rama , Hare Rama , Rama Rama , Hare Hare.

Através de Krishna, nós nos tornamos verdadeiramente liberados.

Somente através de Krishna, podemos nos tornar verdadeiramente liberados.

Jai Krishna !

Texto original retirado de: http://purushamedha.wordpress.com/2013/09/25/unlimited-power/

terça-feira, 12 de maio de 2015

O Caminho do Amante Secreto: Magia Sexual, Tantra & Tarot

Eu sou o Coração; e a Cobra está entrelaçada 
Sobre o invisível núcleo da mente. 
Ascenda, Ó minha cobra! 
É agora a hora da escondida e sagrada flor inefável. 
Ascenda, Ó minha cobra, para a luminosidade da flor 
No cadáver de Osíris flutuando no sepulcro! 
Ó coração de minha mãe, minha irmã, meu próprio, 
tu estas entregue ao Nilo, para o aterrorizante Tifão 
Ah eu! Mas a glória da tempestade voraz 
Enfaixa a ti e envolve a ti no frenesi da forma 
Seja ainda, Ó minha alma! Que o feitiço possa dissolver 
Ao se erguerem as varinhas, e se revolverem os aions 
Contemple! Na minha beleza como Tu és alegre, 
Ó cobra que carece da coroa do meu coração! 
Contemple! Nós somos um, e a agitação dos anos 
Vai até o anoitecer, e o Besouro surge, 
Ó Besouro! O zumbido da Tua nota dolorosa 
Seja sempre o transe desta trêmula garganta! 
Eu aguardo o despertar! 
A convocação do elevado Do Senhor Adonai, do Senhor Adonai! 
- V.V.V.V.V. Invocação da Kundalini 

No diagrama cabalístico da Árvore da Vida a experiência de união com o Amante Secreto tem lugar na sexta Sephirah, Tiphareth. Esta Sephirah corresponde diretamente ao Chakra Anahata, o Chakra do coração. No hinduísmo, o Conhecimento e Diálogo com o Santo Anjo Guardião é a energia Kundalini subindo ao Chakra do Coração. Não é mera coincidência que o culto tanto à Cristo como à Krishna encoraja você a “entregar seu coração” aos seus deuses respectivos ou se refere a divindade como vivendo dentro, abrindo acima ou vindo na direção dos corações dos devotos.
tetra
Como aprendemos no capítulo sobre a Cabala, a fórmula YHVH (Yod Heh Vau Heh) revela tanto o segredo do Espírito descendendo na Matéria como o segredo da humanidade retornando à Divindade.
he
Cada um de nós é o Heh (final), a Filha/Princesa dessa família Cabalística. Para descobrir nossa natureza Divina original, nós temos que primeiro nos tornar unos com:
Vau
Vau, o Filho/Príncipe que é ao mesmo tempo irmão e amante da Princesa. 

[Aqui é desnecessário teorizarmos sobre a natureza de Heh, a Mãe, e Yod, o Pai, pois até não estarmos unos com Vau não teremos capacidade suficiente de compreender a natureza dessas Supremacias.] 
penta
Heh tem o valor numérico Cinco e é simbolizado pelo Pentagrama. Os cinco pontos do Pentagrama representam os quatro elementos governados pelo quinto elemento, Espírito. Cinco representa o Microcosmo, “o pequeno mundo”, cuja última expressão é o Homem.
hexa
Vau tem o valor numérico Seis e é simbolizado pelo Hexagrama. Os seis pontos do hexagrama representam os seis Planetas dos antigos circundantes do Sol, que se encontra no centro do hexagrama. Seis representa o Macrocosmo, “o grande mundo”, que é a última expressão de Deus. Vau também é o símbolo especial do Santo Anjo Guardião.
A Grande Obra é a União do Cinco (Você) com o Seis (Seu Santo Anjo Guardião). 

A lógica diz que tudo no universo está conectado, que não há, de fato, nenhuma separação entre estes dois mundos. E é verdade. A divisão é uma ilusão. Conhecimento e Diálogo com o Santo Anjo Guardião é alcançado quando o mundo individual do Cinco se harmoniza e se alinha perfeitamente com o mundo do Seis. Conseqüentemente, o primeiro passo a ser dado na Grande Obra é aperfeiçoar seu mundo de Cinco através do equilíbrio do corpo, da mente, dos sentidos e das emoções. Muito disso pode ser cumprido através dos exercícios e meditações semelhantes aos citados no Capítulo Nove. 

