Mostrando postagens com marcador Magia de Maat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Magia de Maat. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Magia de Maat e Magia do Caos





Há anos quando eu li Peter Carroll “Liber Null” e “Psychonaut”, não me imaginava, tal como era apresentado nesses livros. Desde que descobri a Internet, não obstante, tenho encontrado-me com vários magos caóticos. Um deles, Joseph Max da Califórnia, publicou em um texto sua experiência com magia. Nele, cita Magia de Maat, como um bom exemplo de Magia do Caos. Imediatamente me ocorreu investigar além, para comparar e diferenciar ambos os métodos.
Deste ponto, seria sábio distinguir entre o método como é apresentado nos livros, de como é usado pelos magos individualmente. Ambos, magos caóticos e magos de Maat, tendem a ser muito individualistas (como é próprio nesta arte), e cada um tem sua própria forma de manejar sua Arte. Os magos são mais similares em sua independência e criatividade que em sua filosofia ou terminologia. Eu tenho me baseado, no que há publicado, modificado pela experiência e comentários dos praticantes.
Com a exceção do trabalho de Austin Osman Spare, há pouca inovação ou quase nada, no campo da magia ocidental desde a morte de Aleister Crowley até o começo de 1970. O trabalho de Jack Parsons, é totalmente Thelemico e se distingue por sua paixão a liberdade, independência e sua devoção a manifestação de Babalon. Charles Stanfeld Jones declarou no começo do Æon de Maat, porém ele falou ao desenrolar um sistema embasado na nova frequência da corrente mágicka. As explorações de Kenneth Grant ao lado obscuro da magia tiveram suas primeiras manifestações com o livro “Cults of the Shadow” em 1975 e este continua hoje em dia; vejo pouca menção de seu trabalho na literatura de Magia do Caos, exceto com a pessoa que deu a conhecer a vida e o trabalho de Spare.
A similaridade mais óbvia entre os dois sistemas, é que ambos são pós-Crowleyanos. A ciência, tecnologia e comunicações globais têm alterado radicalmente o mundo desde a II Guerra Mundial. Ambos métodos, bebem da mesma fonte em pontos de vista acerca do mundo, tecnologia e técnica. Magia do Caos se declara a si mesma como nova e Magia de Maat com honoráveis raízes. Porém o Sr. Max aponta:

“Sim, Magia do Caos é uma nova tradição, porém está embasada na destruição das formas de tradições e definitivamente tem uma dívida com o passado. Portanto eu poderia dizer que Magia do Caos deriva das tradições mais antigas pela destruição, enquanto Magia de Maat deriva delas por exploração”.
As diferenças nas similaridades entre os dois tipos de magia, se refletem também nas semelhanças das diferenças, isto se compreenderá no transcurso de nossa exposição.
Ambas magias têm um mapa æonico. No “Líber Caos” o Sr. Carroll apresenta seu ponto de vista da psicohistória no passado, presente e futuro. Ele utiliza quatro Æons (Xamânico, religioso, racionalista e pandemonium) divididos em dois sub-Æons cada um (animista-espírita, pagão-monoteísta, ateísta-niilista e caoísta-?). Estes estão representados da esquerda para direita e por cima dos entrelaçados, três ondas representando o paradigma materialista, paradigma mágicko e paradigma transcendental.
A forma das ondas mostra a relativa dominância de cada paradigma (o consenso de realidade o Zeitgeist de uma cultura contemporânea em um ponto da história dada) para cada Æon e sub-Æon.
Este é um elegante esquema e quero comentar, que eu não sei se outros magos Caóticos apoiam ou não, mas para mim é uma ideia que tem sentido. O Mapa Æonico de Maat consiste em:

  • Æon sem nome: Pré-história – caçadores/coletores: animismo, xamanismo, vodu.
  • Æon de Isis: Fazendeiros, pescadores: A Grande Mãe e panteões pagãos.
  • Æon de Osiris: Cidades-Estado, invasão, guerra: Judaísmo, Cristianismo, Islam.
  • Æon de Horus: Energia atômica, rádio, televisão: Thelema, ateísmo, existencialismo.
  • Æon sem palavras: O futuro manifestado ao redor de uma nova espécie originada da humana.

Æon sem palavras e o Æon Pandemonium, parecem representar a mesma condição; os caoístas parece que o vêem como um tempo onde a magia prevalece como caminho de vida e os maatianos como um duplo estado de consciência individual e coletivo. Ambos vêem o futuro muito diferente do presente à escala global e ambos vêem o desenvolvimento e o uso da tecnologia como parte fundamental desta diferença. (Nota: no transcurso e desenvolvimento da prática da Magia de Maat, eu tenho encontrado-me com a personalidade da dupla consciência do futuro humano, quem se chamava a si mesmo de N’ATON, pode-se ver o esboço desta ideia na Internet, ressurgindo enquanto falamos.)
Outra similaridade entre os Magistas, é que a fórmula dos Æons transcorre e está disponível, para qualquer um que queira usá-las, isto encontro no trabalho da Magia de Maat e chamo-o de PanÆonic Magick. Quero dizer, que em algum lugar do mundo há pessoas que vivem e sentem sob a influência de Æons diferentes. Em lugar de modelos lineares ou inclusive acumulativos, o modelo do avanço mágicko que acredito que se aproxima à realidade vejo-o atemporal, eterno e presente. Os escritos que têm-se visto sobre Magia do Caos fomentam e anima ao livre uso das metáforas de todas as culturas.
A Magia do Caos e de Maat também usam os sigilos mágickos de Spare, o processo onde escreve-se sua intenção, reduz e refaz em uma abstração sobre o papel (ou outro material), esquece-o e no momento de alto clímax é relembrado, para que se manifeste no mundo físico.
O Processo de sigilização move a intenção desde o consciente ao inconsciente, ou mais exatamente, segundo minha opinião, à mente profunda, uma frase de Jan Fries (“Visual Magick, Helrunar). Isto é feito no ato de esquecer. A mente profunda consiste em  todo o poder acumulado no curso de nossa evolução, desde as pequenas células, até a conexão com todas as coisas, isto pode fazer-se sem restrições impostas pelo consciente e pelo Ego. Fazendo que um escrito coerente, passe a ser algo incompreensível de maneira que a mente consciente não possa manipulá-lo e se libere na mente pré/ pós-verbal da mente profunda.
A Magia do Caos e de Maat também usam as crenças como ferramentas. Os humanos tendem a serem restritos às suas crenças, mantém uma específica doutrina o Kit de normas que provem de uma pseudo-segurança na restrição. Se vier slogans em Use como “a Bíblia disse, creia”. A maior parte das guerras tem sido graças às crenças religiosas (cruzadas, Jihads, etc), também é certo que têm havido outras por outros motivos filosóficos ou biológicos, como a guerra civil americana contra a escravidão.
Eu vejo a crença como uma extensão de nosso instinto de sobrevivência. A crença deve ser saciada de conteúdo, para que seja uma efetiva ferramenta mágica. Deve-se crer intensamente e apaixonadamente no momento que invocamos a forma de Deus ou senão a transformação não ocorrerá, sem embargo é necessário que o mago retorne a sua personalidade normal depois do ritual, senão o deus residirá permanentemente, e não poderias invocar outro. Tu necessitas estar limpo e receptivo como uma ferramenta bem engraxada.
O número oito também é parte importante em ambas as magias. As oito flechas irradiando desde o ponto central, é o primeiro símbolo do Caos, e é usado no “Líber Chaos” como esquema para os oito tipos de magia, que são descritos em várias cores.