Isto soa bastante trabalhoso. Você pode sentir que dominar o seu Eu e o seu ambiente antes de começar a Grande Obra é quase como dizer “para superar seus problemas primeiro você deve superar seus problemas”. E em algum aspecto é exatamente isso que nós estamos dizendo. Mas mesmo que a prática e a disciplina sejam sempre necessárias para te preparar como um recipiente satisfatório para o seu Anjo, o contato com Ele só será realizado através do processo de concentração devocional e, quando a própria oportunidade mágicka se apresentar, da rendição completa.
Devoção religiosa não parece ser tão fácil para os Ocidentais como é para os nossos irmãos e irmãs Orientais. Os evangélicos semi-alfabetizados de TV que aterrorizam os seus rebanhos em “rendição” espiritual nos mostram somente o “lado negro” da devoção, ao definirem a rigorosa natureza do seu deus e, em seguida, exigindo que fielmente joguem o intelecto e o senso comum descarga abaixo. Isto é “rendição” na mira de uma arma.
É de se admirar porque no Ocidente tantos buscadores inteligentes abandonam suas esperanças em seguir o caminho Ocidental da devoção e acabam se voltando para as religiões Orientais para alimentar suas fomes espirituais?
Os Hindus chamam a ciência espiritual de devoção e rendição Bhakti Yoga, e têm concebido inúmeras técnicas para trazer o devoto ao contato direto com a deidade. Cantar o nome de deus, (a técnica do movimento Hare Krishna), é um método. Peregrinações para o santuário e a cidade santa de deus, ou realizar atos e sacrifícios que são tradicionalmente prazerosos a deidade, são outros. 

Para amar com todo o seu coração, primeiro o coração deve ser aberto. É aí que o encontro tem lugar, a misteriosa união entre o Homem e Deus. Em algumas tradições místicas, há expectativas de rejeição do homem abaixo do cinturão. Esta atitude não é encontrada somente no misticismo Cristão, mas também entre os Jainistas. Israel Regardie, além disso, observou uma divisão semelhante entre os seguidores da Golden Dawn. Ele descobriu que eles excedem em expressar a sua sexualidade e agressão, ou reprimem-nas completamente. Ambos os extremos produzem tanta doença quanto promovem facilidades. O mais sério crítico dessa cisão, como eu vejo isto, é uma falsa visão do homem. O homem não é um/ou, é ambos. Nem Deus nem besta nós não somos, mas ambos; nem sozinhos nem separados, mas um; encontre isso no seu coração na forma do seu Santo Anjo Guardião.
Com a experiência do Conhecimento e Diálogo o centro do nosso foco muda. Um interruptor é acionado; nós somos preenchidos com luz branca que explode ao longo da eterna escuridão. As nuvens desaparecem, e quando nós novamente reaparecemos só podemos ter uma pequena noção. A mente é consertada no coração, onde o encontro de Deus com o homem tem lugar. Não há nenhum outro espaço para qualquer outra coisa. A taça está transbordando e a água fértil traz à vida o dinâmico intercâmbio entre Amor e Vontade. Eu não quero sugerir com isso que uma vez que isto ocorre vive-se continuamente em total bem-aventurança. Nossa mortalidade é tal, que nós sempre acabamos caindo de volta em doenças e discordâncias. Nós precisamos disto para evoluir mais rápido. Uma vez que a união profunda acontece, contudo, há uma mudança fundamental de atitude, e isto pelo menos a memória pode se lembrar no meio do desespero e da solidão. Nós podemos, assim, pela memória, embarcar uma vez mais na procura por aquela benção da união que, uma vez experimentada, nunca se perde.
Há ilimitadas formas de alcançar o fim desejado, no que se refere aos atos externos. O segredo completo, contudo, pode ser resumido pelas palavras de Abraão, o Judeu: “Inflama-te em Oração”.