  • Negro: Magia de morte, para experimentar a própria morte, ou enviar encantamentos de morte (sem comentários), parece ressonar com Saturno.
  • Azul: Magia de riqueza, é Júpiter,
  • Verde: Magia de amor, reflete a natureza de Vênus.
  • Amarelo: Magia do Ego vai com a energia solar, algo similar se encontra na Magia de Maat na dança das máscaras.
  • Vermelho ou prateado: Magia sexual, o vermelho é a paixão e o prata é a Lua.
  • Laranja: Magia do pensamento, de natureza mercurial.


Octarina: A pura magia é a cor que tu eleges pessoalmente como essência da magia. É interessante apontar ainda que a Magia do Caos não usa a estrutura da Árvore da Vida, as cores mencionadas acima correspondem em escala dos Reinos das Sephirot e com as mesmas atribuições. Para mim a Octarina me evocar a combinação do branco, negro e cinza em escala dos Reinos de Kether, Chokmah e Binah.
Na Magia de Maat há um “Ritual de Proscrição” aos outros pontos e os “Antigos Esquecidos” ou ao instinto de sobrevivência, que relaciona com os sete Chacras, além do mais em Bindú em um octeto.

Outras similaridades são a criação de um templo astral em um lugar privado que se dá no astral; os mundos probabilísticos e o Akasha; e os homens que acreditam em deuses e estes se tornam independente através das gerações de crentes e de sua devoção. Encontro outros parecidos quando leio a literatura do Caos e eu convido-te a fazer tuas próprias investigações.

Nos textos e conferências sobre a Magia de Maat, eu tenho que enfatizar que ela não tem a intenção de fundar qualquer Ordem, Coven ou grupo oficial de praticantes. A razão disto é muito simples e básica. Magia de Maat, como qualquer sistema válido de iniciação, se auto-destrói quando se completa. Ela trabalha por si mesmo. O que fica é uma rede de colegas que trocam informações ao decorrer e ajudam aos outros em seu caminho, recomendam leituras e ocasionalmente se congregam em um Ritual. Este último é bastante difícil já que a rede dos Magistas de Maat é internacional.
Os Magistas de Maat têm seus próprios estilos de funcionamento e raramente se consideram a eles mesmo como “Magistas de Maat”. Eu considero isto como um sinal muito saudável.
Apesar deste espírito instável, existe (fundamentalmente no astral) a Loja Horus/Maat, cujo propósito é difundir a dupla corrente de Horus e Maat. Desde sua fundação o reconhecimento da existência do Pan-Æonic parece que tem aumentado. Essa não era minha ideia, porém as pessoas que querem que a loja continue tem minha cooperação em sua fundação. A Loja não tem direção oficial, nem encontro, nem taxas, nem estatutos, nem oficiais e nem graus.
A Magia do Caos tem por outro lado “Os Iluminados de Thanateros I.O.T.” para uma maior descrição ver o livro de Carroll “Líber Chaos”. O Sr. Max escreve:
 “Claro que há mais palavras em alguns círculos!, há muito mais Magistas que tem sido expulsos da I.O.T. que de membros que continuam pertencendo a I.O.T.. Em minha, não tão humilde opinião, a I.O.T. deixou as portas abertas para qualquer um que decidiria ser o guru da Magia do Caos, então eles decidiram que seriam um instituto júnior da O.T.O., com um sistema de graduação por convite, colocariam o poder administrativo em mãos de uma pessoa e declarariam a “Guerra Mágicka” a qualquer um que não gostasse. Os fundadores Ray Sherwin e Peter Carroll abandonaram há tempo muito descontentes”.
Agora deve-se deixar claro, que o conceito de I.O.T. não é o mesmo que o “Pacto”. O Pacto é a ordem externa e a real I.O.T. é como a invisível A.·.A.·. – para praticar Magia do Caos tem que ser um “Iluminado de Thanateros” e ser membro de uma organização não é requerimento. Assim é como eu o vejo e creio que distancia muito da original concepção de Sherwin e Carroll.
Outra distinção que vejo é que a Magia do Caos usa “Servidores” enquanto a M.M. não. Os servidores são entidades criadas ou obtidas pela intenção do magista para que façam um serviço delegando poder a elas. Na M.M. tende-se a trabalhar através da impressão direta da corrente mágicka ou “deixar que as coisas fluam” através do qual o intento adquire o poder de manifestar-se.

Mr. Max disse: “Verdadeiramente os caoístas usam “servidores”, porém há muitos trabalhos que caem dentro da categoria do encantamento. Nós poderíamos extrapolar uma tendência como estrita “Lei”, já que a maior parte dos trabalho não está embasado no uso de “servidores”.

Outra grande distinção que eu tenho encontrado, embasando-me no que há publicado, é que a Magia do Caos focaliza sua atenção na prática individual, enquanto que a Magia de Maat  começa com o individual para entender-se a raça humana e mais além. Para clarear o conceito da prática individual na Magia do Caos Mr Max responde:
“Verdadeiramente isto acontece na superfície. Minha experiência é que cada Mago caótico encontre sua própria emfase em “ir adiante”, porém não é tão estrito. Em meu próprio caso, vejo grande efeito em minha prática mágicka em trazer o “PanDaemonÆon” ao Æon extra-sensorial, comunicação entre os homens e máquinas, estão logo na esquina e cruzam a linha entre a magia e a tecnologia (já se tem cruzado, ou diga-me se um computador não é algo mágicko). Para mim a Magia é a esperança e o sonho da humanidade, nossa última salvação”.
Eu vejo o auge da Magia do Caos como um bom sinal de que a Magia está viva e cresce no final do século XX. Parece-me que vai na mesma direção que a Magia de Maat, para o “Ponto Omega”, que é a radical transformação individual e como espécie. Antecipo a elevação de outras Magias também, surgindo da criatividade daqueles que entendem os princípios subjacentes dos efeitos individuais, efetuando trocas Macrocósmicas através da precisão e perícia do trabalho Microcósmico. Se estiveres interessado em saber como funciona o processo, aconselho-te que leia os seguintes livros.


Peter J. Carroll:  Liber Null Y Psychonaut. Samuel Weiser 1987.
Liber Chaos. Samuel Weiser 1993.
Jean Fries : Visual Magick :a manual of Freestyle Shamanism. Mandrake of Oxford, 1992.
Kenneth Grant:  Cults of the Shadow. Frederick Muller Ltd London, 1975
Skoob Books Publishing, London, 1993.
Phil Hine: Condensed Chaos: An Introduction to Chaos Magick. New Falcon Publications, AZ 1995.
Nema: Magia de Maat: A Guide to Self-Initiation. Samuel Weiser, 1995.

Escrito por Nema, Margarete Ingalls.

Tradução do Espanhol: Thiago Serpa
Edição: AShTarot Cognatus

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ZUVUYA - Um estudo de Aeonicas


Na cosmologia védica hindu, nosso período atual é a Kali Yuga ou era final onde o caos reina - certamente esse parece ser o caso - apesar que isso se segue com o retorno da nova era dourada de acordo com suas crenças. Inevitavelmente eu suponho, apesar que eu suspeito que ainda um monte de morte e destruição necessite ocorrer antes que possamos ver esse novo alvorecer glorioso.

A concepção hindu dos ciclos de tempo é inacreditavelmente vasta. Uma única yuga é considerada durar 24.000 anos ou mais - um ciclo total de predecessão dos equinócios - e tudo isso não passa de um piscar de olhos de Shiva. Quando Seu terceiro olho abrir, aparentemente o mundo fenomenal irá totalmente desaparecer de volta ao grande vazio - a yoni cósmica de Kali, o "ventre da grande mãe" dos mayas, a fenda escura da via láctea?

Mas deixe-nos mover agora do vasto circuito de tempo que os indianos chamam de yugas para talvez um modelo mais fácil de compreender sobre as eras, que no ocidente nós chamamos de Aeons. Um Aeon é um conceito ocidental de um era ou um longo período de tempo, geralmente por volta de 2000 anos. Nesse século houveram várias especulações sobre o significado desse aeon. Vários modelos e formulas aeonicas foram projetados não só para mapear o progresso dos aeons, mas também os padrões do passado em especular o futuro do nosso planeta e nossas especies nos aeons que virão.

Quando o presságio do segundo milênio que estamos adentrando levantou sua cabeça, seguida por uma próxima sucessão pela 'mudança de paradigma' de 2012, muitas teorias surgiram em abundancia sobre o futuro da humanidade. Ambos desses ápices aeonicos passaram sem catástrofe - pelo menos não nas datas atuais profetizadas (2000 e 2012), mas vários desastres 'naturais' ocorreram em um breve período entre esses marcos de ansiedade e esperança global: uma inundação de terremotos e tsunamis que foram pelo menos parcialmente repercussões de uma interferência humana nos ciclos e ritmos terrenos, ao invés de ser somente expressões de tais. O desastre de Fukushima no Japão destacou definitivamente a infraestrutura ténue das nossas civilizações, enquanto o 'desastre natural' inicial de terremotos logo foram reduzidos pelo perigo de radiação das bases nucleares que foram devastadas. Enquanto que isso acordou alguns poucos milhões de pessoas para a realidade de tais perigos óbvios e o Japão parou de usar energia nuclear, o governo do Estados Unidos respondeu que suas bases nucleares são 'seguras' (mesmo as que foram construídas nas falhas geológicas da Califórnia) e depois de alguns meses em que as pessoas temiam o que era o inicio do fim, a vida voltou ao normal para maioria.

Nós iremos sofrer o apocalipse de proporções bíblicas, nossa ecosfera em colapso enquanto nós consumimos os recursos cada vez menores da Terra, ou essa mesma tecnologia avançada que nos trouxe a beira da auto-destruição pode nos salvar, ou ao menos permitir que nós escapemos para outro planeta/ sistema solar / dimensão? Ou nossa salvação está na rápida evolução espiritual? Portanto eu penso que somente uma combinação pode evitar um desastre para humanidade, uma vez que nossos avanços tecnológicos ultrapassam nosso avanços espirituais, o que causou muitos problemas. Nessa era de mudança acelerada e impedimento de um desastre potencial, vários paradigmas estão sendo apresentados.

Um desses paradigmas é o aparecimento da 'Era do Quantum'. Essa teoria - que há muitas realidades diferentes criadas por muitas perspectivas diferentes - explica a proliferação de diferentes teorias aeonicas. Entretanto nesse 'aeon de aeonicas', há linhas de relação e uma estranha consistência de visão por detrás, se alguém olhar além das diferenças externas aparentes dos pontos de vista.

Ao invés de somente apresentar mais uma visão eclética pessoal, meu objetivo nas seguintes páginas é mostrar como diferente formulas aeonicas de vários indivíduos, seitas e culturas estão entrelaçadas; para formar uma visão coletiva total de onde nós estávamos, onde nós estamos e para onde nós estamos indo.

Nós vivemos em um tempo de diversidade cultural, e também unificação global. Essa tem sido chamada a 'Era da Informação'. Nunca antes uma vasta variedade de informação esteve disponível tal como agora pelas redes de comunicações modernas. Nós temos acessos a todas as culturas, todas as raças, todos os lugares. Enquanto que a profundidade e as sutilizas do contato direto podem geralmente ser perdido através de tais grandes distancias ou conexões virtuais, ela permite uma visão geral de diferentes paradigmas culturais e sub-culturais como nunca antes. Combinado com o aumento de meios para viagens físicas ao redor do planeta, essas novas tecnologias de comunicação permitem o entrelaçamento e a fusão de diferente culturas. Ainda que infelizmente a mentalidade de monocultura materialista consumista de produção em massa ocidental ainda seja dominante, há por de trás dela uma cultura global emergente. Isso é evidente na juventude de hoje em dia, que aparentemente está fazendo uma mudança gradual da 'Geração X' hedonista que não se preocupa com nada, em uma aceitação e integração de uma multidão de diferentes aspectos culturais.

Há uma profecia indígena Hopi que está relacionada a essa cultura emergente planetária. No meio de várias outras profecias que foram evidentemente cumpridas - tais como 'cavalos de ferro' e as 'teias de aranha que se estendem pelo céu' de tais tecnologias mencionadas acima - nessa passagem:

'Quando a terra estiver doente e os animais tiverem desaparecido, haverá uma nova tribo formada de todas as culturas e todas as raças, para curar a terra. Essa tribo deverá ser chamada os 'Guerreiros dos Arco-Íris'.

Essa profecia foi orgulhosamente abraçada pela contra-cultura dos anos sessenta e setenta, os beatniks, os hippies e as crianças-flores com seus vestidos coloridos que foi o inicio do movimento moderno de ecologia. Como a situação ecológica se tornou mais urgente, mais defensores mainstream do meio-ambiente também começaram a se proliferar, enquanto novas subculturas hibridas também se proliferam com alternativas a cobiça dos consumidores e o marketing de massa.

Depois dos hippies se seguiram os punks, reagindo contra o idealismo e vibrações de paz e amor 'dando a outra face' com uma agressão reacionária e energética para ajudar a quebrar as estruturas do controle politico e social.