Retirado de “O Caminho do Amante Secreto: Magia Sexual Tantra & Tarot.” Escrito por Christopher S. Hyatt e Lon Milo DuQuette

sábado, 2 de maio de 2015

Vampirismo Narayana revelados dentro do Vaisnavismo

Ensaio por Emperor Norduk do “Tempel Azagthoth”, Principalidade da “Society of the Dark Sun”
Uma das mais velhas e mais completas filosofias e épicos da criação existe nos escritos sagrados da Índia, chamado os 'Vedas'( literalmente 'Conhecimento'). O mais importante desses sendo o Mahabharata, que é principalmente um épico histórico – e depois o Bhagavad Gita, que é chamado a “jóia” do conhecimento espiritual da Índia. Eles chamam o Bhagavad Gita um 'jóia' por boa razão, pois em nas paginas do Bhagavad Gita está uma grande quantidade de conhecimento espiritual. Ele existe até hoje como um dos mais minuciosos e completos textos religiosos antigos já transcritos.
Surpreendentemente, entre aqueles que percorrem os Caminhos Sinistros, tenho visto que há muito pouco estudo publicado relativo ao Bhagavad-Gita e Vaisnavismo-o Culto que surgiu a partir de seu texto (dentro de sua forma original Sinistra, que persiste até hoje) . Desta maneira, vou procurar explorar apenas alguns dos arquétipos sinistros dentro da tradição védica, e em específico, os Vaisnavas. Vamos agora começar a explorar a origem vampírica da linha de pensamento Védico. Vaisnavas são muito mais rigorosos, e monoteístas nas maneiras que um hindu regular. A bhakti-yogi Vaisnava (aquele que pratica bhakti-yoga, a ciência suprema de relacionamento com a Divindade, como ensinada dentro do mundo Védico) iria ver como um desperdício de tempo na maioria dos casos oferecer reverencias perante os semideuses, quando se poderia ao invez ter comunhão com Krishna - que seria visto paralelo dentro Vampirismo como o sangue original que forjou o universo. Dentro do Vaisnavismo, Krishna é considerado o ser supremo. Ele é a Suprema Personalidade de Deus, e de seu corpo emana todo o universo. O Bhagavad-Gita diz que na verdade existem vários universos dentro do corpo de Krishna. Quando nós, enquanto aqueles de uma inclinação instintiva começarmos a interpretar o Bhagavad-Gita através de Krishna representando o nosso próprio eu-deus, temos um vislumbre claro sobre a natureza do estado escuro interior de nossos seres além de nossa própria mundana percepção física. No entendimento dessa conexão, é importante saber que a manifestação etérea de nossas ações não é a origem das próprias ações. Quando se tenta interpretar antigos ensinamentos em uma modernizada linha de pensamento Oculta, e então começa a interpretação do eu superior como um deus exterior (pensando que as verdades do self são produtos do ego), então muita confusão entra em jogo. Nosso tratado sobre a natureza vampírica do Vaisnavismo baseia-se no Vampirismo, e nada mais. Vampirismo realisticamente em todos os sentidos é derivada das antigas Suméria e Babilônia. Antes do caminho da mão direita e esquerda surgirem, houve Vampirismo. Antes de o símbolo Helênico de Satan, houve o Vampiro também. É um conhecimento básico que deve ser entendida que o vampirismo é um caminho mais antigo do que o que é largamente popular hoje, por isso o cúmulo da loucura sistematicamente subestimar a natureza do Vampirismo através de uma obsessiva consciência mortal. Procuramos voltar ao funcionamento primitivo do eu, para restabelecer a ligação perdida com o que é a Divindade e além.
Krishna (como a Superalma) pode ser visto como o ser do Sombrio. O Sombrio é um termo usado em práticas vampíricas superiores - designando a consciência interior, o ser caótico original e mente astral que se manifesta no estado desperto do vampiro. O Sombrio dentro do Reino Sombrio é a primeira de três independentes partes de funcionamento do ser do Vampiro. Dentro destas três partes do ser, há três realidades - cada uma dessas realidades nomeadas por um dos três reinos da existência. Na realidade exterior do Reino Sombrio (o primeiro reino), o Sombrio terá uma forma visível. Este tem sido descrito como "uma existência sombra" dentro ensinamentos da SDS. Krishna é uma designação da forma do Sombrio dentro da realidade exterior do Reino Sombrio. Como o ser caótico original, ele tem sido referido nos