O entusiasmo jovial e a rebelião de tais movimentos resume o conceito de Crowley desse ser o 'Aeon de Hórus' - pois Hórus/Heru é o 'Senhor da força e fogo' e um Deus-criança. Mas esse tipo de atitude punk se deixada desapercebida e desequilibrada pode somente espalhar o caos entropico ou meramente substituir o pai com o filho que cresce para fazer os mesmos erros e causar os mesmos problemas patriarcais.
É aqui que entra Maat: a deusa da justiça, seu simbolo são as balanças. Ela é a força equilibradora que nós precisamos evocar, e o relacionamento dela com Hórus, para formar uma dupla-corrente no nosso Aeon será examinado breviamente...

É de vital importância que a profecia Hopi dos guerreiros do arco-íris seja mantida no que realmente ela significa - unidade na diversidade, e aceitação. Há certos indivíduos e grupos que gostariam de pensar que eles são O povo do arco-íris e na realidade se tornaram de mente fechada, incapazes de aceitar quem não abraça seus dogmas nova era ou quem oferece novas perspectivas alternativas.

O movimento Rainbow (arco-íris) tem demonstrado que ainda é possível viver em harmonia com a terra e uns com os outros. Rainbow Gatherings (encontros do movimento Rainbow) ao redor do mundo continuam a acontecer, livre da sociedade 'normal' e vivendo uma democracia idealista e ainda efetiva de 'consenso total'. Entretanto, nós precisamos expandir para estabelecer mais comunidades auto-sustentáveis de longa duração.

Essa profecia Hopi é também chamada 'a décima terceira tribo', sendo uma nova tribo global que emerge da união das 'doze tribos' ou raças-raiz da humanidade. Essas 'doze tribos' também existem na Bíblia, cuja profecias trazem uma afinidade estranha com muita das profecias Hopi. Enquanto a a bíblia não faz nenhuma referencia a uma décima terceira tribo - e ainda a religião patriarcal cristã é responsável por marcar o treze como um número do 'azar' por causa de sua relação com os círculos femininos/lunar - e é interessante notarmos que com seus doze discípulos Jesus se torna o décimo terceiro.

Eu tive uma visão intensa de um tear de chakra em grupo relacionada a ideia de uma décima terceira tribo, que simbolicamente une muitos dos paradigmas culturais e correntes aeonicas discutidas aqui. Foi manifestado como o tear da décima terceira tribo.

A regra de 'sem eletricidade' em muitos 'Rainbow Gatherings' fazem uma quebra renovadora na sociedade orientada por aparelhos em que muito de nós vivemos; mas alternativas de longo termo também devem ser solicitadas - novas tecnologias limpas que trabalham junto com a biosfera da terra, ao invés de contra ela. Isso está começando a acontecer. A tecnologia digital está mais refinada e amigável ecologicamente que os monstros toscos da era industrial, e a informação eletrônica reduz a necessidade de papel das árvores.
É muito tarde para voltar a trás para uma era sem tecnologia moderna. Enquanto aprender a viver simplesmente na terra desligados, sem depender de aparelhos, é um processo vital - especialmente se nossa sociedade tecnológica entrar em colapso ou auto-destruição - nós também precisamos nos mover adiante em harmonia tecnológica com nosso meio-ambiente. É a atitude de humanos, a cobiça e a exploração, que nos coloca em perigo ao invés de ferramentas. Nós devemos pensar mais sobre o que nos fazemos, e criar de acordo, ao invés de se apressar ambição cega e linear a curto prazo.

No 'Fator Maya' (Editora Cultrix., ed. 8, 2009) Jose Arguelles escreve sobre ir 'além da tecnologia' afirmando corretamente que "o conforto tecnológico do século 20... é um encerramento dos campos dos sentidos e um estreitamento de percepções... tal como um animal preso sufocado com seus próprios excrementos."

Tecnologia também está fazendo muitas coisas maravilhosas para nós e nosso planeta; oferecendo desenvolvimentos incríveis na ciência medica e comunicações globais. Descobertas recentes na bioengenharia genética e nanotecnologia, sugerem que esse campo irá avançar nos próximos dez anos na mesma proporção que tecnologia de computadores avançou nos últimos dez anos ou talvez até mais rápido, oferecendo possibilidades em que a ciência poderá redefinir nossa própria carne e formas, mais cedo do que nos imaginamos. Eu acredito que nós podemos nos mover através da tecnologia para o próximo paradigma, nossa tecnologia irá se desenvolver até nós criarmos praticamente qualquer realidade física que nos desejarmos. No ponto em que nós realizarmos esse potencial infinito, cada vez mais pessoas irão se tornar consciente de nossa própria divindade inerente e realizar que nós não precisamos de nenhuma ferramenta para isso: 'tecnologia' se tornará obsoleta quando nós transcendermos o paradigma materialista-cientifico via sua ultra-manifestação enredado com nosso próprio DNA nos trazendo de volta para nosso próprio poder do DNA latente (e o vasto 'junk DNA/Matéria Negra' que não usamos)

O único verdadeiro bloqueio para esse potencial é o abuso da tecnologia, pois seu desenvolvimento aparenta estar atualmente focado em lucro a curto-prazo de produzir 'criaturas de conforto' para nos isolar dos problemas de nosso mundo e cultura, ao invés de lidar com eles. A mudança envolve um aumento de conscientização da teia da vida, da interconexão delicada e sutil entre todos os seres - os humanos como animais, outros animais, plantas e minerais.

Arguelles também fala do uso da rede global de computadores e templos radiosonicos de sons harmônicos (a antiga dança de transe a noite toda revivida através dos festivais 'techno' - mesmo os encontros mais mainstream tem um vago sentido de ritualismo a respeito deles) - alguma profecias desde que 'O fator maya' foi publicado, se manifestaram.

Enquanto que algumas interpretações pessoais e projeções do Arguelles foram talvez super-otimistas e imprecisas, suas premissas básicas aparentam ser bastante sólidas. Ele viu na cultura Maya, a incrível civilização avançada que eles foram, fazendo gráficos de movimentos astronômicos e círculos do tempo com uma precisão igual a providenciada pelos nossos instrumentos modernos. Seus calendários foram além do simples mapear das maquinações físicas do sistema solar, nos mostrando como a informação viaja de Hunab Ku, o centro galáxia, até nós via nosso sol.

Um sacerdote Maya moderno, Hunbatz Men, afirma no seu livro 'O Maya: ciência/religião' que para a antiga cultura Maya não havia diferença entre a ciência/tecnologia e magia/religião. Mitos são matemática, cada número sendo um simbolo metafórico importante ao invés de ser somente um meio de cálculo. De maneira similar, na tradição esotérica ocidental da Qabalah, números tem seu significado além da capacidade de um mero instrumento de medida. Os valores simbólicos dos sephiroth são de fato, extramente similares a numerologia Maya de 1-13 como descritos no livro do Arguelles.

A divisão entre ciência e magia, começando com a 'era da razão', quando a industria e a 'racionalidade' começaram suas investidas, que tem sido amplamente responsáveis pela atual crise planetária. A praticabilidade material sacrificou a estética e a mitologia na busca pelo conforto mundano e a conformidade. Mas gradualmente essa dualidade está sendo transcendida. A 'Ciência' está começando a reconhecer as possibilidades que tem sido conhecidas no mundo da magia há um longo tempo.
A física quântica, a teoria do caos e similares, permitem os fatores aleatórios e saltos de perspectiva que ficaram confinados por um longo tempo nos reinos do misticismo. De maneira similar, a magia tem se tornado mais 'cientifica', redefinindo sua metodologia, abraçando o paradigma quântico/do caos, e vêm empregando a tecnologia moderna como uma outra ferramenta mágicka. No atual estado de nossa divisão prolongada é difícil apreciar totalmente essa síntese. Talvez nossa tecnologia irá se desenvolver a tal ponto onde possamos manipular a matéria quase que instantaneamente com a magia de nossas mentes.

"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia"
-Arthur C. Clarke

Continua...

Escrito por Orryelle Bascule-Defenestrate
Tradução: 
AShTarot Cognatus

terça-feira, 23 de setembro de 2014

LIBER XIII


LIBER XIII

por Orryelle Bascule-Defenestrate
tradução: AShTarot Cognatus



Há de vir um momento
Um tempo de Ajuste (1)

Todos os corações serão pesados contra a pena
Nas balanças-serpente da Justiça. Anahata será perfurado,
E os outros seis,
Vibrações de Vissuddha ativando tudo

As balanças das serpentes serão ouvidas de C
E visto como um Arco-íris
Os dois que são 6 e 9 subirão em Doze escolhidos
Que são unidos pelo Décimo terceiro
(Que tem oito membros e pode usar um véu triplo)
Até a teia ser tecida
E a Coroa ser erguida
Nos céus
As oitavas adicionais ascenderam
As balanças das serpentes em aberto

Enquanto a energia retorna de longe
>De Hunab-ku atravês de Sirius e Andromeda
E os Doze se tornarão Treze pelos Sete
Formando o estrela-diamante de manifestação (ma-nifestat-ion) (2)
De forma que os dormentes acordem

E este rito de Sete por Treze
Deverá ocorrer no Sete de Gaia
Sete por sete, microcosmo e macrocosmo
(Assim 49 novamente, o Ovo deve seguramente RACHAR)

Quetzalcoatl vêem
Caminhar entre nós
Nós subimos com ele
Em Estrelas Infinitas e Espaço Infinito não vistos (3)
Od partirá nossos esquemas celulares
Ob tecerá nos intervalos de espaço
A Verdade será celebrada no Equilíbrio
O bastão encherá o cálice
A espada deixará a pedra
(Pela mesma boca, pelo mesmo osso)
Nós seremos Todos Um, somente. (4)

Comentários do Tradutor:

Esse Liber contém alguns trocadilhos em inglês e portanto é melhor apreciado
no original. Abaixo seguem algumas notas na tentativa de explicar esses
trocadilhos.

1 -Esse Ajuste se refere ao Atu VIII - Ajustamento.
2- A palavra manifestação é escrita ma-nifestat-ion na Loja Horus-Maat para
refletir uma fórmula de Frater Achad sobre a manifestação do Aeon de Maat
chamado por ele de MA-ION.
3- Em inglês, Estrelas Infinitas e Espaço Infinito é "Infinite Stars and
Infinite Space" ou I.S.I.S.
4- No original em inglês há um trocadilho: "We shall be All One, AlOne". All
One (todos um) e AlOne (somente).

Fonte: http://www.crossroads.wild.net.au/
------------------------------------------------------------------
LIBER XIII
There shall come a time
A time of Adjustment
All hearts shall be weighed against the feather
On the serpent-scales of Justice. Anahata shall be pierced,
And the other six,
Vibrations from Vissuddha activating all

The serpents' scales shall be heard from C
And seen as a Rainbow
The two who are 6 and 9 shall rise in Twelve chosen
Who are joined by the Thirteenth
(Who hath eight limbs and may wear a triple veil)
Until the web is woven
And the Crown is lifted
Into the heavens
The further octaves ascended
The scales of the serpents open-ended

While the energy returns from afar
>From Hunab-ku through Sirius and Andromeda
And the Twelve shall become Thirteen via the Seven
Forming the star-diamond of ma-nifestat-ion
So that the sleepers awaken

And this rite of Seven by Thirteen
Shall occur at Gaia's Seven
Seven by seven, microcosm and macrocosm
(Thus 49 again, the Egg shall surely CR ACK)

Quetzalcoatl cometh
To walk among us
We rise with him
Into Infinite Stars and Infinite Space unseen
Od shall cleave our cellular schemes
Ob shall weave in the space between
The Truth shall be held in the Balance
The staff shall fill the chalice
The sword shall leave the stone
(By the same mouth, by the same bone)
We shall be All One, AlOne

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Estatuto da Loja Hórus Maat

O Estatuto da Loja Hórus Maat 


Faça o que tu queres, há de ser tudo da Lei

 A Loja Hórus Maat é uma semente-gestalt, um sacerdócio e uma instrumentalidade do Padrão Universal de Consciência. Nós aceitamos e vivemos pela Lei de Thelema como promulgada no Liber Al Vel Legis. É a nossa vontade auxiliar à mutação de Homo Sapiens para Homo Veritas, e auxiliarmos uns aos outros, e todos os sentientes que vivem hoje, para encontrar o Portal para Maat (Verdade).

Para atingir este fim, nós concordamos, como uma questão de Verdadeira Vontade, permanecer pelos termos desse Estatuto.

  1. (10) A Loja Hórus Maat é um corpo invisível ao Exterior. Ela se encontra em vários planos e não está restringida pelo tempo ou pelo espaço.

Os candidatos serão Thelemitas – aqueles que estão em amor sob vontade – e conseguiram atingir pelo menos algum Conhecimento e Conversação do seu Santo Anjo Guardião.

Não há taxas cobradas para a instrução relativa à Iniciação; filiação, admissão e participação também são gratuitas. Bens tangíveis e serviços mundanos podem ter um preço de mercado justo.

  1. (9) Os membros da Loja trabalharão para tentar obter uma plena maestria sobre todas as suas faculdades, os Deuses/Deusas e especialmente aqueles conhecidos como Os Esquecidos. As forças da Inconsciência devem ser respeitadas como a fonte do poder mágicko pessoal, como tais, elas serão ordenadas sob vontade, para efetivar a manifestação da Vontade.

A Loja está ligada diretamente ao Inconsciente Coletivo e trabalha continuamente com o fim de acordá-lo até obter a plena consciência da espécie.

  1. (8) Os Ritos de Thelema e aqueles de Maat, ou seus equivalentes bem sucedidos, deverão ser praticados como meios de atingir a Dupla Corrente. Deverão ser mantidos relatos mágicos de trabalhos específicos, e cópias deverão ser submetidas ao Conselho Interno para serem avaliadas e colocadas nos Arquivos. O Conselho vai auxiliar e aconselhar seus membros no seu trabalho se assim for requisitado. O Conselho se reserva o direito de recusar aconselhamento se julgar que as circunstâncias justificarem tal recusa.