textos védicos como a Superalma. A Superalma é a parte dos indivíduos que está alinhada com o ser universal. Essa Superalma se manifesta (visualmente) dentro do Culto Vaisnava como Sri Vishnu. Sri Vishnu na maioria das vezes se manifesta como um lindo macho de cor azulada, com quatro braços. Em suas varias mãos ele segura (entre outras coisas) flores, bem como uma clava para combater demônios (mais sobre o conceito védico de 'demônios' virá depois). Vendo a essência caótica que fez nascer o indivíduo como um arquétipo tal como Krishna é somente uma interpretação. É nos níveis de consciência e percepção que se pode perceber essas coisas, não se pode guardar um furacão em uma caixa. A verdade da condição Vampírica e estado desperto existe em agir através dos mandatos do ser divino interior. Se alcança o poder quando não há contradições internas, é o melhor experimentar o Sombrio por ação, não por especulação.
Há um paralelo entre a manifestação visual da Superalma (dentro de Cultos Vaisnavas) e a manifestação visual da realidade exterior da mente astral do vampiro {a verdadeira forma não tem substância visível aos olhos treinados, sendo o estado astral original e puro do ser individual). Os ensinamentos vampíricos citados aqui são aqueles que estão sendo colhidos a partir dos ensinamentos da antiga Babilônia. A mais qualificada organização sobre Vampirismo que eu encontrei que é baseada na manifestação original (terrena) do Vampirismo na Suméria, Babilônia, e países antigos em volta é a Sociedade do Sol Negro. Aqueles que estão interessados neste grupo podem consultar em seus escritórios, os quais eu dei o endereço no final deste artigo.
Vamos agora dar uma olhada nas Vaisnavas, o culto Hare Krishna. Nós podemos ver a manifestação de vampirismo e o caminho alquímico, buscando a evolução espiritual individual é o principal objetivo do Hare Krishna. Eles se sustentam através do alimento espiritual, chamado prasadam. Prasadam é o alimento que é oferecido primeiramente na frente das deidades. Todos os Vaisnavas dedicados oferecem toda a sua comida perante as estátuas das deidades (o mais comum são as de Krishna e Radha, que estão dentro do Templo em si) ou a uma imagem de Krishna dentro de suas casas. Os lugares que a semente do vaisnavismo vai melhor frutificar para a maioria das pessoas, são os templos Vaisnavas ou comunidades. Estes estabelecimentos são os mesmos que Mosteiros dentro da religião cristã em muitos aspectos, no entanto, eles geralmente apresentam uma atmosfera mais interessante para o ascendente Magicko/Vampiro Negro. Vaisnavismo é uma muito velha e antiga tradição. Esta tradição foi revivida pelo Senhor Caitanya em Bengala, durante o período de 1500. Isto é quando o movimento Sankirtan se originou, Sankirtan é o canto do mantra (ou chamado 'Mahamantra' dentro do sânscrito, literalmente "grande mantra"), que é: Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare . Devemos notar a ingestão de alimentos somente se primeiro oferecidos para Krishna dentro da religião Vaisnava. É ensinado nos textos antigos dos Vedas que este alimento é cozido apenas para Krishna, e que os devotos podem comer apenas os restos da comida. A comida se torna literalmente espiritualizada, e injeta a pessoa que come em "Consciência de Krishna". Nós, que somos vampiros realizados, reconhecemos isso como um fluxo de sangue literal do sangue coletivo do culto Vaisnava, chefiada pelo Vampiro Narayana (existem diversos significados para esta afirmação), para a pessoa que consome o alimento. Nós, que somos vampiros acreditamos que o sangue é a forma consciente por trás de toda a existência, esta é a substância que nós nos alimentamos e subsistimos nosso trabalho mágico, este é o material que causa a Divindade, em primeiro lugar. Substância de sangue físico para nos é útil, mas na verdade é o resultado do sangue astral fluindo em substância caótico (causando substancia material). Por desenvolver nossos reais sentidos astrais e consciência, vampiros realmente começam a participar deste alimento espiritual diretamente. Isto é referido brevemente em muitas tradições, e é realmente a "arte secreta" de sucesso no caminho evolutivo. (A peça aparentemente não relacionada aqui, mas