  A Loja Hórus Maat não confere graus; ela reconhece quatro estágios de desenvolvimento dentro de seu próprio contexto. Estes são: Operar dentro da corrente 93 e então: 1) Contatar a Corrente de Maat enquanto atinge uma compreensão de sua natureza básica; 2) atividade de rituais e resultados; 3) unir a Corrente de Maat e a Corrente 93 dentro da Consciência Mágicka, produzindo assim a Dupla Corrente; 4) atingir maestria na On-Goingness[1] essencial da existência.

  1. (7) A Loja Hórus Maat é uma semente-gestalt, um precursor da Unidade Prática da Humanidade como uma entidade plenamente consciente. Os membros estenderão sua consciência (awareness)[2] até um nível planetário e além, praticando contato pessoal com a vida das espécies como uma condição constante.

Trabalhos alquímicos serão conduzidos sempre na consciência (awareness) do bem estar espiritual do Parceiro. Todos os métodos bem sucedidos de causar mudanças de acordo com a Vontade serão aceitos na esfera da Alquimia Maatiana. Forças empregadas neste contexto são freqüentemente de natureza Noturna; portanto é da responsabilidade ética do sacerdote de Maat assegurar a competência de todos os participantes num Trabalho-Ginantropo, Missa de Hórus, Missa de Maat ou experimento individual Alquímico.

5. (6) Cada membro Trabalhará para o estabelecimento do Vortex TransAeonico no seu Lugar Sagrado ou Templo. Isso tornará o sacerdote capaz de empregar plenamente a Corrente de Maat no espaço-tempo do Aeon de Hórus; isso é a essência da formação da Dupla Corrente. A Dupla Corrente emana da Consciência Mágicka do indivíduo e da gestalt; empregando o Vortex, o indivíduo aumenta a força da corrente, desta maneira à dimensão-tempo da gestalt é expandida até atingir sua maturidade. Isso torna possível que sejam compartilhados pelo seu self infante e pela Verdadeira Vontade dos membros individuais desse self, o poder e a sabedoria envolvidos na gestalt e suas conexões futuras.

O Sacerdote destruirá e criará uma nova Máscara do Ego diária, sempre procurando a perfeição funcional. O sacerdote é responsável por todos os indivíduos atraídos para ele pela Dupla Corrente; a maneira de lidar com esses indivíduos é ser uma verdadeira e pessoal manifestação do amor sob vontade.

  1. (5) Os membros manterão suas aptidões física, emocional e psíquica com o fim de fornecer à Vontade um instrumento de trabalho. Os Sacramentos serão usados de uma maneira balanceada. O preparo para lidar com eventos iminentes é necessário, espera-se que o Sacerdote sobreviva.

  1. (4) Os membros serão livres para procurar os conselhos e opiniões correntes dentro da Loja em questões de julgamento, decisão e criatividade. Respeito mútuo no que está relacionado a pedir, dar ou recusar conselhos deve ser praticado sempre.

Os membros não alimentarão vampiros em qualquer plano, salvo como uma questão controlada de Vontade para um fim específico.

XX. A Loja considera todos os aspectos da existência como sagrados. Não haverá julgamento moral sobre o Trabalho que um indivíduo escolher nem sobre o universo escolhido como um campo de operação. É requisitado que os membros adquiram perícia em trabalhar todos os lados da Árvore da Vida.

  1. (3) A Loja Hórus Maat forma-se ao redor do núcleo do Conselho Interno, o qual está enraizado nos Aeons Sem Nome. Ao Conselho Interno é confiado o dever de decisão no que diz respeito à incorporação de candidatos individuais na Loja. A Loja é polimorfa e adaptável às necessidades e circunstâncias dos tempos.


  1. (2) A Loja Hórus Maat canaliza a força do Padrão Universal de Consciência nos termos de todas as fórmulas Aeonicas. Não há restrições de espaço e tempo aplicáveis aos Sacerdotes de Hórus/Maat. O sacerdote permite que a força determine a forma em todos os Trabalhos.

  1. (1) A Loja Hórus Maat ligará todos na meia noite astral das luas Nova e Cheia num lugar dentro dos planos astrais a ser designado e plenamente descritos pelo Conselho Interno... Os Equinócios e Solstícios são designados como dias de festa para a Loja, assim como aquelas ocasiões especificadas no Líber Al Vel Legis.

A Loja Hórus Maat é um sistema separado e igual de indivíduos usando a Dupla Corrente e como tal não é parte de nenhuma outra organização.

O Conselho Interno é o corpo administrativo da Loja Hórus Maat; ele pode delegar autoridade e responsabilidade ao seu próprio critério.

Nós aceitamos esse estatuto como uma afirmação Verdadeira da Vontade e concordamos obedecer a ele

Amor é a Lei, Amor sob Vontade.

Assinado.

Nós aceitamos o estatuto da Loja Hórus Maat em 25/11/78

(The Grove of the Star & Snake:)
Robert Carey – HDS 69
Joseph Engeleit – Kreb ent Ptah       
Jillian Blum – Noctua 156
Denny Sargent – Aion 131

Com o direito de fazer emendas daqui a diante reservado ao Conselho Interno Aceito e Retificado –
N’Aton, Filho do Homem

Pelas mãos da escriba Nema/Andahadna 124
3/12/78

Tradução: AShtarot Cognatus

Loja Hórus/Maat em português:
http://lojahorusmaat.br.tripod.com/





[1] Go on é um expressão em inglês que está relacionada à continuidade. Desta maneira, o termo On-Goingness, que não tem uma tradução exata em português, indica uma eterna continuidade, um eterno IR.
[2] Aware é um verbo em inglês que indica ao mesmo tempo estar consciente e estar alerta.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Carta de Tarot JUSTIÇA/AJUSTAMENTO


Carta de Tarot JUSTIÇA/AJUSTAMENTO


Do The BOOK ov ChAOS

(Meio -Lápis) Imagem e Texto (c) 2001
Orryelle Defenestrate-Bascule <mailto:odxob@yahoo.com>
tradução: AShTarot Cognatus

O arquétipo da Justiça de Maat, como Deusa de Verdade, é no final das contas sem rosto. Ela é uma essência intangível, como Nada (No-Thing) é Verdadeiro (1) - em termos de Absolutos. Desta fonte vazia vêem as máscaras diferentes feitas por nossas percepções e experiências. Descrito aqui estão diferentes máscaras culturais e míticas e formas de Maat: Partido do centro - A Deusa solar egípcia Sekhmet com cabeça de leoa (a forma antes conhecida da Maat egípcia é Tefnut/Mayet com cabeça de leoa, a Ordem Mundial), cujo símbolo como Maat é o Ankh de Vida, e que é representado por mel, abelhas e o lemniscate (símbolo do infinito); a velha lunar grega Hecate, um aspecto dos Três Destinos ou Moerae, do qual é composto Moiera, a versão grega do arquétipo de Justiça com espada e balanças; o Hoor-Paar-Kraat egípcio (Harpocrat para os gregos), na forma de criança inocente de Horus, que com o gêmeo Ra-Hoor-Khuit de cabeça de falcão representa os aspectos passivos/receptivos da existência, como significado pelo Sinal de Silêncio; o Deus hindu Ganesh com cabeça de elefante, que como o criador e removedor de Obstáculos está muito preocupado com o Equilíbrio; e o enigmático Arlequim, ArleQuintEssencia da Piada Cósmica (2).