útil, sublinhando o meu ponto sobre a importante natureza astral de alimentação de sangue. Aqui do "Confessions of Aleister Crowley" página 525 e 526, capítulo 59 sobre a iniciação de Crowley nos “Secret Chiefs of the Third Order). "Ainda depois, por um forte esforço de vontade, eu bani minha garganta inflamada e meus arredores, e subi para meu corpo de luz. Cheguei numa sala em que uma mesa cruciforme foi espalhada, um homem nu que está sendo pregado a mesma. Muitos homens veneráveis sentados em volta, deleitando-se em carne viva e bebendo seu sangue quente em grandes goles. Estes (me disseram) eram os adeptos, a quem eu possa um dia se juntar. Isso eu entendi significar que eu deveria obter o poder de tomar apenas espiritual alimento, mas provavelmente isso significa muito mais que isso. "
O Sinistro Senhor Nrsimhadeva
Na canção ao Senhor Nrsimhadeva (que é cantado todas as manhãs nos templos Hare Krishna em todo o globo), a forma humanóide com cabeça de leão do Senhor Krishna aparece para o Demônio Hiranyakasipor para matá-lo. Demônio não é visto dentro de Hare Krishna como os povos ocidentais identificam demônios, mas sim como homens ímpios que são ignorantes e ignoram a sabedoria Védica. Portanto, neste sentido, estamos falando sobre nossas pessoas comuns. Eles são ignorantes que impediriam o iluminado. É um significante passo acima na escada para longe do cristianismo, mesmo com algumas das conotações aparentemente moralistas deste culto. Não há realmente "bom" e "mal" no sentido regular, mas sim "sabedoria" e "ignorância" (ou "verdade" e "ilusão"). No Bhagavad-Gita, há explicações explícitas dos modos da natureza material, o fato de que o emaranhamento/confusão material deriva de estar aterrado pela cintilante potência externa de Krishna. Isto tem importantes laços com o Vampirismo. É uma verdade dentro de vampirismo que se o vampiro perde contato com sua natureza interna caótica, sua existência será desintegrada. Aqueles que perdem o toque com a sua caótica essência interior (OSombrio, Krishna) certamente serão "sacrifício" para as forças consumidoras do mundo Causal. O mortal é cego para as funções do reino astral, as experiências dentro de sua natureza etérea cega-os à consciência adicional. Vampirismo é assustador, porque ele é baseado em uma ação de própria criação. Separação e funcionamento em ambos os reinos, crescendo através de impregnar o Vampiro com essência sanguínea, criando realidades perpétuas dentro dos estados astrais e etéreos de consciência. Essas coisas são produtos do Sombrio, o ser no Abismo de puro sangue do Vampiro.
O Bhagavad-Gita contém uma mina de conhecimento espiritual e não deve ser negligenciado. Quando começamos a interpretar Bhagavad-Gita de acordo com sua origem Vampírica, começamos a ver que uma verdade sobre o estado interior em relação ao estado exterior é revelado. A linguagem poética e conteúdo aprofundado geral do Bhagavad-Gita fornece muito insight para o Vampiro e um credo impecável para os religiosos. Aqui está uma fórmula real para a entrada no estado interior sombrio do Gita. "Quando o ser vivo encarnado controla sua natureza e mentalmente renuncia todas as ações, ele reside feliz na cidade de nove portais (o corpo material), sem trabalhar nem causar danos. O espírito encarnado, dono da cidade de seu corpo , não cria atividades, nem induz as pessoas a agir, ou ele criar os frutos da ação. Tudo isso é decretado pelos modos da natureza material. Nem o Senhor Supremo aceita as atividades pecaminosas ou piedosas de ninguém. Seres encarnados, no entanto , são confusos por causa da ignorância que cobre o seu conhecimento real. " O estado interior, através da força do sangue e da vontade, move a natureza etérea em ser. A partir desse ponto de origem vem a força que age, mas a força em si não é participante ativo. Krishna como o estado interior, é o "diretor" das atividades da natureza material do vampiro. Suspensão das atividades físicas, fornece uma porta de entrada até os poderes do astral. Silenciando o fluxo interminável de pensamentos na mente enquanto nos estados físicos, fortalece os desejos do vampiro e desta forma fortalece em ambas as naturezas etéreas e astral de uma forma reciproca, apoderada pela essência sanguínea pura do universo.
Krishna em sua forma de Nrsimhadeva, como outros arquétipos Sinistros, possui uma lenda em torno do prudente cuidado nas relações com esta forma. A visão que nós na maioria das vezes vemos Nrsimhadeva nestes dias é a sua forma de Ugra-Nrsimhadeva (ou seja: sua forma violenta). Vaisnavas identificam especificamente Nrsimhadeva enquanto uma forma de Krishna como 'o ponto de origem "da existência de seres sencientes. É bastante interessante que a forma mais violenta de Krishna significa também a sua manifestação como a origem. Uma criação da vontade a partir do caos dá origem ao ser consciente. Há apenas uma estátua da divindade em tamanho natural de Nrsimhadeva que é conhecido sobre a terra, que está localizado em Mayapur, Índia. Durante os primeiros anos da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna, o culto Vaisnava mais organizado e influente, eles procuraram por toda a Índia para encontrar alguém para construir uma estátua de Nrsimhadeva em sua forma violenta de Ugra-Nrsimhadeva. Eles finalmente encontraram uma pessoa para fazer isso.
De acordo com a tradição daqueles que constroem estátuas de deidades, a última parte a ser adicionado à estátua são os olhos. Os olhos são considerados como realmente contendo o "espírito" da estátua, e uma vez que os olhos são construídos na estátua, substância física que é impregnada com a energia do Deus para o qual foi construído. A estátua de Nrsimhadeva foi construída em um grande galpão atrás da residência do artista. Finalmente, a estátua foi concluída. O artista saiu para executar algumas tarefas, e quando ele voltou, ficou horrorizado ao descobrir que o galpão inteiro tinha queimado até o chão. Mas estando no meio, entre as ruínas fumegantes, estava a estátua sorridente de Nrsimhadeva, que saiu ilesa. O artista rapidamente ligou para os devotos Hare Krishna e insistiu com eles para que por favor levassem a estátua, ela estava perturbando ele mentalmente e tinha destruído sua oficina.
Nrsimhadeva aparece em particular mais feroz do que qualquer das outras figuras que eu conheço de dentro da cosmologia Védica. Como uma verdadeira forma de Krishna, há muitas implicações. Mesmo as raças mais ferozes de seres malignos, aqueles seres cuja função é a punição dos seres humanos (estes são referidos como o "Yamas" e são liderados por Yamaraja, que é mencionado como sendo um grande devoto de Krishna, embora a maioria de suas atividades são avaliadas como "pecaminosas"), são parte de Krishna. Chegamos a uma compreensão de uma implícita verdade alquímica. A alquimia, é a ”arte da transmutação", é um processo de evolução sobre o eu (o fato de que a criatura evoluída influencia seu ambiente é secundário, uma ação natural). Conectando-se com esta verdade do eu interior é o objetivo do Vaisnava e yogi {yoga é muito mais do que exercícios físicos, é uma ciência e função continua de quem a pratica}.
Para alguém digerir os ensinamentos de Narayana em uma perspectiva prática e viável, é preciso mudar a sua própria consciência e reunir uma maior consciência para perceber. Não olhe uma vez, não olhe duas vezes, olhe várias vezes sobre qualquer coisa que você pode ler ou estudar. Não só isso, você deve também manter os ensinamentos que foram revelados a você em sua mente e aplicar e testá-los em situações reais e através de experiências reais. Assim como todos os textos antigos, os segredos permanecem fechados para aqueles que não têm ouvidos para ouvir. Até mesmo alguns que pensam que ouvem, podem interpretar tudo em um sentido distorcido. A partir desta loucura vem o produto interminável de religiões e caminhos místicos, cada um tão igualmente iludido quanto o outro mas cada um chegando em direção de uma verdade em comum. Haverá sempre aqueles que estão na consciência mortal, pois deve haver alimento para os seres superiores do universo. O vampiro não deve ser confundido ou cegado pela fome sem fim da humanidade, chegou a hora de você se levantar como predador e deixar de ser presa. Afirme: eu sou um Vampiro, eu sou Deus, e daquele ensinamento comece a procurar as verdades alquímicas. Domine o controle do eu, seja adepto da magicka interna, e o caminho vai levar para o domínio sobre outras coisas.