Ramificando para a direita do centro estão as máscaras de Isis, Deusa mãe estelar egípcia das águas do Nilo que com a sua irmã obscura Nepthyss são o Maati; a criadora e destruidora hindu Kali, bonita e terrível Deusa negra de sangue, morte, noite e nutrindo -como destruidora do medo ela atrai para mais íntimo a Verdade; Baphomet - a forma hermaphroditica de Pan, nome grego do Deus Cornifero da maioria das culturas antigas. Pan (=131=Truth (Verdade)=Baphomitr) (3) significa 'Tudo' e combinado com o ' Nada' de Nuit tudo é incluido. Uma Máscara manifesta de Maat, Ele/Ela é a Forma Se tornando (4); e uma Abelha, emissário insectoide de Maat e representando a mentalidade de colméia de N'aton. Estas máscaras são só alguns exemplos, eles extendem-se infinitamente em qualquer lado, como estrelas no vácuo, as multidões de Manifestações (Ma-nifestat-ion) de Nuit, a Deusa do Universo cujo corpo estrelado se curva em cima do topo do quadro.

Os egípcios representaram Maat com o Hieróglifo da Pena, aqui dobrada para representar as permutações positivas e negativas da dualidade como Nada (5) manifestado em forma. A simetria da imagem é indicativa da Harmonia e Equilíbrio que Maat representa. A Espada duplamente-afiada (Zain) de Divisão é uma extensão disto, a percepção da mente limpando a essência em padrão, a tapeçaria de Maya (Ilusão). O cabo da espada é gravado com Íbises, o totem de Thoth, Deus-escriba de Registros e Medidas e cônjuge de Maat, e do qual penduram as balanças de Justiça, no qual Maat pesa o Coração do defunto contra a sua
pena de Verdade, como na mitologia egípcia.

A Serpente das Eras enrolam em um Lemniscate da Eternidade ao redor desta Espada, que como seu eixo forma o Lemniscate Aeonico e o sigilo da Palavra de Maat, IPSOS (' Pela Mesma Boca'). O Livro de Lei, o Logos sagrado que forma a realidade, no qual o Escriba Thoth mede as formulas da civilização, é receptivo a ponta da Espada que é gravada com a runa de ligação de N'aton a Consciência Coletiva. Esta mentalidade de grupo é representada pela Colmeia  as celas hexagonais (atu) qual ramificam em uma teia de interconexões. Circuitos sobrepondo A Árvore de Vida (Qabbala), como um modelo primário para traçar esta interconectividade, é descrita com outra simbologia e geometrias como infra-estruturas no despertar da mentalidade de Colmeia

O Abismo, Daath, racha perigosa na Viagem para cima da Árvore, forma uma teia espiralando pela Colmeia  conexão em perda do ego. Desta racha emerge Sebekh, Deus/a crocodilo que são alimentado de almas cujos corações são muito pesado para a Pena.

A Dança de Maat é de Equilíbrio. É sobre  seguir a Verdadeira Vontade, assim em acordo com o Universo e o Si-mesmo (Self) simultaneamente, achando aquela Harmonia sagrada de forma que a Alegria pode ser mantida.

Notas do Tradutor:
1 - Em ingles “Nothing is True”. Nothing (nada) também pode ser lido como No-thing e interpretado como No (não) thing (coisa). Fazendo um trocadilho dizendo q a coisa-q-não- é, é verdadeira.
2 - No original HarleQuin ou HarleQuintEssence, indicando a Quintessencia de Arlequim.
3 – Aqui Truth (Verdade) foi deixado no original por se tratar de cálculos de Qabbalah Inglesa.
4 – No original Se tornando (BeComing) pode ser interpretado como Be (ser) Coming (vindo), BeComing - o ser (self) vindo.
5 – No-thing como na primeira nota.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Mito da descida ao PanDaemonAeon


O Mito da descida ao PanDaemonAeon
AShTarot Cognatus

"Eu irei descer aos altares de PanDaemonAeon"


É chegado o tempo de fazermos a descida ao PanDaemonAeon através da Espiral do Tempo. PanDaemonAeon é o ponto central dessa espiral, que é também o abismo infernal q na tradição cabalista tem o nome de Daath (Conhecimento). Esse abismo é o caminho que todos os Adeptos que almejam alcançar a Cidade das Piramides (1) deverão passar. Adentrando a esse reino infernal e caminhando em espiral podemos alcançar o PanDaemonAeon, a capital desse reino infernal. O PanDaemonAeon representa a total desestruturação do sistema de crenças, necessário para que o Adepto supere as dualidades e se torne um Magister Templi (2).

O Mito de descida ao PanDaemonAeon é o caminho que irá levar as pessoas a caminhar nessa espiral rumo ao PanDaemonAeon coletivo que ocorrerá em 2012, data profetizada pelos Maias como o fim de um grande ciclo (13 baktuns) e o inicio de outro. Esse paradigma se reflete em diversas culturas, dizendo-nos q deverá haver uma expiação necessária para que uma nova era muito melhor possa surgir. No calendário da paz estruturado por José Arguelles (Valum Votan), a expiação é deixar de lado o uso do falho calendário gregoriano, baseado na estrutura 12:60 (12 meses do ano/horas e 60 segundos/minutos do relógio) e adotar o uso do calendário da paz, estruturado na frequência de tempo 13:20 (13 tons e 20 selos). Isso faz com que deixemos de lado uma estrutura artificial de tempo que provoca uma desordenação mental e nos convida a seguir o fluxo de harmonia da natureza, sincronizando a nossa mente com os ciclos do sol-lua-galáxia, ocasionando uma reordenação mental. Essa proposta de harmonizar-se com o fluxo da natureza existe em diversas tradições que seguem um calendário lunar, o q permite haver sincronicidades ocorrendo. Entre essas tradições existe a Bruxaria que segue a roda do ano com 8 comemorações chamadas sabás e comemorações na lua nova ou cheia, chamados esbás.

Recentemente, dentro da Loja Belarion surgiu a ideia do desenvolvimento de práticas thelemicas, utilizando o modelo mágicko e iniciático da Bruxaria ao invés da utilização do sistema iniciático maçônico da OTO. A esse sistema mágicko e iniciático experimental, eu dei o nome de Bruxaria Thelemica. A Bruxaria Thelemica é a utilização de técnicas de Bruxaria na egregora da Dupla-Corrente de Horus-Maat. A Dupla-Corrente foi codificada por Nema por volta da década de 70 e harmoniza o trabalho diversas linhas como a Wicca, a tradição tantrika dos Adi-Nath, Zos Kia Kultus, entre outros, e incorpora essas técnicas a corrente thelemica, formando a Dupla-Corrente.