domingo, 26 de abril de 2015

Sahajiya: a espiritualidade do corpo

Fonte: BANGLAPEDIA, National Encyclopedia of Banglaesh
Krishna RadaSahajiya é um culto religioso. Seus seguidores acreditam em sahaja ou no caminho simples para sentir sahaja, a realidade inata que está presente em todo objeto animado ou inanimado. De acordo com a filosofia Sahajiya, junto com sua forma externa, todo objeto tem sua forma interna. Esta forma interna é eterna, conhecida como sahaja. Sentir sahaja é sentir a eternidade interna em si-mesmo (1). Toda classe de objetos animados e inanimados podem ser sentidos experimentando essa forma interna. Os seguidores deste culto pensam que um caminho simples, direto, pode ser a melhor maneira de experimentar esse sentimento.
O que está a favor da natureza humana é sahaja (simples) e o que vai contra isso é vraka (tortuoso). A auto-realização que está de acordo com a natureza humana é o objetivo da filosofia Sahajiya. O Sahajiya acredita que o objeto de adoração é o conhecimento, e que esse conhecimento reside em si-mesmo, não fora. Eles acreditam que este conhecimento não pode ser adquirido atraves do estudo e livros, mas somente aprendido através da ajuda de preceptores e a doutrina da sahajasadhana.
O Sahajiya enfatiza a importância do corpo. Eles acreditam que o corpo incorpora o universo e a auto-realização pode somente ser atingida através do amor corpóreo. Literatura baseada na filosofia Sahajiya é classificada como filosofia Sahajiya.
Sahajiya Buddhista.
A Bengala enfrentou distúrbios internos após a morte do Rei Shashanka por volta 635 DC. Durante a dinastia Pala, por volta do oitavo século, Sahajiya Buddhista surgiu como uma doutrina religiosa. Para entender a natureza dos seres vivos e o mundo fenomenal através da realização da natureza eterna do eu-interno constitui a verdade inerente da doutrina religiosa Sahajiya Buddhista. Entretanto, esta doutrina também ensina que deve-se renunciar os laços mundanos. Iniciados na doutrina Sahajiya foram conhecidos como Siddhacharya. Siddhacharya famosos incluem Luipa, Bhusukupa, kahnapa, Sarahpa, Shantipa, e Shavarpa, que comporam as músicas Buddhistas e doha (dístico) do charyapada. Muito destes compositores foram habitantes da Bengal, Mithila, Orissa e Kamrup e, portanto o estilo de vida da Índia oriental predominou suas práticas espirituais. Bhusukupa e Kahnapa estavam entre os Churashisiddha ou Dharmaguru (professor religioso) incluídos no Nathdharma ou Buddhismo Tantrico. Eles foram seguidores do Buddhismo Tantrico ou Buddhismo Sahajiya, mas eles esconderam seu próprio credo e casta e adoram pseudônimos.
O Charyapada descreve a filosofia Sahajiya através de vários símiles e metáforas, no que é conhecida como sandhya basa. Mahayana como uma doutrina religiosa do Buddhismo foi mais tarde subdividida em Vajrayana, Kalachakrayana, Mantrayana, etc. Enquanto essas diferentes seitas diferem em matéria de práticas religiosas, eles concordam no conceito de Nirvana. O objetivo da prática do Sahajiya é atingir Nirvana através da transcendência de velhice, doença, morte, e reencarnação. Estes que estão compromissados ou iniciados na doutrina religiosa Sahajiya acreditam que eles podem alcançar o seu objetivo desejado através de um número de rituais e práticas tantricas. As músicas Buddhistas e doha do Charyapada têm sido compostas baseadas dessas práticas.
Os poetas do Charyapada enfatizam a purificação da alma. De acordo com o Siddhacharya a explicação da doutrina é esta: "A fim de purificar a alma é necessário reduzir o desejo por coisas materiais e se concentrar no shunyatavodha ou sentido do vazio". A salvação da alma é atingida através da graça divina resultando em contentamento e felicidade absoluta atingida através do Nirvana. Esta felicidade absoluta é o objetivo da vida no mundo.
O Buddhista enfatizou a filosofia Buddhista através do uso de tal terminologia como shunya, trisharana, vodhi, jinaratna, dashavala, nirvana, etc. e associou essas palavras com diferentes doutrinas. Por isso é que a influencia de tantrashastra ou teoria do tantra é sentida nas canções Buddhistas. Mais ainda, guruvada, a crença na importância do guru, é muito enfatizada. Os Sahajiya acreditam que a meditação Sahajiya não pode ser adquirida através de livros ou erudição. Pode somente ser aprendido através das instruções do guru ou professor religioso. Portanto a meditação para atingir o Supremo ou Absoluto precisa ser conduzido de uma maneira fácil. Os Sahajiya ainda acreditam que a chave para tais meditações reside na alma interna. É inútil procurar pelo Absoluto fora da alma. Ele existe dentro de nós: "Arupa Buddha rupe". Como o poeta Kaknapa diz: 'Guru vova shisya kala'[O discípulo mesmo que for surdo pode entender o que seu guru sugere através de dicas e sugestões.] Mais precisamente, o guru por virtude seu próprio poder guia o discípulo no caminho certo.