Ela e mais alguns adeptos fundaram a Loja Horus-Maat, uma Loja dedicada ao desenvolvimento da Dupla-Corrente. Esse trabalho de desenvolvimento tem ocorrido principalmente através do Trabalho da estrela de 11 pontas. Esse trabalho faz com que os participantes desenvolvam rituais durante 1 ano relacionado a uma esfera (sephira) da Árvore da Vida, escolhida p/ser o trono do magista durante esse período  Esses trabalhos são executados globalmente toda Lua Nova. Eu entrei p/a Loja Horus-Maat por volta do ano de 2001 (apesar de já praticar magia de maat anteriormente) e entrei p/o Trabalho da estrela de 11 pontas assumindo o Trono de Netzah, cuja divindade correspondente nesses trabalhos é Babalon. De lá pra cá, eu executei uma série de rituais relacionados a Babalon e foi então que comecei a estruturar a Loja Belarion e Bruxaria Thelemica do jeito que estão se manifestando nesse ano de 2003ev. Essa manifestação vêem ocorrendo definitivamente desde que resolvi assumir o Trono de Malkuth em outubro de 2002ev e está atingindo seu ápice nesse ano de 2003ev, profetizado por mim como o ano em que muitos vão despertar para a falsa estrutura linear do Tempo e vão começar a caminhada em espiral rumo ao PanDaemonAeon Coletivo de 2012ev. Esse é o momento que os Maias chamam de Encruzilhada da sua Árvore Sagrada. Essa encruzilhada ainda é chamada de "Caminho do Submundo" ou "Caminho obscuro", considerado ser o "Ventre da Grande Mãe" do qual nasceu o universo. Retransmitindo isso em termos thelemicos, nós vemos que isso é uma referencia clara ao ventre de Nossa Senhora de Babalon, que carrega em seu ventre o Bebê do Abismo, nome dado aos adeptos que se recusam a servir a Chorozon (a figura do adversário em thelema, representando o falso ego) e doam até sua ultima gota de sangue a taça de Babalon. O Livro de Babalon (Liber 49), canalizado por Jack Parsons (Belarion) é uma das primeiras canalizações envolvendo o cumprimento da fórmula do TETRAGRAMMATON na sucessão de Aeons. Segundo o Livro de Babalon, essa é a parte que faltava para completar o Tetragrammaton, o HE final representando a filha. Mais tarde Frater Achad identificou essa filha como sendo Maat e declarou que seu aeon (Ma-Ion) já havia se manifestado (MA-nifestat-ION). Depois esses conceitos são harmonizados através dos trabalhos de Kenneth Grant, Nema e outros q nos elucida sobre a sucessão de aeons, nos informando que eles não agem de forma linear.

Dando prosseguimento a isso, Orryelle Bascule-Defenestrate nos apresenta no ano de 1998ev, a formula do PENTAGRAMMATON, através do seu texto Zuvuya, um estudo dos Aeons. Lá ele trata desse processo de mudança de paradigma que está ocorrendo até 2012ev. Dentro desse processo está a substituição da fórmula Tetragrammaton (YHVH) pelo Pentagrammaton (YHShVH), na sucessão dos Aeons, expondo a quintessencia dos elementos que a tudo (Pan) permeia. Cada uma das letras do Tetragrammaton é correspondente a um elemento: Fogo, Água, Ar e Terra. A esses nós devemos adicionar o elemento espírito, o quinto elemento ou quinta-essência. Esse elemento chamado espírito, também conhecido como éter, está oculto no Tetragrammaton na forma de Yod e está exposto no Pentagrammaton na letra Shin (Sh). A letra Shin no Tarot é ligada ao Arcano XX, o Julgamento ou o Aeon, no Tarot de Thoth. Essa carta representa a ligação entre o plano espiritual (Shin) e material (Teth) formando assim a síntese entre eles representada por Set (ShT). Mostra a transmutação através do fogo alquímico do inferior p/o superior. Indica também que a consciência individual é uma parcela da consciência cósmica. Relacionado ao mito de descida ao PanDaemonAeon, demonstra uma continuação das Profecias, em especial, aquelas ligadas aos Aeons futuros.

Assim já temos definido o ponto de partida e o ponto de chegada do nosso mito. O ponto de partida se dá em 2003ev, representando Malkuth e vai ascendendo a Árvore da Vida, através do caminho conhecido como Serpente da Sabedoria, até chegarmos em Kether em 2012ev. Quando estivermos alcançado esse ponto teremos alinhado toda a nossa Árvore da Vida individual e a Árvore da Vida do Universo, nos preparando assim para o grande Ordálio de cruzar o abismo. Para aqueles que obtiverem sucesso nessa operação uma nova terra, lhes será dada. Essa terra é conhecida pelos thelemitas como Cidade das Piramides e na Bíblia ela é descrita no Livro das Revelações (Apocalipse) como a Nova Jerusalém  Estando nessa condição, a comunicação com entidades transplutonianas será uma constante fazendo com que a evolução do planeta Terra acelere, rumo as dimensões mais elevadas. Isso está velado nos mitos de Cthulhu e outros Grandes Antigos, escritos pelo profeta inconsciente H.P. Lovecraft. Esses mitos nos falam da vinda de Cthulhu e outros Grandes Antigos, que governaram a terra antigamente e foram presos em outra dimensão, fazendo com que seus poderes fossem negados. Fazem também uma revelação profética que quando as estrelas estiverem alinhadas eles voltarão, destruindo assim o nosso mundo. Na Magia de Maat os Grandes Antigos são conhecidos pelo nome de esquecidos e são representados pelos poderes negados ou adormecidos que residem nos nossos chakras. Os chakras também podem ser um reflexo dessas estrelas, pois eles estando alinhados, eles farão que os Grandes Antigos/Esquecidos sejam despertos e destruam o universo como o magista conhecia até então. Uma nova interpretação da realidade será dada e com isso um novo universo deverá surgir das cinzas do outro.

Voltando ao ponto de partida veremos que isso está sendo desenvolvido em minhas experiências no Trabalho da estrela de 11 pontas, as quais eu relato na lista [horus-maat]. O meu objetivo é juntar pessoas interessadas nessa exploração de descida ao PanDaemonAeon e juntos irmos decifrando profecias, estabelecer conexões mágickas e desenvolvendo-nos individualmente e coletivamente. Cada vez mais, estarei manifestando meios pelos quais esse mito poderá ser trabalhado e os interessados poderão ir se alinhando conforme a sua Vontade.

Interessados podem contatar o autor pelo email: cog93@...
ou pela lista em português da Loja Horus/Maat: http://br.groups.yahoo.com/group/horus-maat

Notas:
1 - A Cidade das Piramides se trata de uma referencia a tríade superior da Árvore da Vida cabalística  constituída por Kether, Chockmah e Binah.
2 - Magister Templi é o latim para Mestre do Templo e se refere aos adeptos que conseguiram cruzar o abismo de Daath com sucesso.