Entretanto, a meditação dos Sahajiyas não é fácil. Como os Sahajiyas dizem, 'Faça o sapo dançar na boca da serpente'. Em outras palavras eles sugerem que a grande abstinência deve ser praticada pelos seguidores deste culto, que como a serpente devem resistir devorar o sapo apesar dele estar dançando na boca da serpente. [Azharul Islam]
Vaishnava sahajiya.
terra cota
Acredita-se que poeta do século quatorze baru chandidas é o inventor e o pregador deste credo, que ele conjeturou depois de entrar em contato com uma lavandera chamada Rami. Mais tarde, nos séculos dezessete e dezoito, o credo baseado na doutrina Sahajiya Buddhista, começou a ganhar terreno. Os seguidores dessa doutrina acreditam em si como sendo sahaja rasika (versado em sahaja) ou viajantes do sahaja patha (caminho simples). A frase sahaja patha aqui significa amor, que é da natureza humana. O objetivo último do ser humano é atingir a si-mesmo através do amor; e o Vaishnava sahajiya considera o corpo o melhor meio para isso. Os ideais do Vaishnava sahajiya são beleza, amor e prazer.
As práticas e doutrinas filosóficas do Vaishnava sahajiya são diferentes destas dos Gaudiya Vaishnavas. Os Gaudiyas Vaishnavas acreditam que toda filosofia reside no corpo humano e eles tomam a filosofia do amor alegoricamente, não literalmente como o Sahajiya.
O Vaishnava sahajiya instituiu uma forma diversificada de filosofia do amor, misturando vaishnavismo e as doutrinas de Radha e Krishna em nome de Nimai e Nitaichand. Sua filosofia incorporou o espiritual e o físico. De acordo com a filosofia Sahajiya, cada homem e mulher têm uma forma interna e externa. Portanto um homem tem a forma externa de um homem, mas seu eu interno (2) é Krishna. Semelhantemente, uma mulher tem uma forma externa, mas seu eu interno é Radha Quando as formas externas se unem fisicamente, as identidades internas atingem o prazer mais elevado. Isto é mahabhava ou o prazer de sahaja. A deificação do homem é o principio básico da doutrina Sahajiya.
Os Gaudiyas Vaishnavas rebaixam os Vaishnavas sahajiyas porque para o último a filosofia de amor ou adoração do corpo é de grande importância. Isto tem distanciado uma seita da outra e tem diminuído a dignidade social dos Sahajiyas. Mesmo Chandidas foi excomungado da sociedade Brâmane. Além desse fato, a filosofia ganhou terreno e se tornou difundida. Isto é reconhecido agora como um meio alternativo de adorar a Deus.
Uma grande parte da literatura bangla é baseada no credo Sahajiya. Entre as pessoas que escreveram nessa filosofia, Baru Chandidas é considerado o melhor. Seu srikrishnakirtan descreve os princípios básicos de Sahajiya de uma maneira lúcida. Muitos poetas incluindo Chandidas, que acreditou na doutrina Sahajiya, compuseram versos nas práticas de auto-realização em uma linguagem enigmática, conhecida como ragatmika pada
(versos que consideram que o amor puro é a realização).
A literatura Vashnava sahajiya é de dois tipos: uma baseada no padavali (músicas), a outra, baseada em nivandhan (composição). Poetas como Vidyapati e Rupa Goswami são proponentes da literatura padavali, enquanto Baru Chandidas e Krishnadas Kaviraja são proponentes da literatura nibandha. As partes introdutórias de muitas peças de figuras menos famosas atribuem as obras de nomes famosos tais como Vidyapati, Chandidas, Narahari Sarkar, Raghunath Das, Krsnadas Kaviraja, Narottam Das, Rupa Goswami, Sanatan Goswami, Vrindavan Das, Lochandas, e Chaitanyadas. Alguns livros de nota da literatura Sahajiya são Vivartavilasa (Akinchan Das), Anandabhairava, Amrtarasavali, Agamagrantha, Premavilasa (Yugalkishore Das), Radha-Rasa-Karika, Deha-Kadcha (Narottam Das), Sahaja-Upasana-Tattva (Taruni Raman), Siddhanta-Chandrodaya, Rativilasa-Paddhati, Ragamayikana, e Ratnasara. [Sambaru Chandra Mohanta]

Notas do Tradutor:
1 - A palavra em inglês utilizada aqui para si-mesmo é Self, o q pode implicar em um paralelo entre sahaja e o Self Junguiano. O Self é usado por C.G. Jung para a totalidade do ser, situada além dos opostos. A integração com o Self é considerada a auto-realização, fazendo com que a pessoa passe de ser dominado pelo ego e passe a agir a partir do centro ou Self, assim se tornando um individuo efetivamente.
2 - A palavra usada aqui é inner self, indicando que Krishna ou Radha é o Self ou sahaja do sadhaka (praticante).